“A CIÊNCIA E A FÉ É UM LAÇO”: ASSOCIAÇÃO ENTRE PRÁTICAS MÉDICAS E PRÁTICAS DE BENZEDURA EM UMA COMUNIDADE QUILOMBOLA NO NORTE DA BAHIA

Publicado em 22/05/2026 - ISBN: 978-65-272-2452-5

Título do Trabalho
“A CIÊNCIA E A FÉ É UM LAÇO”: ASSOCIAÇÃO ENTRE PRÁTICAS MÉDICAS E PRÁTICAS DE BENZEDURA EM UMA COMUNIDADE QUILOMBOLA NO NORTE DA BAHIA
Autores
  • Sérgio Juan Cruz Severo
Modalidade
Submissão de Resumo para GT
Área temática
GT 01 - Arte, sociobiodiversidade e epistemologias contracoloniais no semiárido
Data de Publicação
22/05/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/iv-seminario-politica-cultura-ambiente-pocam/1479518-a-ciencia-e-a-fe-e-um-laco--associacao-entre-praticas-medicas-e-praticas-de-benzedura-em-uma-comunidade-quilom
ISBN
978-65-272-2452-5
Palavras-Chave
Comunidades quilombolas, Benzedura, Práticas de cuidado, Produção de sentidos, Atenção Primária à Saúde.
Resumo
Esta pesquisa teve como objetivo compreender como foram produzidos sentidos sobre saúde, doença e cuidados na interação entre práticas médicas institucionais e práticas de benzedura no contexto do Quilombo Jibóia, situado em um município do norte da Bahia. Partiu-se do seguinte problema de pesquisa: Como foram produzidos sentidos sobre saúde, doença e cuidado na interação entre práticas médicas da Estratégia Saúde da Família e práticas tradicionais de benzedura presentes no território quilombola? O estudo fundamentou-se teoricamente na perspectiva das Práticas Discursivas, enfatizando o papel da linguagem na produção de sentidos nas interações sociais, bem como na compreensão dos contextos e ações que constituíram as práticas de cuidado. Considerou-se que, no âmbito dos modelos terapêuticos populares, particularmente aqueles associados a saberes religiosos, as práticas de benzedura continuaram presentes no cotidiano de comunidades tradicionais, coexistindo e, por vezes, articulando-se com o modelo técnico-científico ofertados pelo Sistema Único de Saúde. Tratou-se de uma pesquisa qualitativa, cujo material discursivo foi produzido a partir de entrevistas semiestruturadas realizadas com profissionais da equipe de Saúde da Família, usuários(as) da Unidade de Saúde da Família e rezadeiras do Quilombo Jibóia. Para a análise dos dados, utilizou-se a ferramenta analítica dos Mapas Dialógicos, com o objetivo de identificar os repertórios interpretativos mobilizados pelos participantes ao narrarem suas experiências e práticas de cuidado no cotidiano da comunidade. Os resultados indicaram que as práticas de benzedura permaneceram socialmente relevantes no território investigado, constituindo-se como um recurso simbólico e terapêutico mobilizado pelos moradores em articulação com os serviços formais de saúde. Observou-se que os sentidos produzidos nas interações entre usuários, profissionais de saúde e rezadeiras revelaram formas plurais de compreender o processo saúde, doença e cuidado, evidenciando a coexistência e, em determinados contextos, a complementaridade entre saberes tradicionais e práticas biomédicas. A pesquisa contribuiu para ampliar o debate no campo da Psicologia sobre práticas de cuidado em contextos socioculturais específicos, especialmente em comunidades quilombolas, ao evidenciar a importância de reconhecer e dialogar com saberes tradicionais no âmbito das políticas públicas de saúde.
Título do Evento
IV Seminário Política, Cultura e Ambiente (PoCAm)
Cidade do Evento
Juazeiro
Título dos Anais do Evento
Anais do IV Seminário Política, Cultura e Ambiente (PoCAm)
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SEVERO, Sérgio Juan Cruz. “A CIÊNCIA E A FÉ É UM LAÇO”: ASSOCIAÇÃO ENTRE PRÁTICAS MÉDICAS E PRÁTICAS DE BENZEDURA EM UMA COMUNIDADE QUILOMBOLA NO NORTE DA BAHIA.. In: Anais do IV Seminário Política, Cultura e Ambiente (PoCAm). Anais...Juazeiro(BA) Univasf, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/iv-seminario-politica-cultura-ambiente-pocam/1479518-A-CIENCIA-E-A-FE-E-UM-LACO--ASSOCIACAO-ENTRE-PRATICAS-MEDICAS-E-PRATICAS-DE-BENZEDURA-EM-UMA-COMUNIDADE-QUILOM. Acesso em: 28/05/2026

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