TERAPIA OCUPACIONAL E FORMAÇÃO DOCENTE: CONTRIBUIÇÕES PARA UMA ESCOLA MAIS INCLUSIVA.

Publicado em 19/01/2026 - ISBN: 978-65-272-2134-0

Título do Trabalho
TERAPIA OCUPACIONAL E FORMAÇÃO DOCENTE: CONTRIBUIÇÕES PARA UMA ESCOLA MAIS INCLUSIVA.
Autores
  • Thais Caetano de Vasconcelos
  • Pedro Silva de Macedo
  • Cicera Djane Sousa Da Silva
  • Hertha de Castro Arrais Maia Araújo
  • Angélica Sampaio Neves Peixoto
  • Paula Dias Sampaio
Modalidade
Resumo Expandido Estruturado
Área temática
Educação e Formação em Saúde – metodologias inovadoras, ensino interprofissional, extensão e práticas pedagógicas
Data de Publicação
19/01/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/iv-semana-iniciacao-cientifica-universitaria/1386194-terapia-ocupacional-e-formacao-docente--contribuicoes-para-uma-escola-mais-inclusiva
ISBN
978-65-272-2134-0
Palavras-Chave
Terapia Ocupacional, inclusão escolar, formação docente
Resumo
INTRODUÇÃO Nos dias atuais é de suma importância pensar na formação docente, afinal são os professores, especialistas em Atendimento Educacional Especializado, os professores de ensino regular e os auxiliares de classe, que irão lidar diretamente com o aluno com deficiência no espaço escolar. São os professores, juntamente com toda a comunidade escolar, que possivelmente projetarão no aluno com deficiência seus preconceitos e desconhecimentos, valorização ou não das habilidades e potencialidades, podendo reproduzir uma lógica excludente ou inclusiva, conforme seus percursos formativos e profissionais. Desta forma, pensar na formação docente, implica diretamente no processo de inclusão escolar, pois se o professor que irá lidar com este aluno vencer seus preconceitos, conhecer melhor sobre as variáveis que atravessam o processo de ensino-aprendizagem, poderá ver além do verbete “aluno de inclusão”, enxergando suas potencialidades em meio aos muitos desafios. “São os professores que executam o trabalho discutido, pensado e idealizado em termos de teorias e traduzidos em forma de políticas” (FRAGELLI, 2005, p. 33). Apesar de todo o aparato legal, contendo normas e diretrizes de âmbito nacional, muito ainda há que se progredir para que a educação inclusiva garanta sucesso, tanto na parte pedagógica, quanto nos aspectos sociais e emocionais dos alunos atendidos por esta prática. Como bem pontuam Jurdi e Amiralian (2006), “temos as leis, mas faltam intervenções que tragam para o cotidiano escolar um outro olhar para o aluno com deficiência, suas possibilidades e singularidades, intervenções que instaurem as diferenças e não salientem as desigualdades” (JURDI e AMIRALIAN, 2006, p.192). OBJETIVOS Ofertar formação docente na perspectiva de educação continuada para professores regulares e auxiliares que atuam em uma escola no município de Barbalha-CE. Contribuir para a formação de acadêmicos de Terapia Ocupacional na perspectiva de sua atuação junto ao contexto educacional, conectando-os com as demandas sociais presentes e urgentes no contexto no qual estamos inseridos. METODOLOGIA Foram realizados 4 encontros com professores regulares, professores auxiliares e duas gestoras de uma escola de educação infantil no município de Barbalha-CE. Partindo do pressuposto que a maioria dos professores não conhecia a Terapia Ocupacional (TO) e não compreendia as ações que este profissional pode contribuir para o cotidiano escolar, foi realizada uma breve apresentação do que se trata esta profissão e quais as possíveis atuações no contexto educacional. Foram desenvolvidas dinâmicas ‘quebra-gelo’, com o intuito de causar aproximação dos pares, para então iniciarmos uma roda de conversa na qual puderam elencar temas sobre os principais questionamentos quanto a inclusão escolar, seus desafios e possibilidades. Dos temas elencados, o grupo elegeu temas que foram abordados nas oficinas temáticas. Os professores puderam trocar experiências e saberes acerca dos temas que foram explorados de forma discursiva pelos discentes de TO, trazendo conceituação teórica afim de enriquecer o saber da prática. Além disso, os professores puderam elaborar estratégias práticas, apoiadas no saber desenvolvido durante os encontros, que puderam beneficiar diretamente os alunos assistidos na escola, de forma que os processos de inclusão e participação no ambiente escolar pudessem ser ampliados. DISCUSSÃO De acordo com Fragelli (2005), o papel do professor merece destaque na necessidade “esclarecimentos e condições para estarem recebendo e, de fato, incluindo estas crianças” (p. 28), não descartando a importância dos outros atores envolvidos no cotidiano escolar para que a inclusão de fato aconteça. Assim, os professores que irão lidar com alunos que apresentam diferenças significativas, precisam ter uma ação reflexiva frente ao contexto que se deparam. Segundo Tancredi (2009), Reali e Reyes (2009), a escola assume uma nova característica, lidando cada vez mais com diferentes contextos culturais devido a democratização do acesso, exigindo dos professores diversidade de práticas de ensino em função dos contextos de atuação e realidade enfrentada. “Um professor não pode ser passivo e se acomodar à realidade existente; precisa envolver-se na proposição de caminhos que levem à superação das possíveis dificuldades que alunos, professores e escolas enfrentam cotidianamente” (TANCREDI, 2009, p. 15). Diante das propostas realizadas, pode-se perceber professores engajados em seus processos reflexivos do fazer docente diante das suas dificuldades cotidianas elencadas, envolvendo-se com as propostas e discutindo entre si novas possibilidades de atuação e encorajando-os uns aos outros acerca de ações inclusivas que já são por eles efetuadas. Fragelli (2005), Reali e Reyes (2009) nos apontam que, nos processos de formação docente, deve haver espaço para o desenvolvimento das competências de reflexão sobre a própria prática, sejam nos níveis de formação inicial ou na formação continuada. Deve haver, ainda, apoio técnico para a atuação com alunos que apresentam deficiências mais severas, por exemplo (TOYODA e LOURENÇO, 2008). Segundo Tancredi (2009) “para perceberem e atenderem a necessidade de atuar de acordo com as necessidades e exigências de contextos específicos, os professores precisam refletir de forma crítica, sistemática e fundamentada teoricamente sobre os inúmeros fatores que afetam sua prática e dia a dia nas escolas” (p. 17). Com a prática inclusiva difundida e assegurada por políticas públicas, há o deslocamento do objeto de intervenção da TO, inicialmente a pessoa com deficiência em seu espaço clínico em setting fechado, passando a focar os outros atores que compõe esta prática. As ações passam a ser pensadas a partir do prisma do processo de ensino-aprendizagem, do contexto escolar e sua significação no cotidiano (ROCHA, 2007). Podemos, então, citar diversos sujeitos como público alvo, sendo estes a criança, a comunidade educacional e familiares/cuidadores. Zulian (2004 apud TOYODA e LOURENÇO, 2008) “afirma que o aporte dos conhecimentos específicos da Terapia Ocupacional e a atividade como recurso primordial do trabalho dá ao terapeuta ocupacional uma enorme possibilidade de contribuição na formação do professor e atuação no ambiente educacional” (p. 46). Sendo assim, a participação dos discentes do curso de TO nesse processo formativo foi fundamental não apenas para o grupo de professores assistidos, mas para o próprio grupo discente, uma vez que puderam se reconhecer em sua futura prática profissional, desenvolvendo raciocínios de terapia ocupacional pertinentes ao contexto educacional. CONCLUSÃO Através de experiências desenvolvidas na comunidade escolar os discentes do curso de TO puderam compreender as contribuições da profissão na formação e reflexão do fazer docente no sentido da educação inclusiva de forma prática, estabelecendo conexões entre a teoria apresentada e discutida em sala com as necessidades reais apresentadas pelos professores de educação infantil em uma escola do município de Barbalha-CE. Dessa forma, os discentes puderam compreender as ações que os professores realizam como facilitadoras (ou não) do processo inclusivo, bem como refletir acerca das competências do terapeuta ocupacional que podem contribuir no processo de formação docente, facilitando a prática da educação inclusiva.
Título do Evento
I Congresso Multidisciplinar em Saúde, IV Semana de Iniciação Científica, II Semana de Extensão Universitária da UNINASSAU Juazeiro do Norte
Cidade do Evento
Crato
Título dos Anais do Evento
Anais do I Congresso Multidisciplinar de Saúde, IV Semana de Iniciação Científica, II Semana de Extensão Universitária da UNINASSAU Juazeiro do Norte
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

VASCONCELOS, Thais Caetano de et al.. TERAPIA OCUPACIONAL E FORMAÇÃO DOCENTE: CONTRIBUIÇÕES PARA UMA ESCOLA MAIS INCLUSIVA... In: Anais do I Congresso Multidisciplinar de Saúde, IV Semana de Iniciação Científica, II Semana de Extensão Universitária da UNINASSAU Juazeiro do Norte. Anais...Juazeiro do Norte(CE) Anais do I Congresso Multidisciplinar de Saúde, IV Semana de Iniciação Científica, II Semana de Extensão Universitária da UNINASSAU Juazeiro do Norte, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/iv-semana-iniciacao-cientifica-universitaria/1386194-TERAPIA-OCUPACIONAL-E-FORMACAO-DOCENTE--CONTRIBUICOES-PARA-UMA-ESCOLA-MAIS-INCLUSIVA. Acesso em: 09/02/2026

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