OS EFEITOS DA TOXINA BUTOLÍNICA EM PACIENTES COM SORRISO GENGIVAL.

Publicado em 19/01/2026 - ISBN: 978-65-272-2134-0

Título do Trabalho
OS EFEITOS DA TOXINA BUTOLÍNICA EM PACIENTES COM SORRISO GENGIVAL.
Autores
  • Layanna Vitória Ribeiro Gonçalves
Modalidade
Resumo Expandido Estruturado
Área temática
Estudos experimentais e de revisão- Metodologias de revisões sistemáticas, integrativas, meta análise e modelos experimentais em pesquisa biomédica.
Data de Publicação
19/01/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/iv-semana-iniciacao-cientifica-universitaria/1385093-os-efeitos-da-toxina-butolinica-em-pacientes-com-sorriso-gengival
ISBN
978-65-272-2134-0
Palavras-Chave
Toxina botulínica tipo A, Sorriso gengival, Estética do sorriso, Padronização anatômica, Segurança clínica.
Resumo
Introdução: A estética do sorriso é componente relevante do bem-estar e da autoimagem; por isso, a exposição excessiva de gengiva durante o sorriso — o chamado sorriso gengival — frequentemente motiva a busca por soluções menos invasivas e com rápida recuperação, sobretudo quando há impacto psicossocial percebido (Souza; Menezes, 2019; Moreira et al., 2018). A etiologia é multifatorial e combina fatores esqueléticos, dentários/periodontais e musculares; entre estes, destaca-se a hiperatividade dos elevadores do lábio superior, o que torna indispensável um diagnóstico individualizado com exame clínico, registros fotográficos padronizados e, quando indicado, avaliação cefalométrica para orientar a decisão terapêutica (Fujita; Hurtado, 2021; Sousa et al., 2022). No portfólio terapêutico tradicional figuram o alongamento de coroa clínica, o reposicionamento labial e, em discrepâncias esqueléticas acentuadas, a cirurgia ortognática. Embora efetivas, essas alternativas podem implicar maior morbidade, custos elevados e tempo de recuperação superior, o que ajuda a explicar o interesse crescente por abordagens minimamente invasivas para restauração da harmonia do sorriso (Souza; Menezes, 2019; Moreira et al., 2018; Rojo-Sanchis et al., 2023). Nesse contexto, a toxina botulínica do tipo A consolidou-se como opção quando a contribuição muscular é predominante, pois reduz de modo controlado a excursão do lábio superior e, por consequência, a exposição gengival durante o sorriso (Rajagopal et al., 2021; Makkeiah et al., 2021). Objetivo: Avaliar a efetividade e a segurança da toxina botulínica tipo A no manejo do sorriso gengival de etiologia predominantemente muscular em adultos, considerando protocolos padronizados de pontos e doses, cronograma de reaplicação e experiência do paciente. Objetivos específicos: Padronizar critérios de seleção de casos e o protocolo técnico (mapeamento anatômico, pontos de aplicação, dose por ponto, documentação fotométrica/vídeo e calendário de revisões). Quantificar os desfechos clínicos e de experiência do usuário (redução da exposição gengival em milímetros, tempo de início/pico e duração do efeito, eventos adversos, satisfação e qualidade de vida). Comparar os resultados com alternativas não cirúrgicas e cirúrgicas indicadas para etiologias distintas, discutindo custo-viabilidade, limitações e recomendações práticas para a rotina clínica. Metodologia: Este estudo caracteriza-se como pesquisa bibliográfica de natureza qualitativa, com enfoque descritivo-analítico, voltada a reunir, organizar e interpretar evidências publicadas sobre o uso da toxina botulínica tipo A no manejo do sorriso gengival de etiologia predominantemente muscular. As fontes de informação previstas abarcaram bases e portais de reconhecida relevância na área da saúde e odontologia: SciELO, PubMed/MEDLINE, LILACS e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Foram incluídas buscas manuais nas listas de referências dos artigos selecionados para identificar estudos adicionais relevantes. O processo de seleção ocorreu em duas etapas: triagem por títulos e resumos para exclusão de registros evidentemente não elegíveis, seguida de leitura na íntegra dos textos potencialmente pertinentes. Resultados: Antes da apresentação sintética das fontes, destaca-se que a análise do corpo bibliográfico evidenciou convergência em três eixos: (i) efetividade clínica da toxina botulínica tipo A na redução da exposição gengival quando há predomínio do componente muscular; (ii) segurança elevada com eventos adversos leves e transitórios quando respeitados critérios de seleção e técnica; e (iii) necessidade de planejamento interdisciplinar e de documentação padronizada para assegurar previsibilidade e satisfação do paciente (Rojo-Sanchis et al., 2023; Rajagopal et al., 2021; Corrêa et al., 2022). Os resultados comparados indicam que a toxina botulínica tipo A promove redução clinicamente relevante da exposição gengival quando a hiperatividade dos elevadores do lábio superior é o principal determinante, com efeito inicial entre o terceiro e o quinto dia e pico por volta da segunda semana, padrão temporal relatado de modo consistente nas coortes e nos relatos técnicos (Corrêa et al., 2022; Noury, 2022; Mate et al., 2021). Em termos práticos, a resposta estética positiva associa-se a protocolos conservadores e a ajustes finos em revisitas precoces, favorecendo naturalidade e preservação da mímica (Al Wayli, 2019; Rocha; Baiense, 2023). A avaliação de segurança mostrou baixa taxa de eventos adversos, usualmente limitados a equimoses discretas, sensibilidade local e assimetrias transitórias, todos autolimitados e mitigados por técnica apurada e respeito a contraindicações, o que sustenta um balanço risco-benefício favorável em adultos cuidadosamente selecionados (Rojo-Sanchis et al., 2023; Soris et al., 2022). Em horizontes de acompanhamento maiores, não se observaram complicações tardias relevantes quando mantidos intervalos de reaplicação e doses cumulativas prudentes (Rajagopal et al., 2021). Discurssão: Os achados indicam que a toxina botulínica tipo A apresenta papel relevante no manejo do sorriso gengival de etiologia predominantemente muscular, com reduções mensuráveis da exposição tecidual e impacto positivo na autopercepção do sorriso. A consistência entre estudos prospectivos, relatos clínicos e revisões estruturadas reforça a validade externa desses resultados, embora a heterogeneidade metodológica imponha cautela na comparação direta de desfechos e protocolos de aplicação. Entre os fatores críticos para a previsibilidade do efeito destacam-se a seleção criteriosa do paciente, a análise fotométrica padronizada e a estratificação etiológica, evitando indicar a toxina como terapia principal em casos com determinantes esqueléticos marcantes (Rojo-Sanchis et al., 2023; Corrêa et al., 2022; Makkeiah et al., 2021; Souza; Menezes, 2019). Do ponto de vista farmacodinâmico, a intervenção oferece uma janela de ação compatível com expectativas estéticas de curto a médio prazo, com início entre o terceiro e o quinto dia e pico por volta da segunda semana, seguida de declínio gradual do efeito. Essa temporalidade cria oportunidade para ajustes finos na primeira revisão, reduzindo assimetrias e aprimorando a naturalidade do sorriso, atributo valorizado por pacientes e relatado como marcador de satisfação. A possibilidade de modulação incremental também contribui para o manejo da variabilidade interindividual de resposta observada nos músculos elevadores do lábio (Mate et al., 2021; Corrêa et al., 2022; Noury, 2022; Rocha; Baiense, 2023). Quando confrontada com alternativas cirúrgicas, a toxina apresenta vantagens em termos de menor invasividade, recuperação imediata e reversibilidade, o que pode ser preferível em pacientes que buscam melhorias graduais ou que ainda ponderam procedimentos definitivos. Nesse enquadramento, a toxina botulínica tipo A se consolida como recurso valioso e seguro quando aplicada com critério etiológico, técnica padronizada e foco no paciente. A integração com alternativas periodontais, ortodônticas e cirúrgicas, sempre que indicado, tende a maximizar resultados e a reduzir retrabalhos. A agenda de pesquisa deve priorizar padronização de métodos de mensuração, comparação direta de protocolos e identificação de subgrupos com respostas diferenciadas, de modo a orientar decisões cada vez mais precisas e centradas em evidências (Rojo-Sanchis et al., 2023; Rajagopal et al., 2021; Soris et al., 2022). Conclusão: A toxina botulínica tipo A configura alternativa minimamente invasiva, eficaz e segura para o manejo do sorriso gengival quando a hiperatividade muscular é o determinante principal, proporcionando redução mensurável da exposição gengival, modulação incremental e recuperação imediata, com boa adesão e previsibilidade em curto e médio prazos. Em casos de etiologia esquelética ou periodontal estrutural, deve atuar como adjuvante ou ponte terapêutica, evitando expectativas de resultado definitivo. A padronização de pontos e doses, o uso de protocolos conservadores e a revisão precoce para ajustes finos reduzem variabilidade e eventos adversos, preservando naturalidade e simetria. Recomenda-se adotar indicadores de qualidade, ampliar ensaios clínicos com amostras maiores, métricas objetivas e seguimento >12 meses e integrar periodontia, ortodontia e cirurgia com avaliação fotométrica reprodutível.
Título do Evento
I Congresso Multidisciplinar em Saúde, IV Semana de Iniciação Científica, II Semana de Extensão Universitária da UNINASSAU Juazeiro do Norte
Cidade do Evento
Crato
Título dos Anais do Evento
Anais do I Congresso Multidisciplinar de Saúde, IV Semana de Iniciação Científica, II Semana de Extensão Universitária da UNINASSAU Juazeiro do Norte
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

GONÇALVES, Layanna Vitória Ribeiro. OS EFEITOS DA TOXINA BUTOLÍNICA EM PACIENTES COM SORRISO GENGIVAL... In: Anais do I Congresso Multidisciplinar de Saúde, IV Semana de Iniciação Científica, II Semana de Extensão Universitária da UNINASSAU Juazeiro do Norte. Anais...Juazeiro do Norte(CE) Anais do I Congresso Multidisciplinar de Saúde, IV Semana de Iniciação Científica, II Semana de Extensão Universitária da UNINASSAU Juazeiro do Norte, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/iv-semana-iniciacao-cientifica-universitaria/1385093-OS-EFEITOS-DA-TOXINA-BUTOLINICA-EM-PACIENTES-COM-SORRISO-GENGIVAL. Acesso em: 09/02/2026

Trabalho

Even3 Publicacoes