TDAH E INDISCIPLINA DIFERENCIAÇÕES, CONVERGÊNCIAS E DESAFIOS NO CONTEXTO ESCOLAR

Publicado em 19/01/2026 - ISBN: 978-65-272-2134-0

Título do Trabalho
TDAH E INDISCIPLINA DIFERENCIAÇÕES, CONVERGÊNCIAS E DESAFIOS NO CONTEXTO ESCOLAR
Autores
  • Maria Eliane Esmeraldo Martins Sousa
  • Valéria Christina Romualdo Calou
Modalidade
Resumo Expandido Estruturado
Área temática
Educação e Formação em Saúde – metodologias inovadoras, ensino interprofissional, extensão e práticas pedagógicas
Data de Publicação
19/01/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/iv-semana-iniciacao-cientifica-universitaria/1384954-tdah-e-indisciplina-diferenciacoes-convergencias-e-desafios-no-contexto-escolar
ISBN
978-65-272-2134-0
Palavras-Chave
TDAH. Indisciplina. Aprendizagem. Educação Inclusiva. Diagnóstico.
Resumo
Introdução: A distinção entre o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e a indisciplina escolar tem sido um desafio recorrente entre educadores e familiares. Frequentemente, comportamentos impulsivos, desatentos e agitados são interpretados como mera falta de limites, quando podem estar associados a uma condição clínica de origem neurobiológica. Essa confusão prejudica não apenas o diagnóstico precoce e o tratamento, mas também o desenvolvimento emocional e o desempenho escolar dos alunos. A indisciplina é um fenômeno presente nas escolas de todos os níveis, caracterizando-se pela transgressão de normas e pela resistência à autoridade. Já o TDAH é reconhecido como um transtorno que afeta a autorregulação do comportamento e a capacidade de concentração, exigindo acompanhamento profissional. Entretanto, devido à semelhança de manifestações, a linha que separa a indisciplina do TDAH é, muitas vezes, tênue e de difícil percepção para quem não possui formação específica. Diante disso, este estudo propõe-se a refletir sobre as diferenças conceituais e práticas entre esses dois fenômenos, evidenciando suas causas, implicações e possíveis intervenções no ambiente escolar. A compreensão adequada desses aspectos é fundamental para evitar estigmatizações, aprimorar o processo de ensino-aprendizagem e promover um ambiente escolar mais inclusivo e acolhedor. O presente trabalho tem como objetivo discutir a estreita relação e as frequentes confusões existentes entre o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e os comportamentos de indisciplina no contexto escolar. A partir de uma revisão bibliográfica, o estudo analisa as causas, manifestações e implicações pedagógicas do TDAH, contrastando-o com atitudes consideradas indisciplinadas. A pesquisa ressalta que, embora o TDAH seja uma condição neurobiológica com sintomas de desatenção, impulsividade e hiperatividade, a indisciplina está geralmente associada a fatores sociais, familiares e educacionais. A falta de conhecimento sobre o transtorno leva muitos professores e familiares a confundirem a patologia com desobediência ou má educação. Assim, torna-se essencial a formação de educadores e o envolvimento da escola e da família na identificação e manejo adequados desses comportamentos. Conclui-se que o diagnóstico e o tratamento corretos, aliados a estratégias pedagógicas inclusivas, são fundamentais para o desenvolvimento e aprendizagem das crianças com TDAH, evitando rótulos e prejuízos emocionais e acadêmicos. Objetivo: visando a dificuldade dos educadores e responsáveis em diferenciar os problemas de indisciplina e a patologia do TDAH. Sendo, atualmente, essa maior confusão nas escolas; ou rotulam a criança de “danada” ou a etiquetam de hiperativa. Este estudo anseia esclarecer o que são cada tópico e auxiliar na diferenciação desses. Metodologia: Esta pesquisa caracteriza-se como uma revisão bibliográfica, de caráter qualitativo e descritivo. O estudo baseou-se na leitura e análise de livros, artigos científicos e documentos institucionais que tratam do TDAH, da indisciplina escolar e de suas relações com o processo de ensino-aprendizagem. Foram utilizadas como principais referências teóricas autores clássicos e contemporâneos da área da psicologia e da educação, como Aquino (1996, 1998, 1999), Piaget (apud Macedo, 1996), La Taille (1996), Tiba (1996), Fernández (2005), Rohde et al. (2000), Mattos (2005) e documentos da Associação Brasileira do Déficit de Atenção (ABDA). O levantamento foi realizado entre os anos de 2010 e 2024, com foco em produções que abordassem as causas, o diagnóstico e as implicações pedagógicas do TDAH. O método utilizado foi o de análise de conteúdo, que permitiu organizar, comparar e interpretar as diferentes abordagens teóricas sobre o tema. O estudo não envolveu coleta de dados empíricos, mas buscou construir uma síntese teórica crítica que auxilie educadores e profissionais da área da saúde na diferenciação entre indisciplina e TDAH. Resultados e discussões: A indisciplina pode ser definida como a negação ou ausência de regras que orientam a convivência escolar. Conforme Aquino (1996), trata-se de um fenômeno social que reflete as transformações da sociedade e o enfraquecimento da autoridade. Os comportamentos indisciplinados resultam de múltiplos fatores: falhas na educação familiar, metodologias desmotivadoras, ausência de limites, baixa autoestima e desorganização institucional. O TDAH, por sua vez, é um transtorno neurobiológico, geralmente hereditário, que se manifesta na infância e pode persistir na vida adulta. É caracterizado por três grupos de sintomas: desatenção, impulsividade e hiperatividade (ABDA, 2014). Estudos apontam que o TDAH acomete entre 3% e 5% das crianças em idade escolar e é três vezes mais comum em meninos (Rohde et al., 2000). A confusão entre TDAH e indisciplina ocorre porque ambos os quadros envolvem comportamentos desafiadores e desatenção. No entanto, enquanto a indisciplina está relacionada à escolha e à oposição consciente às regras, o TDAH envolve limitações cognitivas e emocionais que escapam ao controle da criança. O diagnóstico do TDAH é clínico e requer avaliação multidisciplinar envolvendo neurologistas, psicólogos, psiquiatras e psicopedagogos. A avaliação psicopedagógica contribui para identificar as dificuldades de aprendizagem decorrentes da desatenção e impulsividade, bem como para propor estratégias pedagógicas adaptadas às necessidades do aluno. O tratamento do TDAH é multidisciplinar, combinando acompanhamento médico, terapia cognitivo-comportamental, apoio psicopedagógico e orientação familiar. No contexto escolar, o papel do professor é fundamental. A ABDA (2014) recomenda estratégias pedagógicas que favoreçam a concentração e a autonomia, como regras claras, tarefas fracionadas, reforço positivo e uso de recursos visuais. Estudos mostram que o tema indisciplina é complexo e às vezes incoerente em suas definições. Constitui-se em alguma coisa que acontece em todas as escolas, sejam elas dos centros ou dos bairros/periferia mais afastados. Todavia, isso não significa ponderar que o problema não tenha mesmo solução, e, assim, deva-se concordar com ele, uma vez que seu ensejo estaria fora da escola, ainda se configure mais efetivamente em seu interior. Bem além de questões comportamentais, a indisciplina abarca também questões de valores morais, afetivos e de autoestima, que precisam ser trabalhados repetidamente por professores e grandemente avigorados em convívio familiar que, tristemente, muitas vezes, também estão “doentes” deste mesmo mal. O aluno indisciplinado é comumente, recusado pelo professor ou por uns grupos de alunos; por outro lado, é tido como líder por outros grupos que se interessam pela habilidade desafiante deste aluno. Visto como tal, o aluno indisciplinado sente-se excitado a potencializar suas ações e comportamentos (socialmente inaceitáveis), o que logo, impossibilita o bom curso dos trabalhos escolares o que chateia professores e alguns alunos. Estudos mostram que o tema indisciplina é complexo e às vezes incoerente em suas definições. Constitui-se em alguma coisa que acontece em todas as escolas, sejam elas dos centros ou dos bairros/periferia mais afastados. Todavia, isso não significa ponderar que o problema não tenha mesmo solução, e, assim, deva-se concordar com ele, uma vez que seu ensejo estaria fora da escola, ainda se configure mais efetivamente em seu interior. Bem além de questões comportamentais, a indisciplina abarca também questões de valores morais, afetivos e de autoestima, que precisam ser trabalhados repetidamente por professores e grandemente avigorados em convívio familiar que, tristemente, muitas vezes, também estão “doentes” deste mesmo mal. O aluno indisciplinado é comumente, recusado pelo professor ou por uns grupos de alunos; por outro lado, é tido como líder por outros grupos que se interessam pela habilidade desafiante deste aluno. Visto como tal, o aluno indisciplinado sente-se excitado a potencializar suas ações e comportamentos (socialmente inaceitáveis), o que logo, impossibilita o bom curso dos trabalhos escolares o que chateia professores e alguns alunos. A literatura também aponta que, quando não compreendida, a indisciplina pode evoluir para comportamentos violentos (Tigre, 2007). Dessa forma, é urgente a adoção de práticas pedagógicas preventivas que valorizem o diálogo, a empatia e o respeito mútuo. A escola precisa ser um espaço de convivência saudável, onde os conflitos sejam mediados com base em princípios de justiça e cooperação. Conclusão: Conclui-se que a confusão entre TDAH e indisciplina ainda é comum nas escolas brasileiras, gerando consequências negativas para o desenvolvimento e a autoestima das crianças. A indisciplina, apesar de também afetar o processo educativo, tem origem principalmente em fatores sociais e familiares, enquanto o TDAH é uma condição neurobiológica que requer acompanhamento especializado. A identificação precoce e o diagnóstico correto são essenciais para o sucesso das intervenções. A escola deve atuar em parceria com a família e os profissionais da saúde, garantindo uma abordagem integrada que envolva compreensão, acolhimento e estratégias pedagógicas adequadas. Compreender a diferença entre TDAH e indisciplina é reconhecer que cada aluno possui um ritmo e uma forma singular de aprender. A educação, portanto, deve assumir o compromisso de adaptar-se a essa diversidade, promovendo o desenvolvimento pleno de todos os estudantes.
Título do Evento
I Congresso Multidisciplinar em Saúde, IV Semana de Iniciação Científica, II Semana de Extensão Universitária da UNINASSAU Juazeiro do Norte
Cidade do Evento
Crato
Título dos Anais do Evento
Anais do I Congresso Multidisciplinar de Saúde, IV Semana de Iniciação Científica, II Semana de Extensão Universitária da UNINASSAU Juazeiro do Norte
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SOUSA, Maria Eliane Esmeraldo Martins; CALOU, Valéria Christina Romualdo. TDAH E INDISCIPLINA DIFERENCIAÇÕES, CONVERGÊNCIAS E DESAFIOS NO CONTEXTO ESCOLAR.. In: Anais do I Congresso Multidisciplinar de Saúde, IV Semana de Iniciação Científica, II Semana de Extensão Universitária da UNINASSAU Juazeiro do Norte. Anais...Juazeiro do Norte(CE) Anais do I Congresso Multidisciplinar de Saúde, IV Semana de Iniciação Científica, II Semana de Extensão Universitária da UNINASSAU Juazeiro do Norte, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/iv-semana-iniciacao-cientifica-universitaria/1384954-TDAH-E-INDISCIPLINA-DIFERENCIACOES-CONVERGENCIAS-E-DESAFIOS-NO-CONTEXTO-ESCOLAR. Acesso em: 15/02/2026

Trabalho

Even3 Publicacoes