A LEGO® TERAPIA COMO ABORDAGEM TERAPÊUTICA PARA CRIANÇAS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA): UM RELATO DE EXPERIÊNCIA

Publicado em 19/01/2026 - ISBN: 978-65-272-2134-0

Título do Trabalho
A LEGO® TERAPIA COMO ABORDAGEM TERAPÊUTICA PARA CRIANÇAS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA): UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
Autores
  • Emanoela dos Santos Souza
  • Jefferson Davi Silva Lemos
  • Larissa Maria de Oliveira Costa
  • Maria Victória Viana Alves
  • Mírian Cecília Silva Matias
  • Paula Dias Sampaio
Modalidade
Resumo Expandido Estruturado
Área temática
Saúde Mental e Bem-Estar – abordagens interdisciplinares para promoção da saúde mental, prevenção e cuidado integral
Data de Publicação
19/01/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/iv-semana-iniciacao-cientifica-universitaria/1380061-a-lego%ae-terapia-como-abordagem-terapeutica-para-criancas-com-transtorno-do-espectro-autista-(tea)--um-relato-de-
ISBN
978-65-272-2134-0
Palavras-Chave
Transtorno do Espectro Autista, Terapia baseada em LEGO®, Interação social, Habilidades sociais.
Resumo
Introdução: O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é caracterizado como uma condição do neurodesenvolvimento, podendo apresentar dificuldades de comunicação, interação social e a presença de comportamentos restritos e repetitivos. O TEA é heterogêneo e, portanto, manifesta-se de formas diferentes em cada indivíduo. Mas, apresenta alguns sinais comuns, como interesses restritos, comportamentos repetitivos, hiperfoco em objetos específicos e alterações sensoriais. Sua etiologia é multifatorial, podendo a sua causa estar relacionada à interação de fatores genéticos e ambientais, não havendo cura para o transtorno, porém essas características podem ser minimizadas ou até mitigadas, através de terapias realizadas por uma equipe multiprofissional. Sendo assim, pode-se citar a terapia baseada em LEGO® (TBL), método terapêutico desenvolvido por Daniel LeGoff, neuropsicólogo clínico da Filadélfia, Estados Unidos da América (EUA), a partir da observação clínica de seus pacientes brincando com LEGOs®, os quais chamaram atenção por começarem a interagir entre si de forma espontânea. Este método propicia a estimulação nos cinco domínios do desenvolvimento, principalmente o socioemocional e a comunicação, além de trabalhar outras habilidades como a cognição, comportamento adaptativo, e estímulo motor, podendo ser utilizado de forma individual ou em grupos. Objetivo: Relatar a abordagem terapêutica a crianças com transtorno do espectro autista (TEA). Metodologia: Trata-se de um relato de experiência, vivenciado no ambulatório do brincar (Ambrinq), vinculado a Universidade Regional do Cariri-URCA e coordenado pelo professor doutor Josehp Dimas de Oliveira, o ambulatório é um projeto voluntário, sem fins lucrativos, ofertado de forma gratuita para crianças diagnosticadas com TEA, residentes no município do Crato-CE. A seleção das crianças para participação no Ambrinq é realizada por meio de um cadastro prévio, preenchido pelos próprios pais através do Google Forms, onde são fornecidas algumas informações como endereço, telefone para contato, idade da criança, após essa primeira etapa é feito uma avaliação dos dados para analisar se as crianças atendem aos critérios de participação (ter entre 4 e 12 anos de idade, ser verbal ou não verbal, ter o diagnóstico de TEA confirmado através de laudo médico), o segunda etapa é a ligação para as famílias chamando-as para a avaliação individual e conferência das informações fornecidas. A avaliação é realizada em três sessões individuais com duração de 40 a 60 minutos cada, estando presente na sala a criança e os pais ou responsável legal, nesse momento é aplicado alguns instrumentos com os pais referente a criança que servirão de parâmetros para uma avaliação atual e parâmetro futuro, além disso, é observado o comportamento da criança, solicitado que ela realize a construção de alguns cenários de LEGOs®, para que possa avaliar como ela reage aos comandos, se consegue compreender e executar. Após essa avaliação individual as crianças que atenderem aos critérios (ficar sentado, saber as cores, formas e números primários) serão inseridos em um grupo com mais duas outras crianças de preferência da mesma faixa etária para iniciar o Clube LEGO®, que será realizado em doze sessões, onde a cada semana será feito a construção de um cenário e avaliado a evolução e a interação da criança com os demais colegas. Resultados e discussões: O método da LEGO® terapia mais amplamente utilizado envolve a participação de pelo menos três pessoas, sejam elas crianças ou adolescentes, justamente para que possa ser trabalhada e estimulada a socialização, onde cada um se reveza no desempenho de uma das três funções: “fornecedor”, “construtor” ou “engenheiro”. O papel do fornecedor é localizar e separar os blocos conforme as instruções do engenheiro, que é responsável por interpretar as instruções do manual e determinar quais peças são necessárias para cada etapa da montagem. Já o construtor fica responsável por montar os blocos de acordo com as instruções dadas pelo engenheiro. A cada sessão é importante que todas as crianças exerçam as três funções, porque a partir daí consegue-se trabalhar outras habilidades, como a paciência para esperar sua vez de executar determinado papel, otimizar a comunicação e a resolução de problemas entre elas. O terapeuta está ali na função de orientar e intervir se necessário, mas o objetivo principal é que as crianças consigam tomar as decisões por conta própria, que são elas: qual cenário irão montar naquela sessão, quem irá executar tal função primeiro, fazendo com que elas criem estratégias de negociação e resolução de problemas, atitudes essas que serão de extrema importância para as próximas fases da sua vida. A LEGO® terapia não é a expressão de um quadro teórico de referência específico, mas sim uma forma de intervenção comportamental de desenvolvimento naturalista mista que foi elaborada com base no interesse natural das crianças, particularmente aquelas com TEA, por terem hiperfoco em coisas específicas como um carro de brinquedo ou personagens de desenhos animados. A partir desse interesse, surge uma possibilidade aos relacionamentos sociais, estimulando o desenvolvimento de habilidades a partir de algo que a criança gosta. A parte central da intervenção terapêutica é um processo colaborativo, com uma interdependência intrínseca, que cria um ambiente no qual a atenção ao grupo, a partilha de objetos, a alternância de funções, os resultados do grupo, as relações interpessoais e o respeito mútuo, o comportamento positivo e a participação de todos os envolvidos são necessárias. Nesse sentido, a experiência vivenciada no Ambulatório do Brincar, trouxe os respectivos resultados relacionados a melhoria das crianças com a LEGO® Terapia: no domínio motor é perceptível a melhora da coordenação motora fina, na pinça, encaixe de peças e escrita; na linguagem houve melhora na fala, articulação de palavras e consequentemente, uma boa desenvoltura ao se comunicar; socioemocional onde as crianças aprendem a lidar com suas emoções, melhorando a auto regulação; percebe-se também melhora no processo de socialização na escola e com os familiares, com a evolução de criação de novos vínculos, para aquelas crianças que possuem resistência ao contato visual e físico. Conclusão: Portanto, conclui-se que a experiência vivenciada no Ambulatório do Brincar, evidenciou que a utilização da terapia baseada em LEGO® é importante e eficaz para o desenvolvimento das crianças com autismo, uma vez que a melhorias na coordenação motora, linguagem, socioemocional e habilidades sociais. Além disso, o contato com a referida temática fortalece a formação humanizada e inclusiva dos profissionais e estudantes da área da saúde, ao aprender a lidar com as crianças com autismo, entender suas necessidades e adaptá-las na LEGO®terapia, para que assim haja um aprimoramento de suas habilidades e melhoras das dificuldades, contribuindo na promoção da saúde e consequentemente, uma qualidade de vida produtiva para as crianças com autismo e seus familiares ao verem suas evoluções, crescimento e autonomia. A utilização da terapia baseada em LEGO® surge com a premissa de que a sua aplicação auxilie e facilite o desenvolvimento das habilidades sociais, é que através das experiências vividas durantes as sessões sirvam de aprendizado para que se consiga iniciar um diálogo, manter um bom relacionamento interpessoal, a demonstrar comportamentos adequados mediante as diversas situações que possam surgir no dia a dia. No caso em específico que são crianças, espera-se que elas consigam evoluir cada vez mais, alcançar resultados satisfatórios no ambiente escolar, familiar e na sociedade como um todo, ajudando-as a chegar da fase adulta sendo o mais funcional e independente possível.
Título do Evento
I Congresso Multidisciplinar em Saúde, IV Semana de Iniciação Científica, II Semana de Extensão Universitária da UNINASSAU Juazeiro do Norte
Cidade do Evento
Crato
Título dos Anais do Evento
Anais do I Congresso Multidisciplinar de Saúde, IV Semana de Iniciação Científica, II Semana de Extensão Universitária da UNINASSAU Juazeiro do Norte
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SOUZA, Emanoela dos Santos et al.. A LEGO® TERAPIA COMO ABORDAGEM TERAPÊUTICA PARA CRIANÇAS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA): UM RELATO DE EXPERIÊNCIA.. In: Anais do I Congresso Multidisciplinar de Saúde, IV Semana de Iniciação Científica, II Semana de Extensão Universitária da UNINASSAU Juazeiro do Norte. Anais...Juazeiro do Norte(CE) Anais do I Congresso Multidisciplinar de Saúde, IV Semana de Iniciação Científica, II Semana de Extensão Universitária da UNINASSAU Juazeiro do Norte, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/iv-semana-iniciacao-cientifica-universitaria/1380061-A-LEGO%ae-TERAPIA-COMO-ABORDAGEM-TERAPEUTICA-PARA-CRIANCAS-COM-TRANSTORNO-DO-ESPECTRO-AUTISTA-(TEA)--UM-RELATO-DE-. Acesso em: 08/02/2026

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