PRODUÇÃO DO CUIDADO EM SAÚDE EM SALAS DE TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA E RESSONÂNCIA MAGNÉTICA: UM ESTUDO RETROSPECTIVO

Publicado em 19/01/2026 - ISBN: 978-65-272-2131-9

Título do Trabalho
PRODUÇÃO DO CUIDADO EM SAÚDE EM SALAS DE TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA E RESSONÂNCIA MAGNÉTICA: UM ESTUDO RETROSPECTIVO
Autores
  • Renan Machado Martins
Modalidade
Apresentação Oral
Área temática
Concentração: Assistência em saúde
Data de Publicação
19/01/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/iv-jornada-cientifica-agir/686797-producao-do-cuidado-em-saude-em-salas-de-tomografia-computadorizada-e-ressonancia-magnetica--um-estudo-retrospect
ISBN
978-65-272-2131-9
Palavras-Chave
tomografia, ressonância, extravasamento, alergia, contraste, iodo, gadolíneo, promoção, saúde, multidisciplinar, epidemiologia
Resumo
Parte considerável dos exames de ressonância magnética e tomografia computadorizada necessitam do uso de contraste endovenoso para sucesso diagnóstico e, consequentemente, melhor cuidado do paciente. Esse uso deve ser pautado em avaliação com excelência dos seus riscos e benefícios. Baseando nessa máxima realizou-se aqui um estudo epidemiológico para avaliar como tem ocorrido essa produção de cuidado dentro de uma unidade de saúde pública. Consequentemente, impulsionar a discussão e a produção de ciência garantindo as condutas assistenciais com excelência. Foi avaliado durante o período de um ano a abordagem da equipe de saúde frente a pacientes que realizavam tomografia computadorizada com uso do meio de contraste endovenoso iodado (do tipo não iônico e de baixa osmolalidade) ou ressonância magnética com uso do meio de contraste endovenoso gadolíneo (do tipo não iônico e linear). Realizado um levantamento epidemiológico avaliando as fichas de parametrização de indicadores (entre 01/02/2022 e 31/12/2022), feitas nesses meses pela equipe de saúde hospitalar. São fichas destinadas para descrição do número de exames contrastados realizados e, se presentes, suas consequentes intercorrências. A partir desses dados foi colhido o número de exames em que ocorreram intercorrências. A primeira intercorrência avaliada foi do extravasamento do meio de contraste (EMC), que se refere ao vazamento do meio de contraste administrado por via intravenosa para tecidos moles adjacentes, podendo causar lesão ou destruição tissular. A segunda intercorrência avaliada foi da reação alérgica ao meio de contraste, que apesar de incomum é um fator importante na avaliação dos riscos e benefícios de um exame. Ao todo nesse período foram realizados 4078 exames contrastados, sendo 1646 tomografias computadorizadas com administração de contraste iodado e 2432 ressonâncias magnéticas com administração de contraste gadolínio. Todos os pacientes passaram por uma avaliação prévia em busca de fatores de risco atualmente conhecidos para os contrastes em questão, dentre eles: episódio alérgico anterior ou de manifestação incerta a um meio de contraste; asma; insuficiência renal. Entretanto, os únicos fatores que contraindicavam de forma absoluta injeção do contraste foram: Taxa de Filtração Glomerular < 30 mg/dL; história de reação alérgica prévia grave ao meio de contraste (como anafilaxia e edema laríngeo, por exemplo). Essa avaliação era feita de forma conjunta, tanto pela técnica de enfermagem e enfermeira(o) do setor, quanto pelos técnicos de radiologia e médicas(os) radiologistas. Somado a isso, o paciente era informado dos riscos do exame e participava ativamente na tomada de decisão do uso ou não do contraste. Em relação aos EMC, ocorreram doze na tomografia e um na ressonância (totalizando cerca de 0,3% dos exames realizados). Desses treze pacientes, doze apresentavam pelo menos um fator de risco ao EMC, além da agitação durante o exame, sendo os relacionados ao paciente: idade acima de 60 anos (30,7%), internados (23%), sexo feminino (46,1%) e outras patologias (69,2%), destacando-se hipertensão arterial sistêmica de difícil controle, acidente vascular encefálico, doença de Crohn, doença oncológica, doença de Fahr e trombose venosa profunda. Nesses casos, ainda que existisse fator de risco, a equipe em conjunto chegou ao acordo em todos que o benefício da injeção do meio de contraste superava o risco do seu uso. O caso do único paciente sem fatores de risco conhecidos ao EMC fomentou a realização de treinamento de toda a equipe de saúde envolvida. Todos os casos foram acompanhados sem nenhum relato de evolução desfavorável, após seguir de forma correta o protocolo de EMC baseado nas recomendações internacionais do Colégio Americano de Radiologia. Em relação a episódios de alergia, nesse período não houve relato de reação alérgica ao meio de contraste iodado (na tomografia). Porém, houve um único caso de reação alérgica ao gadolíneo (na ressonância), que ocorreu em paciente do sexo masculino, com 67 anos de idade, internado para reabordagem cirúrgica eletiva de artrodese lombar. Tratou-se de reação leve, caracterizada por náusea e urticária, resolvida com medidas de suporte e uso de anti-histâmico por via intramuscular. O paciente não apresentava fatores de risco relatados. A literatura atual comprova existência de reação alérgica ao contraste iodado, apesar de não evidenciado neste estudo, provavelmente aliado à triagem prévia adequada realizada pela equipe. Quantas às reações ao contraste gadolíneo, que ficaram na faixa de 0,04% dos exames realizados, coincidiram com dados da literatura. Partindo desse estudo epidemiológico foi possível concluir que o trabalho continuado e multidisciplinar da equipe tem sido realizado de forma coerente e efetiva. Conhecer a prevalência e a natureza dos casos de EMC e de reações alérgicas permitiu a avaliação do perfil epidemiológico institucional, neste caso compatível com o nacional, além do aprimoramento do treinamento da equipe de saúde por meio da avaliação dos fatores de risco e da viabilidade dos protocolos vigentes utilizados na instituição. Mais uma prova que a abordagem multidisciplinar e integrada, com base ainda em evidências científicas, é uma ferramenta importantíssima e fundamental na produção do cuidado em saúde.
Título do Evento
IV Jornada Científica Integrativa da Agir
Título dos Anais do Evento
Anais da IV Jornada Cientifica Integrativa da Agir
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

MARTINS, Renan Machado. PRODUÇÃO DO CUIDADO EM SAÚDE EM SALAS DE TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA E RESSONÂNCIA MAGNÉTICA: UM ESTUDO RETROSPECTIVO.. In: IV Jornada Cientifica Integrativa da Agir. Anais...Goiânia(GO) SESC, 2023. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/iv-jornada-cientifica-agir/686797-PRODUCAO-DO-CUIDADO-EM-SAUDE-EM-SALAS-DE-TOMOGRAFIA-COMPUTADORIZADA-E-RESSONANCIA-MAGNETICA--UM-ESTUDO-RETROSPECT. Acesso em: 17/02/2026

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