AS VIVÊNCIAS DO LUTO EM PESSOAS AMPUTADAS

Publicado em 19/01/2026 - ISBN: 978-65-272-2131-9

Título do Trabalho
AS VIVÊNCIAS DO LUTO EM PESSOAS AMPUTADAS
Autores
  • Karllos Hoberty Alves Nascimento
  • Barbara Oliveira
  • Diagna Meneghetti Fronza
  • Nathalya Aparecida Pereira Da Silva Costa
Modalidade
E-poster
Área temática
Concentração: Assistência em saúde
Data de Publicação
19/01/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/iv-jornada-cientifica-agir/681611-as-vivencias-do-luto-em-pessoas-amputadas
ISBN
978-65-272-2131-9
Palavras-Chave
Psicologia; Luto; Amputados; Autoimagem.
Resumo
Introdução: A definição de amputação compreende a separação total ou parcial de um membro do resto do corpo, com finalidade de proporcionar alívio à dor ou evitar a morte. Embora a amputação seja algo ocorrido no corpo físico e de cunho reconstrutor, também pode gerar impactos psíquicos a quem vivencia¹. De acordo com estatísticas realizadas pelo Ministério da Saúde, cerca de 80% das amputações de MMII são realizadas em pacientes com doença vascular periférica e/ou diabetes. Já a segunda maior causa diz respeito a eventos traumáticos, como acidentes de trânsito e ferimentos por arma de fogo. Entre as amputações não eletivas, o trauma é responsável por cerca de 20% das amputações de MMII, sendo 75% dessas em pessoas do sexo masculino¹. Objetivos: A presente pesquisa tem como objetivo realizar um estudo qualitativo a respeito de como as pessoas que sofreram amputação de membros inferiores (MMII) lidam com o processo de mudança corporal e a vivência do luto. O desenvolvimento deste estudo justifica-se pelo avanço no campo da investigação do processo associado à cirurgia de amputação e seus aspectos psicológicos, possibilitando, assim, uma contribuição para a compreensão de como esses sujeitos vivenciam o processo de luto e a reintegração de sua imagem corporal, uma vez que a amputação pode trazer consequências em diversas áreas da vida do paciente. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo e exploratório de abordagem qualitativa, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) do Hospital Estadual de Urgências de Goiás Dr. Valdemiro Cruz (HUGO), sob número de CAAE 53370121.9.0000.0033. O método qualitativo de pesquisa é aquele que se ocupa do nível subjetivo e relacional da realidade social e é tratado por meio da história, do universo, dos significados, dos motivos, das crenças, dos valores e das atitudes dos atores sociais². O estudo foi realizado através de uma amostragem intencional, composta por seis participantes internados em um hospital de urgências e submetidos à amputação de MMII. Foram realizadas duas entrevistas semiestruturadas, utilizadas em dois momentos: após a indicação clínica de amputação e no pós-operatório, após a retirada do membro. Posteriormente, as entrevistas foram analisadas por meio da técnica de análise de conteúdo. Resultados e Discussão: A partir das entrevistas realizadas, emergiram diversos conteúdos emocionais. Assim, compreendeu-se que a amputação, em grande medida, assumiu caráter traumático para os sujeitos, sobretudo considerando-se as especificidades de cada situação em particular. Os principais conteúdos psicológicos emergentes foram: falta de controle da situação, da incerteza de como seria a realização da cirurgia, dúvidas sobre o pós-operatório, medo de sentir dor, de perda da funcionalidade, de morrer, da mutilação, da anestesia e fantasias sobre como ficará o seu corpo³. No que concerne aos aspectos emocionais e percepções frente ao pós-operatório, verificou-se traços marcantes de sentimentos de angústia latente, tristeza intensa, culpa, incredulidade, insegurança, impotência e perda generalizada de autonomia³. Conclusão: Por meio do estudo realizado, conclui-se que a cirurgia de amputação envolve diversos aspectos da vida do sujeito, sendo necessário enxergá-lo para além dos seus aspectos biológicos. Embora a cirurgia de amputação possa representar a única possibilidade de vida naquele momento, o processo pode acabar adquirindo aspectos traumáticos, gerando abruptas alterações na sua constituição como sujeito e na autoimagem 4. O acompanhamento psicológico nesse cenário visa a manejar o impacto psicológico que a perda do membro pode ocasionar na vida do paciente, auxiliando na construção de uma nova imagem corporal, permitindo, assim, que o sujeito possa lidar com as decorrentes repercussões emocionais 4 . Referências: 1.Ministério da Saúde(BR). Diretrizes de Atenção à Pessoa Amputada. 2013 [acesso em 3 ago 2021]. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/diretrizes_atencao_pessoa_amputa da.pdf. 2. Minayo MCS.O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. São Paulo: Editora Hucitec, 2013. 3. Gabarra LM, Crepaldi MM. Aspectos psicológicos da cirurgia de amputação. Aletheia [Internet]. 2009 [acesso em 9 abr 2022];(30):59-72. Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-03942009000200006&lng=pt. 4. Rodrigues LM. Uma psicanalista em uma equipe multidisciplinar: atendimento a pacientes com amputação em reabilitação com prótese [dissertação]. São Paulo: Universidade de São Paulo, Instituto de Psicologia; 2011 [acesso em 24 ago 2021]. Disponível em doi:10.11606/D.47.2011.tde-04112011-173233
Título do Evento
IV Jornada Científica Integrativa da Agir
Título dos Anais do Evento
Anais da IV Jornada Cientifica Integrativa da Agir
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

NASCIMENTO, Karllos Hoberty Alves et al.. AS VIVÊNCIAS DO LUTO EM PESSOAS AMPUTADAS.. In: IV Jornada Cientifica Integrativa da Agir. Anais...Goiânia(GO) SESC, 2023. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/iv-jornada-cientifica-agir/681611-AS-VIVENCIAS-DO-LUTO-EM-PESSOAS-AMPUTADAS. Acesso em: 11/02/2026

Trabalho

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