O ENFERMEIRO COMO INSTRUMENTO DO GERENCIAMENTO DO CUIDADO: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA

Publicado em 19/01/2026 - ISBN: 978-65-272-2131-9

Título do Trabalho
O ENFERMEIRO COMO INSTRUMENTO DO GERENCIAMENTO DO CUIDADO: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
Autores
  • Fernando José Gomes dos Santos
  • Rodrigo Lima de Oliveira Azevedo
  • Carlos Ferreira de Lima
Modalidade
E-poster
Área temática
Concentração: Assistência em saúde
Data de Publicação
19/01/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/iv-jornada-cientifica-agir/681171-o-enfermeiro-como-instrumento-do-gerenciamento-do-cuidado--um-relato-de-experiencia
ISBN
978-65-272-2131-9
Palavras-Chave
Enfermeiras e Enfermeiros; Gestão em Saúde; Competência Clínica; Serviços Médicos de Emergência.
Resumo
Introdução: As unidades de pronto-socorro são caracterizadas como ambientes hospitalares especializados para atender agravos em saúde, em especial, afogamentos, acidentes automobilísticos, intoxicações, quedas e emergências clínicas que ameaçam a vida1. Geralmente esses serviços realizam atendimentos a pacientes pediátricos, adultos, gestantes e idosos, estando presente diversos graus de tecnologias, como a “leve” presente nas relações interpessoais, “leve-dura” dos saberes estruturados (manuais, protocolos, diretrizes) e “dura” dos recursos materiais (monitor multiparamétrico, ventilador mecânico, ultrassom), exigindo do profissional uma série de habilidades e competências1. O processo de cuidar encontra-se inserido em um contexto que a equipe multiprofissional exerce competências específicas aos indivíduos e familiares, por meio da prevenção, promoção e recuperação à saúde, enquanto, o processo gerencial em enfermagem utiliza os agentes do cuidar e os recursos empregados para coordenar o cuidado, tendo o enfermeiro como peça chave2. O enfermeiro deve buscar constantemente atualizações, a exemplo, a residência de enfermagem, sendo uma excelente ferramenta de desenvolvimento pessoal e profissional que corrobora com a práxis profissional, visto que, experiências vivenciadas e conhecimentos obtidos contribui no gerenciamento de situações complexas e em posicionamentos que demandam organização do ambiente de trabalho, atuação em intercorrências, definição de prioridades e condução assistencial junto à equipe de enfermagem e multiprofissional3,4. Objetivo: Descrever a experiência vivenciada por um residente de enfermagem durante a atuação no pronto socorro, tendo a ótica do gerenciamento do cuidado como foco principal. Metodologia: Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, realizado durante atividade prática assistencial supervisionada, vivenciada por um residente de Enfermagem em um hospital terciário, referência em urgência e trauma na cidade de Goiânia (GO). A experiência foi obtida durante o rodízio no box de emergência do pronto socorro da unidade hospitalar, nos meses de dezembro de 2022, março e junho de 2023. Resultados/Descrição da experiência: Considerado a porta de entrada para pacientes graves, instáveis e/ou potencialmente instáveis com risco de agravamento clínico, no box de emergência atua uma equipe multiprofissional composta, na maioria das vezes, por médicos, fisioterapeutas, psicólogos, técnicos de enfermagem e enfermeiros, sendo que o enfermeiro é o profissional que realiza a primeira iniciativa de liderança, visto que a classificação de risco garante o acolhimento, possibilitando a integração ao sistema de prontuário eletrônico, convergindo com a comunicação entre os membros desta equipe multiprofissional. A identificação de lesões ou agravos clínicos existentes, potencialmente fatais (avaliação primária), seguida da avaliação contínua e intervenções seguras (avaliação secundária), pautadas em instrumentos gerenciais corroboram na tomada de decisão, sendo ações que aumentam a probabilidade de sobrevida do paciente. No ambiente hospitalar, desafios voltados à segurança do paciente são constantes, tal como na testagem de equipamentos tecnológicos e não tecnológicos; previsão e provisão de recursos e materiais básicos essenciais; identificação do paciente; comunicação entre a equipe multiprofissional; conhecimento científico, técnico e prático; checagem de prescrição, preparo e administração de medicamentos; encaminhamento do paciente para realização de exames e/ou procedimento cirúrgico; até em aspectos básicos fundamentais que contribuem na redução do risco de infecção. O enfermeiro lida diretamente com situações geradoras de estresse, seja na falta de materiais e insumos; dimensionamento inadequado de pessoal sobrecarregando à equipe; conflitos interpessoal e intersetorial; perda de identidade profissional; entre outros aspectos. Neste contexto, superar dificuldades e estabelecer equilíbrio emocional, tendo como foco visualizar os indivíduos “paciente, acompanhantes e profissionais” como seres únicos, facilita o trabalho do enfermeiro na busca de hipóteses para solucionar problemas, visto que agilidade, habilidade técnica, tomada de decisão rápida, definição de prioridades e autonomia, são competências necessárias. Conclusão: A partir da experiência presenciada pelo residente, a imprevisibilidade, complexidade da assistência e alta demanda do setor, requer profissionais treinados e capacitados que garantam a qualidade dos cuidados de enfermagem e segurança aos pacientes que necessitam de intervenções imediatas. Este relato permitiu compartilhar uma visão holística de gerência associada ao cuidado (planejamento, execução e coordenação) das múltiplas atividades realizadas pelo enfermeiro no ambiente do pronto-socorro. Nota-se que a atuação do enfermeiro no box de emergência do pronto socorro requer uma série de competências, tais como, foco no desempenho assistencial, trabalho em equipe, liderança, humanização, relacionamento interpessoal, direcionamento para resultados e proatividade. Referências: 1. Bonfada MS, Camponogara S, Vargas MA de O, da Silva RM, de Mello TS, Pinno C. The use of selfbody in nurses work in hospital care: an ergology approach. Rev Bras Enferm. 2021;74(1): 01-08. 2. Rabelo SK, de Lima SBS, Dos Santos JLG, da Costa VZ, Reisdorfer E, Dos Santos TM, et al. Nurses’ work process in an emergency hospital service. Rev Bras Enferm. 2020;73(5): 01-08. 3. Zaparoli AM, Lacerda Da Silva M, De Assis R, Coelho AA, Gaspar S. Assistência de enfermagem ao paciente politraumatizado. Cuid Enferm. 2022;16(1): 119-127. 4. Falk AC, Lindström V. Self-reported clinical competence before entering advanced level training in acute and prehospital emergency care among registered nurses in Sweden. Int Emerg Nurs. 2022;61: 01-05.
Título do Evento
IV Jornada Científica Integrativa da Agir
Título dos Anais do Evento
Anais da IV Jornada Cientifica Integrativa da Agir
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SANTOS, Fernando José Gomes dos; AZEVEDO, Rodrigo Lima de Oliveira; LIMA, Carlos Ferreira de. O ENFERMEIRO COMO INSTRUMENTO DO GERENCIAMENTO DO CUIDADO: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA.. In: IV Jornada Cientifica Integrativa da Agir. Anais...Goiânia(GO) SESC, 2023. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/iv-jornada-cientifica-agir/681171-O-ENFERMEIRO-COMO-INSTRUMENTO-DO-GERENCIAMENTO-DO-CUIDADO--UM-RELATO-DE-EXPERIENCIA. Acesso em: 12/02/2026

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