A EXPERIÊNCIA DE TERAPEUTAS OCUPACIONAIS NA TELESSAÚDE

Publicado em 23/12/2021 - ISBN: 978-65-5941-490-1

Título do Trabalho
A EXPERIÊNCIA DE TERAPEUTAS OCUPACIONAIS NA TELESSAÚDE
Autores
  • Camila Oliveira Costa
  • Carla Viana De Moraes
  • Bárbara Duarte Resende
  • Iriana Moraes Eduardo
  • Paulo Fernando Lobo Correa
Modalidade
E-pôster
Área temática
Foco: Assistência em Saúde
Data de Publicação
23/12/2021
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/inovacaoetecnologias/399103-a-experiencia-de-terapeutas-ocupacionais-na-telessaude
ISBN
978-65-5941-490-1
Palavras-Chave
Terapia Ocupacional, telessaúde, telemedicina
Resumo
Introdução As telecomunicações e tecnologias de informação foram as principais ferramentas responsáveis por desenvolver o modelo da telessaúde que se caracteriza pela prestação de serviços e cuidados englobando informações de saúde e educação saudável¹. O exercício da telessaúde exige habilidades como domínio tecnológico, comunicação e confidencialidade. Cabe destacar que a comunicação é o ponto que exige principal habilidade e envolvimento do profissional, incluindo questões como tomada de decisões rápidas, saber se expressar e conseguir entender o outro a ponto de diagnosticar e solucionar problemas de saúde². De acordo com WFOT³, os Terapeutas Ocupacionais podem utilizar a Telessaúde para os atendimentos ao cliente, familiar, cuidador e instituições de saúde, desde que seja permitido pelos regulamentos jurídicos, institucionais e profissionais que regem nas políticas da prática da Terapia Ocupacional, realizando a avaliação, intervenção, monitorização e supervisão nos teleatendimentos. Para ter essa ferramenta como uma forma de exercício da prática terapêutica ocupacional, necessita-se entender mais sobre a experiência advinda de profissionais, principalmente após a ascensão desta tecnologia durante o período de pandemia. Objetivos Descrever o perfil e percepções de terapeutas ocupacionais acerca da experiência em telessaúde nos ambulatórios de uma instituição de saúde pública. Metodologia Esta pesquisa apresenta caráter exploratório, sendo um estudo transversal que opera por uma vertente quantitativa. Foi realizada a aplicação de um questionário semi-estruturado para os profissionais que trabalhavam no setor ambulatorial do Centro Estadual de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (CRER) onde se obteve uma amostra por conveniência composta por treze terapeutas ocupacionais. O questionário continha perguntas de múltipla escolha abordando dados sóciodemográficos (sexo, idade, grau de escolaridade e tempo de formação) e seis perguntas sobre a experiência com uso da Telessaúde, sendo estas variáveis tratadas mediante estatística descritiva. O presente estudo apresenta aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa do Centro de Excelência em Ensino, Pesquisa e Projetos Leide das Neves Ferreira e número de parecer CAAE: 36503320.6.0000.5082, seguindo os preceitos éticos dispostos nas resoluções 466/2012 e 510/2016. Resultados e Discussão Os participantes da pesquisa apresentaram idade média de 37,9 anos, sendo em sua maioria mulheres (84,6%). Quanto à formação profissional todos eram especialistas, com tempo de formação variando entre 6 a 10 anos (15,38%) e acima de 10 anos (84,61%). Nas perguntas sobre a modalidade de Telessaúde, 61,53% relataram já ter conhecimento antes da pandemia e o número dos profissionais que tiveram experiência com esta modalidade antes da pandemia foi de 23,07% contrastando com os 76,92% que não tiveram experiência. Todos os que tiveram experiência utilizaram a forma sincrônica, quando o contato é estabelecido em tempo real. Sobre a utilização e experiência com essa abordagem, 53,84% relataram não apresentar nenhuma dificuldade e 46,15% informaram ter apresentado dificuldade, mas se adaptado. Acerca desse último dado observou-se que as dificuldades descritas por estes profissionais giravam em torno de três variáveis, apresentando suas dificuldades quanto: equipamentos utilizados; comprometimento de pacientes e família e em relação às próprias capacidades do terapeuta para condução da sessão. Quando questionados se esta modalidade trouxe benefícios para a sua prática clínica e para os pacientes 46,15% responderam “Muito provável”, 38,46 acreditavam ser “Provável” e 15,38% “Pouco provável”. Os dados apresentados corroboram com as pesquisas vigentes, observando-se que a telessaúde é um recurso viável para a prática do terapeuta ocupacional e que pode se incorporar nas intervenções devido ao resultados positivos advindos dela, beneficiando não apenas o profissional pela facilidade da ferramenta como o paciente pelo feedback positivo4. Conclusão Entende-se que a modalidade de Telessaúde era pouco conhecida antes da pandemia, podendo-se concluir também que apesar da falta de experiência prévia, muitos profissionais apresentaram desempenho satisfatório no uso desta tecnologia. Infere-se ainda que o recurso se apresentou como um facilitador no período pandêmico. São necessários maiores estudos para embasar e estabelecer diretrizes para a prática do terapeuta ocupacional em telessaúde, visto que esta ferramenta que emergiu na pandemia propiciou mais uma forma de atendimento que trouxe benefícios para a prática clínica. REFERÊNCIAS 1. Aota. Telehealth in Occupational Therapy. [Internet] 2018 Nov [cited 2021 Ago 19] 72(2): 1-18. Disponível em: https://ajot.aota.org/article.aspx?articleid=2719223 2. Barbosa IA. Avaliação dos elementos de comunicação percebidos por médicos e enfermeiros no cuidado por telessaúde [dissertation on the Internet]. São Paulo: Universidade de São Paulo Escola de Enfermagem; 2015 [citado 2021-08-19]. Disponível em: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/7/7139/tde-29062015-150220/pt-br.php 3. World Federation of Occupational Therapist—WFOT. Tradução: Omura KM, Carreteiro G. Declaração de Posição Telessaúde. Rev. Interinst. Bras. Ter. Ocup. Rio de Janeiro. suplemento, 2020; 4(3):416-421. 4. Velasco MA, Fernández REJ. Eficacia del uso de la tele-rehabilitación en terapia ocupacional en daño neurológico. Revisión sistemática. Rev TOG. 2020; 17(1):55-64.
Título do Evento
II Jornada Científica Integrativa da Agir
Título dos Anais do Evento
Anais da II Jornada Científica Integrativa da Agir: Inovação e Tecnologias em Saúde
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

COSTA, Camila Oliveira et al.. A EXPERIÊNCIA DE TERAPEUTAS OCUPACIONAIS NA TELESSAÚDE.. In: Anais da II Jornada Científica Integrativa da Agir: Inovação e Tecnologias em Saúde. Anais...Goiânia(GO) Ensino Agir, 2021. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/inovacaoetecnologias/399103-A-EXPERIENCIA-DE-TERAPEUTAS-OCUPACIONAIS-NA-TELESSAUDE. Acesso em: 04/06/2026

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