AVANÇOS FARMACOLÓGICOS NO TRATAMENTO DA DEPRESSÃO: EVIDÊNCIAS RECENTES NA PRÁTICA CLÍNICA BRASILEIRA

Publicado em 27/02/2026 - ISSN: 2965-0135

Título do Trabalho
AVANÇOS FARMACOLÓGICOS NO TRATAMENTO DA DEPRESSÃO: EVIDÊNCIAS RECENTES NA PRÁTICA CLÍNICA BRASILEIRA
Autores
  • Marcos Cezar Menegatti Filho
  • Joana Schimidt Corona
  • Hugo Bernardino
  • DANIELY LUIZA CEZAR RANGEL MAGALHÃES
  • MARCOS MENEGATTI
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciências da Saúde
Data de Publicação
27/02/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/iii-jornada-cientifica-unicb-635858/1413616-avancos-farmacologicos-no-tratamento-da-depressao--evidencias-recentes-na-pratica-clinica-brasileira
ISSN
2965-0135
Palavras-Chave
Depressão. Antidepressivos. Tratamento Farmacológico. Saúde Mental. Brasil.
Resumo
INTRODUÇÃO: A depressão é um transtorno mental prevalente e incapacitante, caracterizado por alterações persistentes de humor, cognição e comportamento. No Brasil, representa uma das principais causas de afastamento laboral e sobrecarga dos serviços de saúde mental. Embora os antidepressivos clássicos, como os inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS) e de serotonina e noradrenalina (IRSN), sejam amplamente utilizados, uma parcela significativa dos pacientes não apresenta resposta satisfatória. Diante disso, a investigação de novos fármacos e mecanismos de ação disponíveis no país tem se tornado essencial para aprimorar a terapêutica e reduzir a resistência ao tratamento. OBJETIVO: Analisar as evidências científicas sobre os principais medicamentos atualmente utilizados no Brasil para o tratamento da depressão, com ênfase nos avanços farmacológicos recentes e em seus mecanismos de ação. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura realizada entre agosto e outubro de 2025. Foram pesquisadas as bases PubMed, SciELO, LILACS e ScienceDirect, utilizando os descritores “depressão”, “tratamento farmacológico”, “antidepressivos” e “Brasil”, combinados com o operador booleano AND. Os critérios de inclusão contemplaram artigos publicados entre 2018 e 2025, nos idiomas português e inglês, que abordassem o uso de antidepressivos disponíveis comercialmente no Brasil e suas evidências clínicas. Foram excluídos estudos experimentais com fármacos não aprovados pela ANVISA ou sem aplicação clínica comprovada. Ao todo, 20 estudos atenderam aos critérios e foram incluídos na análise. Os dados extraídos consideraram classe terapêutica, mecanismo de ação, eficácia, efeitos adversos e inovação terapêutica. RESULTADOS/DISCUSSÃO: Os resultados indicam que, no contexto brasileiro, as classes de antidepressivos mais empregadas continuam sendo os ISRS (fluoxetina, sertralina, escitalopram, paroxetina e citalopram) e os IRSN (venlafaxina, duloxetina e desvenlafaxina), os quais demonstram eficácia comprovada, boa tolerabilidade e perfil seguro em longo prazo. No entanto, observa-se crescente prescrição de fármacos de mecanismos mistos, como a vortioxetina, que atua como modulador multimodal da serotonina, melhorando sintomas cognitivos frequentemente resistentes aos antidepressivos tradicionais. Outro avanço importante é o uso da agomelatina, agonista dos receptores melatoninérgicos MT1 e MT2 e antagonista 5-HT2C, que promove regulação do ritmo circadiano e melhora do sono, sendo bem tolerada e eficaz em episódios depressivos moderados. Mais recentemente, a esketamina intranasal foi aprovada pela ANVISA como terapia adjuvante para depressão resistente, oferecendo resposta rápida e sustentada, especialmente em casos graves. Embora o custo e o monitoramento especializado sejam limitações, o fármaco representa um marco na abordagem farmacológica contemporânea. Os estudos analisados também apontam a importância do manejo individualizado, com ajuste de dose, combinação de fármacos e monitoramento dos efeitos adversos, como estratégia para melhorar adesão e eficácia terapêutica. CONCLUSÃO: Evidências atuais demonstram que os avanços farmacológicos disponíveis no Brasil ampliam as possibilidades terapêuticas no tratamento da depressão. A introdução de fármacos multimodais e de ação rápida, como a vortioxetina e a esketamina, representa um progresso significativo no controle dos sintomas e na redução do tempo de resposta clínica. Contudo, é necessário ampliar o acesso a esses medicamentos e promover educação continuada entre profissionais de saúde para garantir seu uso racional e eficaz. A atualização científica constante é indispensável para otimizar o tratamento e melhorar a qualidade de vida dos pacientes com depressão.
Título do Evento
III Jornada Científica UNIcB
Cidade do Evento
Colatina
Título dos Anais do Evento
Anais jornada científica Unicb
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

FILHO, Marcos Cezar Menegatti et al.. AVANÇOS FARMACOLÓGICOS NO TRATAMENTO DA DEPRESSÃO: EVIDÊNCIAS RECENTES NA PRÁTICA CLÍNICA BRASILEIRA.. In: Anais jornada científica Unicb. Anais...Colatina(ES) UNICB, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/iii-jornada-cientifica-unicb-635858/1413616-AVANCOS-FARMACOLOGICOS-NO-TRATAMENTO-DA-DEPRESSAO--EVIDENCIAS-RECENTES-NA-PRATICA-CLINICA-BRASILEIRA. Acesso em: 03/08/2026

Trabalho

Even3 Publicacoes