RESISTÊNCIA BACTERIANA: EVOLUÇÃO, MECANISMOS E ESTRATÉGIAS DE COMBATE

Publicado em 27/02/2026 - ISSN: 2965-0135

Título do Trabalho
RESISTÊNCIA BACTERIANA: EVOLUÇÃO, MECANISMOS E ESTRATÉGIAS DE COMBATE
Autores
  • Aluizio Casimiro Coelho
  • Marcio Ost Peter
  • Antônia Amanda Nogueira Gonçalves
  • Bruno Henrique Westphal
  • Tatiany Berger Patrocínio Batista
  • Renato Papa batista
  • Patrícia Lopes Costa
  • PROF. JHEFERSON CALDAS
Modalidade
Resumo
Área temática
Ciências da Saúde
Data de Publicação
27/02/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/iii-jornada-cientifica-unicb-635858/1401095-resistencia-bacteriana--evolucao-mecanismos-e-estrategias-de--combate
ISSN
2965-0135
Palavras-Chave
Resistência Bacteriana, Antibióticos, Mecanismos Genéticos, Estratégias Terapêuticas, Saúde pública
Resumo
INTRODUÇÃO: A resistência bacteriana aos antibióticos configura-se como um dos mais graves desafios da saúde pública mundial, comprometendo o sucesso terapêutico e ameaçando conquistas médicas consolidadas ao longo do século XX. A emergência de cepas multirresistentes, como Staphylococcus aureus resistente à meticilina, Enterococcus resistente à vancomicina e Pseudomonas aeruginosa, evidencia um processo de adaptação biológica impulsionado pelo uso indiscriminado e inadequado de antimicrobianos. O fenômeno, de origem multifatorial, envolve tanto aspectos evolutivos e genéticos das bactérias quanto fatores humanos, como a automedicação, o uso profilático em criações animais e o descarte incorreto de resíduos farmacológicos. Diante desse panorama, torna-se essencial compreender as bases moleculares e epidemiológicas que sustentam a resistência, bem como propor estratégias de mitigação capazes de conter sua disseminação e reduzir seus impactos sociais e econômicos. OBJETIVO: O presente estudo teve como objetivo analisar os mecanismos genéticos, moleculares e evolutivos que sustentam a resistência bacteriana, bem como identificar as principais estratégias terapêuticas e políticas de controle empregadas para seu enfrentamento. Pretendeu-se, ainda, discutir a importância da educação sanitária e do uso racional de antibióticos como ferramentas complementares à inovação científica e à vigilância microbiológica. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, desenvolvida a partir de artigos científicos disponíveis na base de dados fornecida, composta por periódicos indexados e de reconhecida relevância acadêmica, como Química Nova, Revista Portuguesa de Saúde Pública e Clinical Microbiology Reviews. Foram adotados critérios de inclusão que contemplaram estudos originais e de revisão, publicados em língua portuguesa e inglesa, que abordassem mecanismos moleculares e genéticos da resistência bacteriana, aspectos evolutivos e estratégias de controle terapêutico. A busca utilizou descritores em português e inglês combinados por operadores booleanos: “resistência bacteriana”, “antibióticos”, “mecanismos genéticos”, “evolução microbiana” e “estratégias terapêuticas”. Após leitura analítica e categorização, quatro artigos compuseram o núcleo central de análise. A síntese foi construída com base na convergência dos achados, assegurando consistência e coerência científica. RESULTADOS: Os estudos analisados indicaram que a resistência bacteriana é resultado direto da plasticidade genética e da capacidade adaptativa dos micro-organismos. Mutações espontâneas e a transferência horizontal de genes, mediada por plasmídeos, transposons e bacteriófagos, possibilitam a rápida disseminação de determinantes de resistência entre espécies distintas. Entre os principais mecanismos identificados destacam-se a produção de enzimas inativadoras, a modificação de sítios-alvo, a diminuição da permeabilidade da membrana celular e a ativação de bombas de efluxo, que eliminam compostos antimicrobianos do interior bacteriano. Além dos aspectos moleculares, verificou-se que fatores comportamentais e ambientais amplificam o problema, sobretudo o uso irracional de antibióticos e a falta de regulação no consumo humano e veterinário. O descarte inadequado de medicamentos e o tratamento incompleto de infecções contribuem para o fortalecimento de cepas resistentes, transformando a resistência bacteriana em um problema global, de natureza interdisciplinar. CONCLUSÃO: A resistência bacteriana representa um processo evolutivo inevitável, porém exacerbado pela ação humana. A compreensão de seus mecanismos e determinantes permite reconhecer que o enfrentamento do problema exige uma abordagem multifacetada, unindo inovação científica, políticas públicas de vigilância, regulação do uso de antimicrobianos e conscientização da população. O desenvolvimento de novos compostos antibióticos, aliado a programas de educação sanitária e controle ambiental, mostra-se essencial para preservar a eficácia terapêutica e proteger a saúde pública. A resistência bacteriana, portanto, deve ser tratada como uma questão coletiva, que demanda o comprometimento conjunto de pesquisadores, profissionais da saúde e gestores públicos para garantir um futuro terapêutico sustentável.
Título do Evento
III Jornada Científica UNIcB
Cidade do Evento
Colatina
Título dos Anais do Evento
Anais jornada científica Unicb
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

COELHO, Aluizio Casimiro et al.. RESISTÊNCIA BACTERIANA: EVOLUÇÃO, MECANISMOS E ESTRATÉGIAS DE COMBATE.. In: Anais jornada científica Unicb. Anais...Colatina(ES) UNICB, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/iii-jornada-cientifica-unicb-635858/1401095-RESISTENCIA-BACTERIANA--EVOLUCAO-MECANISMOS-E-ESTRATEGIAS-DE--COMBATE. Acesso em: 05/07/2026

Trabalho

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