ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS DA MALÁRIA ENTRE OS POVOS INDÍGENAS NO CONTEXTO AMAZÔNICO

Publicado em 19/09/2024 - ISBN: 978-65-272-0713-9

Título do Trabalho
ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS DA MALÁRIA ENTRE OS POVOS INDÍGENAS NO CONTEXTO AMAZÔNICO
Autores
  • Elis Morais Rodrigues
  • Aline Fernanda Pereira da Silva
  • ALINNE CRISTINY AMARAL PRIETO
  • Camila Lima Soares
  • Samantha Pereira Caldas
Modalidade
Resumo Simples
Área temática
Epidemiologia de agravos e doenças endêmicas em Populações Tradicionais da Amazônia
Data de Publicação
19/09/2024
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/iii-egeapa-368856/712504-aspectos-epidemiologicos-da-malaria-entre-os-povos-indigenas-no-contexto-amazonico
ISBN
978-65-272-0713-9
Palavras-Chave
malária, epidemiologia, povos indígenas.
Resumo
Introdução: A malária é uma doença infecto parasitária causada por um protozoário do gênero Plasmodium, na qual a transmissão ocorre por meio da picada do inseto Anophles darlingi. A enfermidade é bastante prevalente nas Américas, continente no qual o Brasil faz parte, sendo agravada ainda mais por questões socioeconômicas, climáticas, ambientais, entre outros. De acordo com o Ministério da Saúde, no ano de 2020 o quantitativo de infectados no Brasil foi de 145.188, sendo 99% dos casos concentrados na região Amazônica, acometendo também os povos indígenas, fator este, ligado muitas das vezes ao mapa do garimpo ilegal. Objetivos: Identificar na literatura existente aspectos relacionados à epidemiologia da Malária entre a população indígena no contexto amazônico. Método: O presente estudo trata-se uma Revisão Integrativa Literatura, com abordagem qualitativa, em que foi feita uma pesquisa bibliográfica nas bases de dados LILACS e MEDLINE utilizando os Descritores em Ciências da Saúde "Malária", "Povos indígenas" e "Epidemiologia". Foram incluídos artigos completos, nos idiomas inglês e português, com recorte temporal de janeiro de 2018 a agosto de 2023, disponíveis na íntegra e gratuitamente. Foram excluídos os artigos que não abordassem o contexto amazônico e as publicações duplicadas. Resultados: Foram identificados 6 artigos que contemplavam o objetivo do estudo. Segundo os dados identificados, durante o período de 2007 a 2016, o município de Oiapoque no Amapá, registrou um total de 21.756 casos de malária, onde população indígena teve o maior número de casos em 2009, com 1.956 casos, resultando em uma taxa de incidência de 261 em 1.000 habitantes (1). Nos anos seguintes o número de casos diminuiu, mas em 2015 e 2016 a população indígena novamente teve mais casos, com uma taxa de incidência de 86 em 1.000 habitantes em 2015. O tipo de plasmódio mais comum durante todo o período foi o vivax, tanto entre indígenas quanto entre não indígenas. No entanto, nos anos de 2011 a 2013, houve um aumento nos casos de malária do tipo falciparum, principalmente na população não indígena. Em 2012 e 2015, houve um aumento nos casos de malária não falciparum entre a população indígena (2). Com relação aos principais fatores relacionados à ocorrência de casos de malária em populações indígenas, um estudo realizado no Amazonas, estado de maior concentração da população indígena no Brasil, comparou aspectos de incidência em população indígena e não-indígena e evidenciou que o sexo, idade, a parasitemia e escolaridade foram fatores expressivos em relação ao índice de casos de malária (3). O estudo identificou que a predominância da malária em indígenas do sexo masculino, aspecto que corrobora com os resultados encontrados em outros estudos realizados na Região Amazônica. Tal predomínio é relacionado à dinâmica social das comunidades indígenas e em um estilo de vida baseado no extrativismo e na agricultura familiar, que é predominantemente realizado por homens que consequentemente estão mais expostos ao contato com o vetor e o parasita (3). Outras literaturas apontam que as atividades de garimpagem e mineração provocam mudanças ambientais capazes de alterar a diversidade e a quantidade dos vetores da malária, ocasionando um aumento no risco de transmissão da doença (1). Essa realidade foi evidenciada em pesquisas que relacionaram a ocorrência de malária em áreas de mineração, considerando que tal prática acelerada a migração desordenada, levando as pessoas à exposição do vetor, favorecendo a perpetuação e o aumento da incidência. Outro fator importante a ser considerado diz respeito ao baixo nível de desenvolvimento socioeconômico indígena, com baixa renda e baixo nível de escolaridade, que podem produzir impactos na qualidade de vida e na permanência da doença no meio social de forma endêmica (1). Conclusão: A partir dos dados analisados conclui-se que a Malária continua sendo uma doença prevalente, sobretudo em ambientes amazônicos, sofrendo grande influência do garimpo ilegal, deixando seu rastro de desmatamentos, poluição e doença por onde passa, invadindo inclusive os locais de vivência dos povos indígenas. A enfermidade acometendo tais povos podem ser muito mais prejudicial, tendo em vista a falta de serviços de saúde fixos na área, sendo um fator de dificuldade para o tratamento adequado e cura. Com isso, é perceptível a necessidade de uma fiscalização mais intensa nessas áreas, sendo um fator contribuinte para a saúde dos povos originários, auxiliando também no combate aos crimes ambientais.
Título do Evento
III EGEAPA - Da Origem ao Futuro dos povos tradicionais: Implicações para a Pesquisa em Saúde Coletiva
Cidade do Evento
Belém
Título dos Anais do Evento
Anais do EGEAPA - da origem ao futuro dos Povos Tradicionais: implicações para a pesquisa em saúde coletiva
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

RODRIGUES, Elis Morais et al.. ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS DA MALÁRIA ENTRE OS POVOS INDÍGENAS NO CONTEXTO AMAZÔNICO.. In: Anais do EGEAPA - da origem ao futuro dos Povos Tradicionais: implicações para a pesquisa em saúde coletiva. Anais...Belém(PA) UEPA, 2024. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/iii-egeapa-368856/712504-ASPECTOS-EPIDEMIOLOGICOS-DA-MALARIA-ENTRE-OS-POVOS-INDIGENAS-NO-CONTEXTO-AMAZONICO. Acesso em: 14/06/2026

Trabalho

Even3 Publicacoes