PÊNFIGO VULGAR E INFECÇÕES SECUNDÁRIAS: UM RELATO DE CASO

Publicado em 09/04/2026 - ISBN: 978-65-272-2320-7

Título do Trabalho
PÊNFIGO VULGAR E INFECÇÕES SECUNDÁRIAS: UM RELATO DE CASO
Autores
  • Lívia Torres Pinheiro
  • Maria Inês Tinoco Laurindo
Modalidade
Resumo
Área temática
Imunodermatologia
Data de Publicação
09/04/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/iii-derma-academy/1470018-penfigo-vulgar-e-infeccoes-secundarias--um-relato-de-caso
ISBN
978-65-272-2320-7
Palavras-Chave
Pênfigo Vulgar; Infecções Bacterianas; Oxigenoterapia Hiperbárica.
Resumo
Introdução O pênfigo vulgar (PV) é uma dermatose bolhosa autoimune rara, caracterizada por acantólise intraepidérmica resultante da perda de adesão entre queratinócitos. Com incidência estimada em 2,83 casos por milhão, acomete predominantemente adultos entre a quarta e a sexta décadas de vida. Trata-se de uma condição potencialmente grave, com taxas históricas de mortalidade entre 5% e 30%, frequentemente associadas a infecções secundárias decorrentes da perda da integridade cutaneomucosa. Relato de Caso Paciente feminina, 61 anos, melanoderma e hipertensa, com diagnóstico de PV estabelecido em 2023 (histopatologia com acantólise suprabasal e infiltrado mononuclear perivascular). Em janeiro de 2026, foi admitida em unidade de emergência por infecção bacteriana secundária. Ao exame, apresentava extensas lesões em hemiface esquerda com acometimento periorbitário e palpebral, além de ulcerações em região inframamária, dorso e mucosa oral, acompanhadas de flictenas, eritema e edema. A despeito de hemoculturas negativas, a paciente evoluiu com picos febris e leucocitose progressiva com desvio à esquerda. O manejo terapêutico envolveu antibioticoterapia escalonada (ceftriaxona, clindamicina e teicoplanina) e manutenção do esquema imunossupressor com prednisona (60 mg/dia) e azatioprina (100 mg/dia). Como terapia adjuvante para otimização da cicatrização, realizaram-se 20 sessões de oxigenoterapia hiperbárica. A evolução clínica demonstrou melhora progressiva das lesões e remissão febril, embora tenha havido necessidade de transfusão de concentrado de hemácias devido ao quadro anêmico intercorrente. Discussão A fisiopatologia do PV envolve autoanticorpos IgG contra as desmogleínas 1 e 3, glicoproteínas essenciais para a coesão intercelular. A ligação desses anticorpos desencadeia a acantólise e a consequente formação de bolhas. Embora fatores como estresse, fármacos e radiação possam exacerbar o quadro, no caso relatado não foram identificados gatilhos emocionais ou falhas no acompanhamento ambulatorial. O manejo baseia-se em corticosteroides sistêmicos e imunossupressores; contudo, a perda da barreira cutânea atua como porta de entrada para patógenos, elevando a morbimortalidade. O uso de antibioticoterapia assertiva associado à oxigenoterapia hiperbárica justifica-se pela necessidade de acelerar a reepitelização e combater focos infecciosos em pacientes cronicamente imunossuprimidos, mitigando os riscos de sepse. Conclusão O desfecho clínico no PV é frequentemente condicionado por complicações infecciosas secundárias à perda da barreira cutânea. O manejo eficaz exige a associação rigorosa entre imunossupressores, antibioticoterapia e terapias adjuvantes. Logo, conclui-se que o diagnóstico precoce de infecções e a intervenção intensiva são determinantes para a redução da morbimortalidade e otimização do prognóstico.
Título do Evento
III Derma Academy Rio
Cidade do Evento
Rio de Janeiro
Título dos Anais do Evento
Anais III Derma Academy Rio
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

PINHEIRO, Lívia Torres; LAURINDO, Maria Inês Tinoco. PÊNFIGO VULGAR E INFECÇÕES SECUNDÁRIAS: UM RELATO DE CASO.. In: Anais III Derma Academy Rio. Anais...Rio de Janeiro(RJ) Hotel Prodigy Santos Dumont, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/iii-derma-academy/1470018-PENFIGO-VULGAR-E-INFECCOES-SECUNDARIAS--UM-RELATO-DE-CASO. Acesso em: 15/08/2026

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