JEJUM INTERMITENTE E NEUROPLASTICIDADE: EVIDÊNCIAS E IMPLICAÇÕES CLÍNICAS

Publicado em 13/10/2025 - ISBN: 978-65-272-1730-5

Título do Trabalho
JEJUM INTERMITENTE E NEUROPLASTICIDADE: EVIDÊNCIAS E IMPLICAÇÕES CLÍNICAS
Autores
  • Augusto Antonio Calegari
  • Guilherme Augusto Jacó De Resende
  • Lucas Henrique Manente
  • Sofia Jamile Barbosa
  • Enzo Mitsuyaki Momesso Kishimoto
Modalidade
Resumo simples
Área temática
Reabilitação Neurológica
Data de Publicação
13/10/2025
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/iii-congresso-nacional-de-neurologia-multidisciplinar-568775/1267409-jejum-intermitente-e-neuroplasticidade--evidencias-e-implicacoes-clinicas
ISBN
978-65-272-1730-5
Palavras-Chave
Plasticidade Neural, Doenças Neurodegenerativas, Cognição.
Resumo
Introdução: A neuroplasticidade consiste na capacidade do sistema nervoso de modificar-se estrutural e funcionalmente em resposta a estímulos internos e externos. Essa propriedade é essencial para o aprendizado, consolidação de memória, adaptação a novas experiências e recuperação após lesões cerebrais, além de representar um mecanismo protetor contra o declínio cognitivo. O jejum intermitente, definido como um padrão alimentar caracterizado pela alternância entre períodos de ingestão calórica e de abstinência total ou parcial de alimentos, tem despertado interesse científico não apenas por seus efeitos metabólicos, mas também por potenciais benefícios neurológicos; Objetivo: Revisar criticamente as evidências científicas sobre os efeitos do jejum intermitente na neuroplasticidade em seres humanos; Metodologia: Foi realizada revisão integrativa nas bases PubMed e Biblioteca Virtual em Saúde, utilizando os descritores “intermittent fasting” e “neuroplasticity”. Foram incluídos artigos publicados nos últimos cinco anos que relacionassem diretamente jejum intermitente e neuroplasticidade em humanos; Resultados: Dos 33 estudos inicialmente identificados, 6 atenderam aos critérios de inclusão. As evidências apontaram que o jejum intermitente aumenta a neurogênese, favorece a sobrevivência neuronal e melhora funções cognitivas, como memória e aprendizado. Esses efeitos estão associados à modulação do metabolismo energético, maior utilização de glicose e corpos cetônicos, aumento da secreção de incretinas e estímulo de fatores neurotróficos como o BDNF. Além disso, foram observados efeitos anti-inflamatórios, redução do estresse oxidativo e indução de vias de sinalização intracelulares (CREB, NF-κB), que contribuem para a remodelação sináptica e resiliência neural; Conclusões: O jejum intermitente demonstra potencial como estratégia não farmacológica para promover neuroplasticidade e prevenir declínio cognitivo, com possíveis aplicações no manejo de doenças neurodegenerativas e dor crônica. Apesar dos achados positivos, a literatura em humanos ainda é limitada, reforçando a necessidade de estudos longitudinais e clínicos para consolidar sua eficácia terapêutica.
Título do Evento
III CONGRESSO NACIONAL DE NEUROLOGIA MULTIDISCIPLINAR
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso Nacional de Neurologia Multidisciplinar
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

CALEGARI, Augusto Antonio et al.. JEJUM INTERMITENTE E NEUROPLASTICIDADE: EVIDÊNCIAS E IMPLICAÇÕES CLÍNICAS.. In: Anais do Congresso Nacional de Neurologia Multidisciplinar. Anais...Sete Lagoas(MG) online, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/iii-congresso-nacional-de-neurologia-multidisciplinar-568775/1267409-JEJUM-INTERMITENTE-E-NEUROPLASTICIDADE--EVIDENCIAS-E-IMPLICACOES-CLINICAS. Acesso em: 15/06/2026

Trabalho

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