CONSUMO DE BEBIDAS ENERGÉTICAS E ALTERAÇÕES ELETROFISIOLÓGICAS CARDÍACAS: EVIDÊNCIAS SOBRE O RISCO DE ARRITMIAS

Publicado em 06/10/2026 - ISBN: 978-65-272-2790-8

Título do Trabalho
CONSUMO DE BEBIDAS ENERGÉTICAS E ALTERAÇÕES ELETROFISIOLÓGICAS CARDÍACAS: EVIDÊNCIAS SOBRE O RISCO DE ARRITMIAS
Autores
  • Rayane Vitoria de Menezes Gondim
  • Marcus César Silva de Morais
  • Romina Andrea de Arruda Mourão
  • Márcia Cardinalle Correia Viana
Modalidade
Resumo simples
Área temática
Arritmias Cardíacas
Data de Publicação
06/10/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/iii-congresso-nacional-de-cardiologia-multidisciplinar-747313/1756154-consumo-de-bebidas-energeticas-e-alteracoes-eletrofisiologicas-cardiacas--evidencias-sobre-o-risco-de-arritmias
ISBN
978-65-272-2790-8
Palavras-Chave
Arritmias cardíacas; Bebidas energéticas; Repolarização cardíaca.
Resumo
Introdução: O consumo de bebidas energéticas tem aumentado, especialmente entre adolescentes e adultos jovens. Essas bebidas contêm cafeína e outros componentes estimulantes capazes de produzir efeitos cardiovasculares. Alterações na atividade elétrica cardíaca, incluindo modificações do intervalo QT/QTc e do ritmo cardíaco, têm sido descritas, levantando preocupações quanto ao possível risco arrítmico. Entretanto, a magnitude, a consistência e a relevância clínica desses efeitos permanecem incertas. Objetivo: Analisar as evidências disponíveis na literatura sobre as alterações eletrofisiológicas associadas ao consumo de bebidas energéticas e sua possível relação com o risco de arritmias cardíacas. Método: Trata-se de uma revisão da literatura. Foram consultadas as bases PubMed, Periódicos CAPES e LILACS, utilizando os descritores “Arritmias Cardíacas”, “Bebidas Energéticas” e “Repolarização Cardíaca”, em português e inglês, combinados pelo operador booleano “AND”. Foram incluídos artigos de livre acesso, disponíveis na íntegra, publicados entre 2019 a 2025 e relacionados diretamente ao tema. Foram excluídos artigos incompletos, pagos, duplicados, resumos, monografias e estudos sem relação direta com o objetivo proposto. A seleção ocorreu por meio da leitura dos títulos, resumos e, posteriormente, dos textos completos. Ao final, sete estudos foram incluídos na síntese qualitativa. Resultados: Os estudos demonstraram efeitos cardiovasculares heterogêneos. Dos 12 estudos que avaliaram o intervalo QTc em uma revisão sistemática que reuniu 37 estudos e 1.597 participantes, oito (66,7%) identificaram prolongamento significativo desse intervalo. Em contraste, uma meta-análise de ensaios clínicos randomizados em adultos saudáveis não identificou alterações significativas no QT/QTc após o consumo agudo. Em outro ensaio clínico controlado, o consumo agudo de 946 mL de bebida energética com cafeína também promoveu prolongamento significativo do QTc em comparação ao placebo. Em um ensaio clínico randomizado, duplo-cego e crossover, com 26 crianças e adolescentes saudáveis, o consumo de bebidas energéticas aumentou significativamente a ocorrência de extrassístoles supraventriculares e reduziu a frequência cardíaca entre 60 e 120 minutos após o consumo, em comparação ao placebo, sem alterações significativas no QTc. Essa redução da frequência cardíaca foi atribuída pelos autores a uma possível resposta reflexa mediada por barorreceptores diante do aumento agudo da pressão arterial. Relatos de casos descreveram ainda fibrilação atrial, taquicardia supraventricular e arritmias ventriculares após o consumo de bebidas energéticas, especialmente em situações de consumo excessivo ou maior susceptibilidade cardíaca. Conclusão: As evidências disponíveis indicam que o consumo de bebidas energéticas pode estar associado a alterações na atividade elétrica cardíaca, incluindo modificações na repolarização e no ritmo cardíaco. Entretanto, a heterogeneidade dos achados e das características dos estudos limita a determinação de uma associação consistente entre o consumo dessas bebidas e a ocorrência de arritmias. Embora possíveis efeitos eletrofisiológicos tenham sido identificados, não é possível estabelecer uma relação causal entre o consumo de bebidas energéticas e a ocorrência de arritmias. São necessários estudos clínicos bem delineados e com amostras maiores para esclarecer a relevância desses efeitos sobre o risco arrítmico.
Título do Evento
III Congresso Nacional de Cardiologia Multidisciplinar
Título dos Anais do Evento
Anais do III Congresso Nacional de Cardiologia Multidisciplinar
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

GONDIM, Rayane Vitoria de Menezes et al.. CONSUMO DE BEBIDAS ENERGÉTICAS E ALTERAÇÕES ELETROFISIOLÓGICAS CARDÍACAS: EVIDÊNCIAS SOBRE O RISCO DE ARRITMIAS.. In: Anais do III Congresso Nacional de Cardiologia Multidisciplinar. Anais...Belo Horizonte(MG) online, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/iii-congresso-nacional-de-cardiologia-multidisciplinar-747313/1756154-CONSUMO-DE-BEBIDAS-ENERGETICAS-E-ALTERACOES-ELETROFISIOLOGICAS-CARDIACAS--EVIDENCIAS-SOBRE-O-RISCO-DE-ARRITMIAS. Acesso em: 21/10/2026

Trabalho

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