DOENÇA RENAL CRÔNICA COMO MODIFICADOR DO RISCO TROMBOEMBÓLICO EM PACIENTES COM FIBRILAÇÃO ATRIAL

Publicado em 06/10/2026 - ISBN: 978-65-272-2790-8

Título do Trabalho
DOENÇA RENAL CRÔNICA COMO MODIFICADOR DO RISCO TROMBOEMBÓLICO EM PACIENTES COM FIBRILAÇÃO ATRIAL
Autores
  • Sâmer Raul Helou Santos Al-Afiune Ibrahim Georgeos
  • Julia Helou Santos Al-Afiune
  • Augusto Dias Cavalcante
  • Ana Clara Costa Ribeiro
  • Eduardo Ribeiro Khouri
  • EDUARDO PRADO ROSA BASILIO
  • Joaquim da Silva Guimarães
  • Gabriel Rodrigues Kanaiama
  • Sinuhê Borges De Oliveira Pinto
  • Fernanda Fernandes Nogueira
Modalidade
Resumo simples
Área temática
Arritmias Cardíacas
Data de Publicação
06/10/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/iii-congresso-nacional-de-cardiologia-multidisciplinar-747313/1754975-doenca-renal-cronica-como-modificador-do-risco-tromboembolico-em-pacientes-com-fibrilacao-atrial
ISBN
978-65-272-2790-8
Palavras-Chave
Fibrilação Atrial, Doença Renal Crônica, Tromboembolia
Resumo
Introdução: A fibrilação atrial (FA) constitui importante fator de risco para acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico e embolia sistêmica, tornando a prevenção tromboembólica um dos principais objetivos terapêuticos. A doença renal crônica (DRC), por sua vez, apresenta elevada prevalência entre indivíduos com FA e está associada a alterações inflamatórias e vasculares que podem modificar o risco de eventos cardiovasculares. Evidências recentes demonstram que a ocorrência de AVC tende a ser elevada quando a FA coexiste com estágios avançados da DRC, embora a contribuição independente da disfunção renal para o risco tromboembólico permaneça controversa. Dessa forma, compreender o papel da DRC na estratificação do risco tromboembólico de pacientes com FA é fundamental para individualizar a prevenção do AVC e otimizar o equilíbrio entre eficácia e segurança farmacológica. Objetivo: Analisar a influência da doença renal crônica no risco tromboembólico de pacientes com fibrilação atrial e suas implicações na escolha e segurança da anticoagulação. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura realizada na base PubMed, abrangendo publicações entre 2021 e 2026. Foram utilizados os descritores “Atrial Fibrillation”, “Chronic Kidney Disease” e “Thromboembolism”. Incluíram-se estudos clínicos e revisões da literatura, em inglês e gratuitos, que avaliaram a associação entre doença renal crônica, risco tromboembólico e estratégias de anticoagulação em pacientes com fibrilação atrial. Excluíram-se relatos de caso e estudos duplicados resultando em 5 artigos selecionados. Resultados: A análise dos cinco estudos evidenciou uma relação complexa entre doença renal crônica (DRC) e risco tromboembólico em pacientes com FA. Em uma coorte de 49.594 indivíduos, a coexistência de FA e DRC esteve associada a maior ocorrência de acidente vascular cerebral isquêmico e mortalidade, com destaque para o estágio 4. Em contrapartida, outro estudo, envolvendo 19.079 pacientes com FA, demonstrou que a DRC não permaneceu como fator independente de tromboembolismo após ajuste para outras comorbidades, embora sua progressão estivesse associada a maior risco de sangramento e mortalidade cardiovascular. As revisões destacaram que a redução da função renal modifica o equilíbrio entre risco tromboembólico e hemorrágico, além de interferir na farmacocinética e segurança dos anticoagulantes. Uma revisão sistemática com metanálise, que reuniu 124.628 pacientes, identificou melhor perfil dos anticoagulantes orais diretos em comparação à varfarina, com menor ocorrência de eventos tromboembólicos e sangramento maior, inclusive na DRC avançada. As evidências ressaltaram a necessidade de ajuste terapêutico conforme a função renal. Conclusão: Portanto, os estudos demonstraram que a DRC atua como importante modificador do perfil de risco dos pacientes com FA, tornando necessária a avaliação individualizada dos riscos tromboembólico e hemorrágico e das características dos anticoagulantes. Embora a associação entre DRC e tromboembolismo seja heterogênea, o comprometimento renal, sobretudo em estágios avançados, identifica pacientes com maior complexidade clínica e vulnerabilidade a desfechos adversos. Assim, a avaliação da função renal deve orientar a estratificação de risco e a individualização da anticoagulação, contribuindo para prevenir eventos tromboembólicos e reduzir complicações hemorrágicas.
Título do Evento
III Congresso Nacional de Cardiologia Multidisciplinar
Título dos Anais do Evento
Anais do III Congresso Nacional de Cardiologia Multidisciplinar
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

GEORGEOS, Sâmer Raul Helou Santos Al-Afiune Ibrahim et al.. DOENÇA RENAL CRÔNICA COMO MODIFICADOR DO RISCO TROMBOEMBÓLICO EM PACIENTES COM FIBRILAÇÃO ATRIAL.. In: Anais do III Congresso Nacional de Cardiologia Multidisciplinar. Anais...Belo Horizonte(MG) online, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/iii-congresso-nacional-de-cardiologia-multidisciplinar-747313/1754975-DOENCA-RENAL-CRONICA-COMO-MODIFICADOR-DO-RISCO-TROMBOEMBOLICO-EM-PACIENTES-COM-FIBRILACAO-ATRIAL. Acesso em: 21/10/2026

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