RASTREIO E MANEJO CLÍNICO DA DOENÇA ARTERIAL PERIFÉRICA NAS UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE: REVISÃO SISTEMÁTICA

Publicado em 06/10/2026 - ISBN: 978-65-272-2790-8

Título do Trabalho
RASTREIO E MANEJO CLÍNICO DA DOENÇA ARTERIAL PERIFÉRICA NAS UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE: REVISÃO SISTEMÁTICA
Autores
  • Viviane Cristina Dos Santos
  • Neylon José de Castro Gonçalves
Modalidade
Resumo simples
Área temática
Temas livres
Data de Publicação
06/10/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/iii-congresso-nacional-de-cardiologia-multidisciplinar-747313/1735931-rastreio-e-manejo-clinico-da-doenca-arterial-periferica-nas-unidades-basicas-de-saude--revisao-sistematica
ISBN
978-65-272-2790-8
Palavras-Chave
Doença arterial periférica; Índice tornozelo-braço; Atenção primária à saúde; Exercício físico.
Resumo
Introdução: A doença arterial periférica (DAP) afeta aproximadamente 236 milhões de pessoas no mundo, sendo amplamente subdiagnosticada por sua apresentação frequentemente assintomática ou atípica. Na unidade básica de saúde (UBS), o médico de família é o profissional mais bem posicionado para identificar pacientes de risco, realizar o exame físico direcionado e iniciar a investigação com índice tornozelo-braquial (ITB), evitando o retardo diagnóstico que agrava o prognóstico cardiovascular e de membro. Objetivo: Sintetizar as evidências sobre rastreio, diagnóstico e manejo clínico inicial da DAP aplicáveis à atenção primária. Metodologia: Revisão sistemática nas bases PubMed/MEDLINE e Cochrane Library, além de diretrizes ACC/AHA e ESC, com os descritores peripheral artery disease, ankle-brachial index, primary care, exercise therapy e screening, no período de 2016 a 2026. Resultados: A claudicação intermitente clássica está presente em apenas 10–32% dos pacientes com DAP; a maioria apresenta sintomas atípicos ou é assintomática. Em estudo de atenção primária alemã com 6.880 pacientes =65 anos submetidos a ITB, 21% tinham DAP, dos quais 58,5% eram assintomáticos. A palpação de pulsos tem sensibilidade limitada: a ausência do pulso pedioso apresenta sensibilidade de 50% e especificidade de 73%, enquanto a ausência do pulso tibial posterior apresenta sensibilidade de 71% e especificidade de 91%. O ITB é o teste diagnóstico inicial recomendado em pacientes com fatores de risco e sintomas sugestivos, sendo considerado normal entre 1,00–1,40, limítrofe entre 0,91–0,99 e anormal =0,90, com sensibilidade de 69–79% e especificidade de 83–99% para estenose angiográfica >50%. Valores >1,40 indicam artérias não compressíveis, exigindo índice tornozelo-dedo (anormal <0,7). O ACC/AHA recomenda rastreio com ITB em repouso em indivíduos assintomáticos com risco aumentado: idade =65 anos; 50–64 anos com fatores de risco ateroscleróticos ou história familiar de DAP; <50 anos com diabetes e fator de risco adicional; ou doença aterosclerótica conhecida em outro território vascular. Já a USPSTF considera insuficiente a evidência para rastreio universal com ITB em assintomáticos. O tratamento clínico de primeira linha para DAP inclui terapia antiplaquetária (aspirina ou clopidogrel), estatina de moderada a alta intensidade, controle pressórico com meta <130/80 mmHg e cessação do tabagismo. O exercício supervisionado também é terapia de primeira linha para claudicação pelo ACC/AHA e pela ESC, embora a ESC o considere apenas "razoável". Cilostazol pode ser utilizado para melhora da distância de marcha em pacientes sintomáticos. Discussão: A subutilização do ITB na atenção primária permanece um obstáculo à detecção precoce, já que a maioria dos pacientes com DAP não apresenta claudicação clássica. A revascularização deve ser reservada para pacientes com sintomas persistentes refratários ao exercício ou isquemia crítica de membro, não sendo indicada rotineiramente na DAP assintomática ou levemente sintomática. Conclusão: Na UBS, o manejo da DAP fundamenta-se no reconhecimento de populações de risco, na realização criteriosa do ITB mesmo na ausência de claudicação típica, e na instituição precoce de terapia antiplaquetária, estatina, controle pressórico e programa de exercício, reservando o encaminhamento à cirurgia vascular para casos refratários ou com sinais de isquemia avançada.
Título do Evento
III Congresso Nacional de Cardiologia Multidisciplinar
Título dos Anais do Evento
Anais do III Congresso Nacional de Cardiologia Multidisciplinar
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SANTOS, Viviane Cristina Dos; GONÇALVES, Neylon José de Castro. RASTREIO E MANEJO CLÍNICO DA DOENÇA ARTERIAL PERIFÉRICA NAS UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE: REVISÃO SISTEMÁTICA.. In: Anais do III Congresso Nacional de Cardiologia Multidisciplinar. Anais...Belo Horizonte(MG) online, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/iii-congresso-nacional-de-cardiologia-multidisciplinar-747313/1735931-RASTREIO-E-MANEJO-CLINICO-DA-DOENCA-ARTERIAL-PERIFERICA-NAS-UNIDADES-BASICAS-DE-SAUDE--REVISAO-SISTEMATICA. Acesso em: 21/10/2026

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