DA PREVENÇÃO AO TRATAMENTO DA ÚLCERA VENOSA NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE: REVISÃO SISTEMÁTICA

Publicado em 06/10/2026 - ISBN: 978-65-272-2790-8

Título do Trabalho
DA PREVENÇÃO AO TRATAMENTO DA ÚLCERA VENOSA NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE: REVISÃO SISTEMÁTICA
Autores
  • Viviane Cristina Dos Santos
  • Neylon José de Castro Gonçalves
Modalidade
Resumo simples
Área temática
Temas livres
Data de Publicação
06/10/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/iii-congresso-nacional-de-cardiologia-multidisciplinar-747313/1735929-da-prevencao-ao-tratamento-da-ulcera-venosa-na-atencao-primaria-a-saude--revisao-sistematica
ISBN
978-65-272-2790-8
Palavras-Chave
Úlcera venosa; Insuficiência venosa crônica; Atenção primária à saúde; Medicina de família e comunidade.
Resumo
Introdução: A úlcera venosa (UV) é a manifestação mais grave da insuficiência venosa crônica (IVC) e representa importante causa de morbidade, perda de qualidade de vida e elevados custos ao sistema de saúde. Na Atenção Primária à Saúde (APS), o médico de família ocupa posição estratégica para identificação precoce da IVC, rastreio de populações vulneráveis e implementação de medidas preventivas antes da progressão para lesões complexas. Objetivo: Sintetizar as evidências sobre prevenção e manejo da úlcera venosa aplicáveis à medicina de família e comunidade. Metodologia: Realizou-se revisão sistemática nas bases PubMed/MEDLINE, Scopus e Cochrane Library, com os descritores: venous leg ulcer, prevention, compression therapy, primary care e chronic venous insufficiency. Foram incluídos ensaios clínicos randomizados, revisões sistemáticas, metanálises e diretrizes publicados entre 2020 e 2025, em inglês e português, envolvendo adultos com IVC ou UV ativa. Estudos exclusivamente cirúrgicos ou em terapia intensiva foram excluídos. Após triagem, 11 estudos foram selecionados de 247 referências identificadas. Resultados e discussão: As intervenções foram agrupadas em três categorias: rastreio e estratificação de risco, intervenções não farmacológicas e farmacológicas. Os principais fatores de risco para UV incluem idade =55 anos, obesidade, trombose venosa profunda prévia, varizes e sedentarismo. O índice tornozelo-braquial (ITB) é recomendado antes da terapia compressiva: ITB <0,5 contraindica compressão plena; entre 0,5–0,8, permite compressão modificada com seguimento semanal. A terapia compressiva é a pedra angular do tratamento: compressão versus ausência aumentou a cicatrização completa em 12 meses (RR 1,77; IC95% 1,41–2,21) e reduziu o tempo de cicatrização (HR 2,17; IC95% 1,52–3,10), com evidência de moderada certeza. Sistemas multicomponentes elásticos mostraram-se superiores aos inelásticos; meias de 30–40 mmHg são recomendadas para prevenção de recorrência. O ensaio VenUS 6 (n=637) demonstrou que compression wraps são inferiores à compressão estabelecida (HR 0,78; IC95% 0,61–1,00; p=0,046), em parte pela maior tendência de afrouxamento pelo paciente. Elevação dos membros, atividade física e controle do peso complementam o manejo. Entre as intervenções farmacológicas, a pentoxifilina 400 mg 3x/dia associada à compressão demonstrou benefício adicional na cicatrização (RR 1,56; IC95% 1,14–2,13), com efeitos adversos predominantemente gastrointestinais. A fração flavonoide micronizada (MPFF/Daflon) possui a maior força de recomendação entre os venoativos nas diretrizes de 2018–2025. A aspirina 300 mg/dia como adjuvante mostrou resultados promissores em ensaios de pequeno porte. A terapia compressiva permanece subutilizada na APS na França, apenas 6,5% dos clínicos gerais realizam o ITB, retardando o tratamento adequado. Uma estratégia proposta em 2025 sugere compressão leve (=20 mmHg) imediata enquanto se aguarda avaliação vascular completa em 4–6 semanas. A abordagem multidisciplinar incluindo enfermagem, fisioterapia e educação em saúde é essencial para adesão e prevenção de recorrência, porém raramente estruturada na APS. Conclusão: O manejo da UV na APS fundamenta-se no rastreio ativo de IVC em populações de risco, na terapia compressiva adequada ao ITB, no controle de fatores modificáveis e no uso criterioso de pentoxifilina ou MPFF como adjuvantes. São necessários estudos voltados à APS para consolidar protocolos e reduzir a lacuna entre evidência e prática clínica.
Título do Evento
III Congresso Nacional de Cardiologia Multidisciplinar
Título dos Anais do Evento
Anais do III Congresso Nacional de Cardiologia Multidisciplinar
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SANTOS, Viviane Cristina Dos; GONÇALVES, Neylon José de Castro. DA PREVENÇÃO AO TRATAMENTO DA ÚLCERA VENOSA NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE: REVISÃO SISTEMÁTICA.. In: Anais do III Congresso Nacional de Cardiologia Multidisciplinar. Anais...Belo Horizonte(MG) online, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/iii-congresso-nacional-de-cardiologia-multidisciplinar-747313/1735929-DA-PREVENCAO-AO-TRATAMENTO-DA-ULCERA-VENOSA-NA-ATENCAO-PRIMARIA-A-SAUDE--REVISAO-SISTEMATICA. Acesso em: 21/10/2026

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