CONTAR PARA EXISTIR: NARRATIVAS ORAIS NEGRAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL COMO PRÁTICA DE AFIRMAÇÃO IDENTITÁRIA E DE PERTENCIMENTO.

Publicado em 23/07/2026 - ISBN: 978-65-272-2613-0

Título do Trabalho
CONTAR PARA EXISTIR: NARRATIVAS ORAIS NEGRAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL COMO PRÁTICA DE AFIRMAÇÃO IDENTITÁRIA E DE PERTENCIMENTO.
Autores
  • Fabiana Dias
  • Monica Regina Ferreira Lins
Modalidade
Comunicação Oral
Área temática
Formação de Professores e Práticas Pedagógicas na Educação Básica
Data de Publicação
23/07/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/ii-simposio-internacional-da-pos-graduacao-em-ensino-construindo-redes-para-a-pesquisa-em-ensino-e-a-formacao-docente-639746/1515004-contar-para-existir--narrativas-orais-negras-na-educacao-infantil-como-pratica-de-afirmacao-identitaria-e-de-per
ISBN
978-65-272-2613-0
Palavras-Chave
Oralidade negra; escrevivência; educação infantil; identidade; antirracismo.
Resumo
Este trabalho parte da premissa de que a palavra constitui uma mediação fundamental entre o sujeito e o mundo, de modo que a negação da oralidade negra implica não apenas a desumanização da criança, conforme problematizado por Frantz Fanon, mas também sua destituição como sujeito de sua própria história, em diálogo com Paulo Freire. Ancorada no conceito de escrevivência, formulado por Conceição Evaristo, a pesquisa configura-se como um gesto de autoinscrição que busca romper com o silenciamento histórico de trajetórias negras e periféricas. Desenvolvida a partir de uma abordagem qualitativa de Pesquisa-Ação, a investigação foi realizada em um Centro de Educação Infantil em Nilópolis, com uma turma de 24 crianças de quatro anos. A intervenção consistiu na contação diária de histórias afro-brasileiras, articulada a microações afirmativas baseadas na pedagogia do afeto, conforme proposto por bell hooks. Os dados foram produzidos por meio de registros em diário de campo, observações sistemáticas, trocas dialógicas e análise de produções visuais das crianças. Os resultados evidenciam deslocamentos significativos na valorização da estética negra, expressos em autorretratos mais fiéis e afirmativos, bem como na ressignificação de narrativas de violência presentes nas brincadeiras, substituídas por expressões culturais positivas do território. No plano docente, destaca-se o fortalecimento do “eu-docente” como resposta à precarização da formação e à “circunferência do silêncio” curricular, que limita a abordagem das relações étnico-raciais. Conclui-se que a oralidade negra, quando mobilizada de forma intencional, constitui uma potente ferramenta de enfrentamento ao racismo na infância, promovendo processos de afirmação identitária, autoria e reexistência. Defende-se, ainda, a urgência de políticas formativas que reconheçam o “chão da escola” como espaço legítimo de produção de saber e resistência.
Título do Evento
2º Simpósio Internacional da Pós-Graduação em Ensino: Construindo Redes para a Pesquisa em Ensino e a Formação Docente
Cidade do Evento
Nilópolis
Título dos Anais do Evento
Anais do 2º Simpósio Internacional da Pós-graduação em Ensino: construindo redes para a pesquisa em ensino e a formação docente
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

DIAS, Fabiana; LINS, Monica Regina Ferreira. CONTAR PARA EXISTIR: NARRATIVAS ORAIS NEGRAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL COMO PRÁTICA DE AFIRMAÇÃO IDENTITÁRIA E DE PERTENCIMENTO... In: Anais do 2º Simpósio Internacional da Pós-graduação em Ensino: construindo redes para a pesquisa em ensino e a formação docente. Anais...Rio de Janeiro(RJ) IFRJ e UERJ, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/ii-simposio-internacional-da-pos-graduacao-em-ensino-construindo-redes-para-a-pesquisa-em-ensino-e-a-formacao-docente-639746/1515004-CONTAR-PARA-EXISTIR--NARRATIVAS-ORAIS-NEGRAS-NA-EDUCACAO-INFANTIL-COMO-PRATICA-DE-AFIRMACAO-IDENTITARIA-E-DE-PER. Acesso em: 13/09/2026

Trabalho

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