CRIALISMO E CURADORIA: UM NOVO CAMINHO PARA A DESCENTRALIZAÇÃO NA ARTE

Publicado em 30/04/2026 - ISBN: 978-65-272-2360-3

Título do Trabalho
CRIALISMO E CURADORIA: UM NOVO CAMINHO PARA A DESCENTRALIZAÇÃO NA ARTE
Autores
  • Taina Ribeiro Santos
Modalidade
Resumo
Área temática
GT1 - Perspectivas afrodiaspóricas e/ou decoloniais
Data de Publicação
30/04/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/ii-seminario-interno-pesquisas-geocorpo/1438231-crialismo-e-curadoria--um-novo-caminho-para-a-descentralizacao-na-arte
ISBN
978-65-272-2360-3
Palavras-Chave
Crialismo, Curadoria, Escrevivência.
Resumo
A pesquisa, em fase inicial no mestrado pelo Programa de Pós-graduação em Artes Visuais da Universidade Federal do Rio de Janeiro, versa sobre a exposição “Funk: um grito de liberdade e resistência”, exibida no Museu de Arte do Rio (MAR) entre setembro de 2023 e março de 2025, articulada ao Crialismo e originada a partir da vivência na montagem da mostra. Utiliza-se a Escrevivência (Evaristo, 2016) como metodologia por compreender que o conhecimento não habita apenas espaços formais de memória, educação e cultura, mas também os corpos que resistem, vivenciam práticas cotidianas e guardam a memória coletiva de seus territórios e ancestralidades, buscando responder em quais circunstâncias a Curadoria é afetada pelo Crialismo. Ao lidar com as obras participantes da exposição foi possível reconhecer territórios e personagens fundamentais para a cena do Funk, desde seu surgimento nos Estados Unidos até a chegada ao Brasil; da criação do movimento Black Rio, marcado por tensões com a ditadura militar brasileira na década de 1970, até a atualidade; incluindo pinturas de Malvo e Priscila Rooxo, artistas inseridos no movimento crialista. Embora a exposição provoque importante movimento de valorização, destaca-se que o museu, enquanto instituição centralizadora, configura-se como território geopolítico que historicamente demarcou fronteiras simbólicas da arte (ASSIS, 2022), entendendo território na perspectiva de Milton Santos como campo de forças e relações de poder (SANTOS, 1996 apud ASSIS, 2022), onde a Curadoria frequentemente exerce “superioridade” e inferioriza a produção cultural periférica. O Crialismo, como manifestação da Escrevivência, contrapõe-se a essa centralidade institucional ao afirmar o conhecimento e o saber da rua, a vivência singular de pessoas periféricas e a memória coletiva, questionando o comportamento acadêmico higienizado (DUARTE, NUNES, 2020; NEGÃO, 2024). Ele obriga a Curadoria a confrontar suas bases de poder espacial, estético e epistemológico, atuando como movimento de Contra-Diáspora (MAM RIO, 2024), tensionando a estética curatorial ao resistir, da maneira em que pode, à neutralização do mercado, impondo uma hierarquia de valor baseada na vivência e na fúria e constituindo prova material no conceito Escrevivente (ASSIS, 2022; NEGÃO, 2024). Nesse sentido, o Crialismo exige o reconhecimento do saber não formal e induz a Curadoria a aproximar-se das margens, considerando a vivência periférica como fonte ética e potente de produção de sentido, destacando a periferia como centro criativo e epistemológico.
Título do Evento
II SEMINÁRIO INTERNO DE PESQUISAS GEOCORPO
Cidade do Evento
Rio de Janeiro
Título dos Anais do Evento
Anais do Seminário Interno de Pesquisas GeoCorpo
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SANTOS, Taina Ribeiro. CRIALISMO E CURADORIA: UM NOVO CAMINHO PARA A DESCENTRALIZAÇÃO NA ARTE.. In: Anais do Seminário Interno de Pesquisas GeoCorpo. Anais...Rio de Janeiro(RJ) UERJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/ii-seminario-interno-pesquisas-geocorpo/1438231-CRIALISMO-E-CURADORIA--UM-NOVO-CAMINHO-PARA-A-DESCENTRALIZACAO-NA-ARTE. Acesso em: 12/07/2026

Trabalho

Even3 Publicacoes