ORALIDADE E MEMÓRIA NA COMUNIDADE DE MAZAGÃO VELHO/AP: SABERES TRADICIONAIS E PRÁTICAS DE TRANSMISSÃO CULTURAL.

Publicado em 30/04/2026 - ISBN: 978-65-272-2360-3

Título do Trabalho
ORALIDADE E MEMÓRIA NA COMUNIDADE DE MAZAGÃO VELHO/AP: SABERES TRADICIONAIS E PRÁTICAS DE TRANSMISSÃO CULTURAL.
Autores
  • Shirley Moura
  • Tatiana de Souza Costa da Silva
  • Laís Fonseca
Modalidade
Resumo
Área temática
GT1 - Perspectivas afrodiaspóricas e/ou decoloniais
Data de Publicação
30/04/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/ii-seminario-interno-pesquisas-geocorpo/1438032-oralidade-e-memoria-na-comunidade-de-mazagao-velhoap--saberes-tradicionais-e-praticas-de-transmissao-cultural
ISBN
978-65-272-2360-3
Palavras-Chave
Oralidade; Memória; Cultura; Educação; Saberes Tradicionais;
Resumo
Este estudo nasce de inquietações diante da sobrevivência das potências narrativas orais da Comunidade de Mazagão Velho-Amapá. Para isso, realizou-se uma busca na literatura que pudesse subsidiar aprofundamentos dessas discussões, tendo como referências base Halbawachs, também Zumthor e Conceição Evaristo, que norteiam os estudos sobre memórias e Oralidades. A escolha pela metodologia empregada para essa investigação fundamenta-se em estudos de caso etnográficos e em uma abordagem autoetnográfica, direcionada a refletir sobre como a população tem transmitido seus saberes culturais às novas gerações. Mazagão Velho, tem sua origem no século 18, em 23 de Janeiro de 1770, para servir de abrigo à famílias trazidas de Mazagão Africana, uma colônia Portuguesa no Marrocos, com destino ao Amapá. Mazagão está distante a 70 km da Capital Macapá, é um território transplantado pela diáspora africana, na selva amazônica, extremo norte do Brasil, imbricado por vínculos múltiplos: nativos de populações indígenas, negras e ribeirinhas que configuram sua formação histórica e cultural. Por imposição de Portugal e com intuito de colonizar as regiões fronteiriças no Brasil e expandir neste território, a ex-colônia Portuguesa Marroquina, abarca em terras tucujus com homens, mulheres e crianças, brancas e negras, com inúmeras situações adversas de povoamento, acessibilidade, doenças e infraestrutura aos recém-chegados. Essas interrelações provocaram mudanças significativas ao longo dos anos, especialmente na manutenção desse patrimônio histórico, cultural e religioso. As memórias dessa travessia resultaram na manifestação cultural Marabaixo, que tem sua origem no deslocamento mar acima, mar abaixo, dos africanos escravizados nos navios negreiros, que entoavam canções de desolação. No Amapá, o Marabaixo foi registrado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico e Nacional (IPHAN) em novembro de 2018, como Patrimônio Imaterial do Brasil. E, não indiferente ao ocorrido em África, onde muitos questionam a veracidade e a autenticidade de registros antropológicos pela ausência da escrita, esse sentimento tem aberto debates em como resguardar as memórias daqueles que sucederam e abriram os caminhos, e para os que virão, a certeza dessa continuidade. Já são 248 anos de História, que tem emergido e transbordado pela tradição oral dada por seus anciões à gerações. Esses guardiões de memórias, os griots tem recontado e compartilhado seus saberes oralizados pelos seus antepassados, e permanecido vivos através da memória afetiva de sua gente. Mas as mudanças têm requerido que a comunidade se envolva em atividades junto às futuras gerações, trazendo à partilha iniciada pela troca de experiências dos mais velhos aos mais novos. Esse repensar tem envolvido parte dos sujeitos nas músicas, rituais, instrumentos de percussão, escrita e oralidade. Um recorte emblemático desta comunidade vem das matriarcas, que são as responsáveis por grande parte da manutenção de tudo que tem sido transformado, são as arquitetas das estruturas que estão sendo compostas, na cultura, religião, educação, e formação de homens, mulheres e crianças. As mulheres desta comunidade têm gestado para além ventre, como outrora foram suas mães e avós, servindo de inspiração aos mais jovens, para tê-los multiplicadores de sua ancestralidade.
Título do Evento
II SEMINÁRIO INTERNO DE PESQUISAS GEOCORPO
Cidade do Evento
Rio de Janeiro
Título dos Anais do Evento
Anais do Seminário Interno de Pesquisas GeoCorpo
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

MOURA, Shirley; SILVA, Tatiana de Souza Costa da; FONSECA, Laís. ORALIDADE E MEMÓRIA NA COMUNIDADE DE MAZAGÃO VELHO/AP: SABERES TRADICIONAIS E PRÁTICAS DE TRANSMISSÃO CULTURAL... In: Anais do Seminário Interno de Pesquisas GeoCorpo. Anais...Rio de Janeiro(RJ) UERJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/ii-seminario-interno-pesquisas-geocorpo/1438032-ORALIDADE-E-MEMORIA-NA-COMUNIDADE-DE-MAZAGAO-VELHOAP--SABERES-TRADICIONAIS-E-PRATICAS-DE-TRANSMISSAO-CULTURAL. Acesso em: 26/05/2026

Trabalho

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