MEMES ENQUANTO RESISTÊNCIA À NORMATIZAÇÃO DA VIDA: SABERES PRODUZIDOS EM/NA REDE COM JOVENS

Publicado em 30/04/2026 - ISBN: 978-65-272-2360-3

Título do Trabalho
MEMES ENQUANTO RESISTÊNCIA À NORMATIZAÇÃO DA VIDA: SABERES PRODUZIDOS EM/NA REDE COM JOVENS
Autores
  • Ivana Di Mauro Vagenin
Modalidade
Resumo
Área temática
GT2 - Cibercultura, gêneros e sexualidades
Data de Publicação
30/04/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/ii-seminario-interno-pesquisas-geocorpo/1437863-memes-enquanto-resistencia-a-normatizacao-da-vida--saberes-produzidos-emna-rede-com-jovens
ISBN
978-65-272-2360-3
Palavras-Chave
Cibercultura; Memes; Gênero; Educação.
Resumo
Este texto apresenta um recorte de uma pesquisa de mestrado em andamento que investiga as percepções de jovens mulheres, recém-formadas na rede pública de Pedra de Guaratiba (Rio de Janeiro/RJ), sobre gênero e sexualidade na escola. A investigação se fundamenta em perspectivas pós-estruturalistas, e adota a cartografia online como metodologia, desenvolvida desde janeiro de 2025 por meio de conversas realizadas com as jovens no WhatsApp. O trabalho valoriza as dinâmicas comunicacionais-interativas da cibercultura, entendida como “a cultura contemporânea estruturada pelo uso das tecnologias digitais em rede nas esferas do ciberespaço e das cidades” (Santos, 2011, p. 77). As conversas com as sujeitas no aplicativo possibilitam a participação, a coautoria e a polifonia de vozes expressas através de múltiplos formatos e linguagens - entre elas, os memes. Em diálogo com Maddalena, Couto Junior e Teixeira (2020), os memes são entendidos como imagens-dizeres que questionam os acontecimentos sociais do cotidiano. Ao longo das conversas com as sujeitas, os memes têm se destacado como potentes disparadores reflexivos e como linguagem de resistência aos pânicos morais (Butler, 2024) através da ironia e do deboche. Vale mencionar que a pesquisa ocorre em um contexto sociopolítico marcado pelas ofensivas dos movimentos antigênero, os quais alimentam medos e ansiedades socialmente organizadas pela extrema-direita, na tentativa de restaurar uma sonhada ordem patriarcal heteronormativa (Butler, 2024). Em contraposição, a produção e o compartilhamento de memes no grupo de WhatsApp pelas jovens vêm descredibilizando estes movimentos e resistindo à normatização da vida (Couto Junior; Pocahy; Carvalho, 2019).
Título do Evento
II SEMINÁRIO INTERNO DE PESQUISAS GEOCORPO
Cidade do Evento
Rio de Janeiro
Título dos Anais do Evento
Anais do Seminário Interno de Pesquisas GeoCorpo
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

VAGENIN, Ivana Di Mauro. MEMES ENQUANTO RESISTÊNCIA À NORMATIZAÇÃO DA VIDA: SABERES PRODUZIDOS EM/NA REDE COM JOVENS.. In: Anais do Seminário Interno de Pesquisas GeoCorpo. Anais...Rio de Janeiro(RJ) UERJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/ii-seminario-interno-pesquisas-geocorpo/1437863-MEMES-ENQUANTO-RESISTENCIA-A-NORMATIZACAO-DA-VIDA--SABERES-PRODUZIDOS-EMNA-REDE-COM-JOVENS. Acesso em: 12/07/2026

Trabalho

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