ENTRE QUADRAS E QUINTAIS: PRÁTICAS, MEMÓRIAS E VIVÊNCIAS NO/DO CORPO-TERRITÓRIO

Publicado em 30/04/2026 - ISBN: 978-65-272-2360-3

Título do Trabalho
ENTRE QUADRAS E QUINTAIS: PRÁTICAS, MEMÓRIAS E VIVÊNCIAS NO/DO CORPO-TERRITÓRIO
Autores
  • Pammella Casimiro
  • Daniel Pires Mendes
  • Kim Tiba Ferreira
Modalidade
Resumo
Área temática
GT1 - Perspectivas afrodiaspóricas e/ou decoloniais
Data de Publicação
30/04/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/ii-seminario-interno-pesquisas-geocorpo/1436269-entre-quadras-e-quintais--praticas-memorias-e-vivencias-nodo-corpo-territorio
ISBN
978-65-272-2360-3
Palavras-Chave
Racismo Ambiental, Corpo-território, Ruralidades Urbanas.
Resumo
Ao olhar o corpo-território periférico além da história única apresentada por quem não o vivência, é possível romper com a unilateralidade da branquitude acadêmica. Assim, revelam-se formas próprias de compreender o passado para interpretar o presente e projetar o futuro a partir e com o território, entendido também como protagonista de sua narrativa. O trabalho tem como objetivo analisar o corpo-território alvo do Racismo Ambiental no contexto urbano, que dialoga cotidianamente com práticas lidas rurais. Parte-se da compreensão de corpo-território como dimensão que articula práticas cotidianas, memórias e produção do espaço geográfico a partir do corpo físico/ simbólico, disputas que atravessam o território e de quem o ocupa. Para demonstrar essa articulação, são analisados três estudos de caso selecionados por evidenciarem ruralidades persistentes em espaços urbanos atravessados por desigualdades socioambientais. Observa-se (1) Campos Elíseos (DC), bairro industrial formado por migrantes de diversas regiões do país, majoritariamente negro e feminino. Nesse território, moradores disputam o uso do solo, bem como recursos naturais, econômicos e narrativos, com as indústrias petroquímicas instaladas na região, revelando conflitos ambientais e sociais. Ainda com um olhar sobre os sujeitos e suas interações com o território, destaca-se (2) evento da cultura do basquete auto organizado por moradores, que cotidianamente cuidam da manutenção da quadra como quintal de suas casas, de Jardim América, na Zona Norte (RJ), em que uma faixa no alto da quadra de basquete continha “Bem vindo a Zona Norte”, região mais populosa do estado, que reúne bairros e favelas marcados por modos de vida tradicionais e por uma identidade suburbana historicamente construída. Por fim, analisa-se a leitura de (3) Campo Coelho - Nova Friburgo, que com crescimento do turismo levou à apropriação urbana da produção e cultura local para o centro da cidade, se afastando do seu território de origem. Esse deslocamento enfraqueceu saberes e práticas. A escrita desenvolve-se a partir da análise dos estudos de caso mencionados, originalmente produzidos em pesquisas de pós-graduação e posteriormente publicados em capítulo de livro. O percurso metodológico envolveu revisão bibliográfica, análise documental e leitura socioespacial. A análise considerou composição populacional, uso do solo, dinâmicas de produção do espaço e atuação do poder público, elementos reconhecidos como indicadores do racismo ambiental. Os casos analisados evidenciam a centralidade de espaços de naturezas como quintais, praças e quadras desportivas na manutenção de práticas de cuidado e pertencimento em contextos urbanos, bem como o papel da memória preta e indígena na resistência em territórios rurais. Esses cenários preservam aspectos da ruralidade em suas territorialidades que sofrem com investidas de progresso que tendem a apagar as formas de resistência e existências ali presentes, situados em contexto urbano, mas compostos por lógicas rurais e práticas tradicionais. Nesse sentido, conclui-se que as experiências citadas da Zona Norte, Baixada Fluminense e Nova Friburgo revelam não apenas a sobreposição de vulnerabilidades sociais e territoriais, mas também estratégias cotidianas de enfrentamento ao racismo ambiental. Ao mesmo tempo, a necessidade de resistência cotidiana por parte de quem vive nesses territórios expõe a existência do racismo ambiental.
Título do Evento
II SEMINÁRIO INTERNO DE PESQUISAS GEOCORPO
Cidade do Evento
Rio de Janeiro
Título dos Anais do Evento
Anais do Seminário Interno de Pesquisas GeoCorpo
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

CASIMIRO, Pammella; MENDES, Daniel Pires; FERREIRA, Kim Tiba. ENTRE QUADRAS E QUINTAIS: PRÁTICAS, MEMÓRIAS E VIVÊNCIAS NO/DO CORPO-TERRITÓRIO.. In: Anais do Seminário Interno de Pesquisas GeoCorpo. Anais...Rio de Janeiro(RJ) UERJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/ii-seminario-interno-pesquisas-geocorpo/1436269-ENTRE-QUADRAS-E-QUINTAIS--PRATICAS-MEMORIAS-E-VIVENCIAS-NODO-CORPO-TERRITORIO. Acesso em: 04/07/2026

Trabalho

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