POSSIBILIDADES E LIMITES DO CORPO NEGRO NAS ESCREVIVÊNCIAS ACADÊMICAS: DES E RE-TERRITORIALIZAÇÕES PELO AFETO

Publicado em 30/04/2026 - ISBN: 978-65-272-2360-3

Título do Trabalho
POSSIBILIDADES E LIMITES DO CORPO NEGRO NAS ESCREVIVÊNCIAS ACADÊMICAS: DES E RE-TERRITORIALIZAÇÕES PELO AFETO
Autores
  • Camila Reis Tomaz
  • Pammella Casimiro
Modalidade
Resumo
Área temática
GT1 - Perspectivas afrodiaspóricas e/ou decoloniais
Data de Publicação
30/04/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/ii-seminario-interno-pesquisas-geocorpo/1433719-possibilidades-e-limites-do-corpo-negro-nas-escrevivencias-academicas--des-e-re-territorializacoes-pelo-afeto
ISBN
978-65-272-2360-3
Palavras-Chave
Escrevivências; Masculinidades Negras, Corpo-Território, Afeto, Negritude.
Resumo
As escrevivências de Dona Conceição Evaristo, mencionadas em sua dissertação e continuamente revisitadas pela intelectual negra e idosa, alcançam a população preta que chega à academia como um abraço de vó. Tal qual metodologias eugenistas, como as profundamente atravessadas por indicadores racistas, alcançam os mesmos pesquisadores como uma bala. Em território epistemológico, as retomadas têm sido violentas a nível emocional e social, visto que cada vez mais acadêmicos negros precisam defender suas metodologias de sobrevivência com linguagens que a branquitude aceite, valide e por vezes, até mesmo celebre e se aproprie. As Escrevivências continuam sendo território epistemológico preto. Entretanto, parece haver um recorte de gênero nas fronteiras da permissão de seu uso, recortando também, a união preta nessas lutas, deixando ainda de incentivar a retomada do afeto como linguagem aos meninos e homens pretos que ainda não o fazem. Em uma busca realizada no Portal Periódicos Capes por “Escrevivências”, sem filtros, resultam 116 produções nacionais e 35 internacionais. O aprofundamento e a discussão sobre a origem destas produções internacionais ficaram para um próximo trabalho. Dos 151 resultados encontrados, 69 foram revisados por pares e seguiram para a próxima filtragem. Destes, com acesso aberto, escrito em português e publicado em âmbito nacional, 48 artigos foram tabelados para análise. O portal os dividiu, por áreas, destacando-se o resultado de um trabalho encontrado em Ciências Exatas e da Terra! Em 17 trabalhos a co-autoria foi masculina, três trabalhos tiveram por autores homens negros, um deles com co-autoria também masculina e o outro com co-autoria feminina. Apenas um trabalho teve autoria indígena autodeclarada, este também com co-autoria masculina. Dos trabalhos lidos, um tinha como temática as próprias escritas, uma defesa das masculinidades negras não hegemônicas e resistentes ao padrão de humanidade imposto pela branquitude em diálogo com uma produção audiovisual. Um trabalho utilizou a metodologia como escuta a mulheres negras quilombolas e outro apresentou a cultura coletiva preta urbana do rap como espaço e produção dessas poéticas de resistência comum(/nitária). O trabalho de autoria indígena, trouxe resistências e impedimento a silenciamentos em poéticas Guaranis do sul do Mato Grosso do Sul. Um trabalho, sobre a população trans, também se debruçou sobre suas poéticas. Destaca-se o uso do conceito nos trabalhos lidos, sendo todos voltados ao cuidado de coletivos, reverberantes de mais vozes que apenas a da autoria e sensíveis às questões dos povos escravizados e secularmente violentados. Em uma apresentação na rede pública de ensino de Porto Alegre (RS), o menino, preto, Vitor Severo da Silva, definiu as Escrevivências como “a escrita de Nós”, definição mantida e perpetuada pela mais velha. Ainda assim, nas experiências vividas pelas autoras que motivaram esta investigação, pareceu limitada a corporeidade negra nesse nós, cabendo ao homem apenas ser descrito. Contudo, os resultados apresentaram que o homem negro hoje pode querer falar sobre o nós que não exclui ou sobrepõe, incluindo nisso o incentivo à vozes de mulheres pretas quilombolas serem ouvidas, fazendo com que as escrevivências sejam ainda caminhos de mulheres negras externas à academia.
Título do Evento
II SEMINÁRIO INTERNO DE PESQUISAS GEOCORPO
Cidade do Evento
Rio de Janeiro
Título dos Anais do Evento
Anais do Seminário Interno de Pesquisas GeoCorpo
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

TOMAZ, Camila Reis; CASIMIRO, Pammella. POSSIBILIDADES E LIMITES DO CORPO NEGRO NAS ESCREVIVÊNCIAS ACADÊMICAS: DES E RE-TERRITORIALIZAÇÕES PELO AFETO.. In: Anais do Seminário Interno de Pesquisas GeoCorpo. Anais...Rio de Janeiro(RJ) UERJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/ii-seminario-interno-pesquisas-geocorpo/1433719-POSSIBILIDADES-E-LIMITES-DO-CORPO-NEGRO-NAS-ESCREVIVENCIAS-ACADEMICAS--DES-E-RE-TERRITORIALIZACOES-PELO-AFETO. Acesso em: 21/06/2026

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