CORPO CABOCLO-RIBEIRINHO E SABERES ANCESTRAIS: PERSPECTIVAS DECOLONIAIS NA AMAZÔNIA DE NHAMUNDÁ-AM

Publicado em 30/04/2026 - ISBN: 978-65-272-2360-3

Título do Trabalho
CORPO CABOCLO-RIBEIRINHO E SABERES ANCESTRAIS: PERSPECTIVAS DECOLONIAIS NA AMAZÔNIA DE NHAMUNDÁ-AM
Autores
  • Ricardo Rodrigues Malta
Modalidade
Resumo
Área temática
GT1 - Perspectivas afrodiaspóricas e/ou decoloniais
Data de Publicação
30/04/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/ii-seminario-interno-pesquisas-geocorpo/1429197-corpo-caboclo-ribeirinho-e-saberes-ancestrais--perspectivas-decoloniais-na-amazonia-de-nhamunda-am
ISBN
978-65-272-2360-3
Palavras-Chave
corpo-território; saberes ancestrais; decolonialidade; caboclos-ribeirinhos; Geografia Social
Resumo
Este trabalho apresenta resultados preliminares da pesquisa de campo realizada nos meses de julho e agosto de 2025, em Nhamundá, município do estado do Amazonas, vinculada ao estágio pós-doutoral no Programa de Pós-Graduação em Geografia da UERJ. A investigação tem como objetivo documentar e valorizar os saberes ancestrais das populações caboclas-ribeirinhas, destacando práticas culturais e espirituais que revelam a íntima relação entre corpo, natureza e encantados. Narrativas transmitidas pela oralidade por benzedeiras, curandeiros e moradores antigos mostram o corpo ribeirinho como território vivido, memória coletiva e mediação com a floresta e os rios. Ao trazer essas histórias para o campo da Geografia Social, a pesquisa adota uma perspectiva decolonial, desafiando a racionalidade moderna que reduz os mitos a “não verdade” e reconhecendo que os saberes caboclos-ribeirinhos constituem epistemologias próprias, comparáveis em densidade às cosmologias clássicas. Os encantados e visagens são compreendidos como fundamentos de uma filosofia da vida e da natureza, sobrevivendo como resistência secular contra o imperialismo e a ganância econômica do Ocidente. Nesse sentido, pensar o corpo caboclo-ribeirinho é pensar o corpo-território, espaço de inscrição de práticas sociais e culturais, mas também de resistência frente às narrativas coloniais, reconhecendo que o território não é apenas material, mas simbólico, e que nele se inscrevem relações de poder, espiritualidade e memória. A pesquisa dialoga ainda com perspectivas contemporâneas da ecologia decolonial, que denuncia o racismo ambiental e valoriza modos de vida sustentáveis das populações tradicionais. Ao enfatizar os laços sociais e espirituais que sustentam a cultura cabocla-ribeirinha, reafirma-se que a investigação não é apenas documentação acadêmica, mas também gesto político de reconhecimento. É nesse entrelaçamento de corpo, território e saberes que se encontra a potência da indisciplinaridade e da decolonialidade.
Título do Evento
II SEMINÁRIO INTERNO DE PESQUISAS GEOCORPO
Cidade do Evento
Rio de Janeiro
Título dos Anais do Evento
Anais do Seminário Interno de Pesquisas GeoCorpo
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

MALTA, Ricardo Rodrigues. CORPO CABOCLO-RIBEIRINHO E SABERES ANCESTRAIS: PERSPECTIVAS DECOLONIAIS NA AMAZÔNIA DE NHAMUNDÁ-AM.. In: Anais do Seminário Interno de Pesquisas GeoCorpo. Anais...Rio de Janeiro(RJ) UERJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/ii-seminario-interno-pesquisas-geocorpo/1429197-CORPO-CABOCLO-RIBEIRINHO-E-SABERES-ANCESTRAIS--PERSPECTIVAS-DECOLONIAIS-NA-AMAZONIA-DE-NHAMUNDA-AM. Acesso em: 21/06/2026

Trabalho

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