CIBERESPAÇO COMO TERRITÓRIO IDEOLÓGICO: A MILITÂNCIA CONSERVADORA FEMININA NAS REDES SOCIAIS

Publicado em 30/04/2026 - ISBN: 978-65-272-2360-3

Título do Trabalho
CIBERESPAÇO COMO TERRITÓRIO IDEOLÓGICO: A MILITÂNCIA CONSERVADORA FEMININA NAS REDES SOCIAIS
Autores
  • Victoria Vicente Rodrigues Lopes
Modalidade
Resumo
Área temática
GT2 - Cibercultura, gêneros e sexualidades
Data de Publicação
30/04/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/ii-seminario-interno-pesquisas-geocorpo/1428897-ciberespaco-como-territorio-ideologico--a-militancia-conservadora-feminina-nas-redes-sociais
ISBN
978-65-272-2360-3
Palavras-Chave
Ciberespaço; Conservadorismo; Fundamentalismo Religioso; Gênero.
Resumo
O ciberespaço pode ser compreendido como uma dimensão da realidade concreta, resultante do avanço técnico-científico-informacional observado no final do século XX. Marcado pela intensificação da Modernidade, ou Hipermodernidade, e pela comunicação instantânea, tornou-se um espaço privilegiado para a circulação de ideias e crenças, incluindo a difusão de discursos de caráter fundamentalista religioso. Nesse cenário, emergiu em 2018 o movimento “Mulheres com Bolsonaro – MCB”, em oposição ao coletivo “Mulheres Unidas contra Bolsonaro – MUCB” (#EleNão). A presente pesquisa busca desenvolver uma reflexão teórica, sob a ótica da Geografia, acerca do ciberespaço, tendo como objetivo central analisar as publicações e compreender a atuação politizada, bem como as principais pautas de discussão do grupo “Mulheres com Bolsonaro” nas redes sociais. A metodologia adotada fundamenta-se em uma abordagem qualitativa, incluindo revisão bibliográfica sobre o conceito de ciberespaço. Para acessar o grupo privado do Facebook “Mulheres com Bolsonaro (OFICIAL)”, foi necessário criar um perfil fictício. Os procedimentos metodológicos envolveram a análise das regras de funcionamento, das pautas de debate e dos perfis das administradoras e moderadoras. Constatou-se que o grupo MCB apoia pautas conservadoras, como a defesa da família tradicional, e promove discursos antifeministas sustentados por ideologias religiosas fundamentalistas, que restringem direitos das mulheres e reforçam sua submissão. As administradoras e moderadoras identificadas são, em sua maioria, mulheres brancas, evangélicas, mães e residentes de grandes metrópoles, propagando narrativas de ódio, antidemocráticas e nostálgicas da ditadura militar. Trata-se, portanto, de um ciberespaço controlado, no qual a crítica é interditada e apenas o apoio é permitido. Recentemente, o grupo alterou seu nome para “Receitas de Bolo Brasil Original” e foi arquivado no Facebook, em razão de temores de retaliação após os atos golpistas de 2023. Assim, conclui-se que o ciberespaço constitui um ambiente fértil para a consolidação de crenças e para a participação política de mulheres conservadoras, reproduzindo dinâmicas de silenciamento e submissão presentes na realidade social.
Título do Evento
II SEMINÁRIO INTERNO DE PESQUISAS GEOCORPO
Cidade do Evento
Rio de Janeiro
Título dos Anais do Evento
Anais do Seminário Interno de Pesquisas GeoCorpo
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

LOPES, Victoria Vicente Rodrigues. CIBERESPAÇO COMO TERRITÓRIO IDEOLÓGICO: A MILITÂNCIA CONSERVADORA FEMININA NAS REDES SOCIAIS.. In: Anais do Seminário Interno de Pesquisas GeoCorpo. Anais...Rio de Janeiro(RJ) UERJ, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/ii-seminario-interno-pesquisas-geocorpo/1428897-CIBERESPACO-COMO-TERRITORIO-IDEOLOGICO--A-MILITANCIA-CONSERVADORA-FEMININA-NAS-REDES-SOCIAIS. Acesso em: 21/06/2026

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