ENTRE TENSÕES FEDERATIVAS E DESIGUALDADES REGIONAIS: O PROCESSO DE REGULAÇÃO EM SAÚDE NA REDE DE ATENÇÃO ONCOLÓGICA DA REGIÃO METROPOLITANA II DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

Publicado em 15/04/2026 - ISBN: 978-65-272-2328-3

Título do Trabalho
ENTRE TENSÕES FEDERATIVAS E DESIGUALDADES REGIONAIS: O PROCESSO DE REGULAÇÃO EM SAÚDE NA REDE DE ATENÇÃO ONCOLÓGICA DA REGIÃO METROPOLITANA II DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Autores
  • Debora Louzada Carvalho
Modalidade
Roda de Conversa
Área temática
Avaliação em Saúde
Data de Publicação
15/04/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/ii-seminario-internacional-avaliacao-politicas-publicas-saude/1363512-entre-tensoes-federativas-e-desigualdades-regionais--o-processo-de-regulacao-em-saude-na-rede-de-atencao-oncolog
ISBN
978-65-272-2328-3
Palavras-Chave
Regionalização em saúde, avaliação de políticas públicas
Resumo
O estudo analisa o processo de regulação em saúde na Rede de Atenção Oncológica (RAO) da Região Metropolitana II do Estado do Rio de Janeiro, considerando os desafios estruturais e sociopolíticos que permeiam o acesso aos serviços especializados. Fundamentado na tese de Carvalho (2024), investiga-se a dinâmica da regulação sob a coordenação da Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) e as interações entre os entes federativos e os prestadores privados que integram o sistema de atenção oncológica. O texto insere-se no contexto de consolidação da Política Nacional de Atenção Oncológica (Lei nº 14.758/2023) e da estruturação do Sistema Estadual de Regulação de Vagas do estado como instrumento técnico-administrativo. A escolha da Região Metropolitana II justifica-se por sua configuração territorial heterogênea e pela dependência estrutural em relação à capital. A pesquisa articula dimensões analíticas e políticas, evidenciando que a regulação em saúde constitui um campo de mediação entre a norma, a estrutura e as práticas cotidianas de poder e decisão no SUS. INTRODUÇÃO (400 palavras) A regulação em saúde é uma das funções estratégicas do Sistema Único de Saúde (SUS), concebida para assegurar o acesso equitativo, integral e ordenado aos serviços de saúde. Na atenção oncológica, essa função assume papel central, dada a alta complexidade dos procedimentos e o tempo crítico entre o diagnóstico e o início do tratamento. No Estado do Rio de Janeiro, o processo regulatório reflete as particularidades da estrutura federativa e as desigualdades regionais que caracterizam o SUS. Desde o início dos anos 2000, o estado passou a organizar sua rede em duas grandes regiões metropolitanas: a Região Metropolitana I, centrada na capital, e a Região Metropolitana II, composta por Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Maricá, Rio Bonito, Silva Jardim e Tanguá. Essa reconfiguração buscou fortalecer a gestão compartilhada e descentralizar a oferta de serviços de média e alta complexidade, respondendo às diretrizes nacionais de regionalização. A Região Metropolitana II foi escolhida como recorte analítico por sua posição estratégica e paradoxal: próxima da capital, mas marcada por escassez de recursos, fragilidade institucional e dependência estrutural da oferta concentrada na RM I. Conforme a tese de Carvalho (2024), essa região sintetiza as contradições do processo de regionalização e oferece um cenário privilegiado para compreender os limites e as potencialidades da regulação na atenção oncológica, especialmente na linha de cuidado do câncer de colo de útero. A Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) coordena o processo regulatório estadual, integrando fluxos municipais por meio do Sistema Estadual de Regulação de Vagas. Entretanto, este estudo não se debruça sobre o funcionamento operacional desse sistema, mas sobre o processo político e técnico de regulação, isto é, sobre a forma como decisões, fluxos e prioridades são estruturados em meio às desigualdades territoriais. Esses prestadores, embora essenciais para suprir lacunas assistenciais, introduzem tensões ao operarem segundo racionalidades distintas — predominantemente financeiras e gerenciais — que alinham aos princípios da universalidade e da equidade. Assim, regulação em saúde configura-se como campo híbrido e dinâmico, onde coexistem normas, estruturas e práticas que expressam disputas entre políticas divergentes.
Título do Evento
II Seminário Internacional de Avaliação em Políticas Públicas em Saúde: Contribuições da Ciência da Implementação
Cidade do Evento
São Paulo
Título dos Anais do Evento
Anais do II Seminário Internacional de Avaliação de Políticas Públicas de Saúde: Contribuições da Ciência da Implementação
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

CARVALHO, Debora Louzada. ENTRE TENSÕES FEDERATIVAS E DESIGUALDADES REGIONAIS: O PROCESSO DE REGULAÇÃO EM SAÚDE NA REDE DE ATENÇÃO ONCOLÓGICA DA REGIÃO METROPOLITANA II DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO.. In: Anais do II Seminário Internacional de Avaliação de Políticas Públicas de Saúde: Contribuições da Ciência da Implementação. Anais...Sao Paulo(SP) FSP USP, 2. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/ii-seminario-internacional-avaliacao-politicas-publicas-saude/1363512-ENTRE-TENSOES-FEDERATIVAS-E-DESIGUALDADES-REGIONAIS--O-PROCESSO-DE-REGULACAO-EM-SAUDE-NA-REDE-DE-ATENCAO-ONCOLOG. Acesso em: 14/06/2026

Trabalho

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