SOBREVIVÊNCIA INESPERADA À SEPSE BACTERIANA PÓS-TRANSPLANTE HEPÁTICO EM PACIENTE SEM IMUNOSSUPRESSÃO: RELATO DE CASO

Publicado em 29/04/2026 - ISBN: 978-65-272-2355-9

Título do Trabalho
SOBREVIVÊNCIA INESPERADA À SEPSE BACTERIANA PÓS-TRANSPLANTE HEPÁTICO EM PACIENTE SEM IMUNOSSUPRESSÃO: RELATO DE CASO
Autores
  • Islanna dos Santos Lima
  • Matheus Targino da Silva
  • Willian Rodrigues Ribeiro
  • Anderson Cauê Sales Amorim
  • Maria Clara Morais Ribeiro
  • José Natallos Casseano De Sousa
  • Nicollas Everton Alencar Lacerda
  • Jonas Melo freire filho
Modalidade
Resumo
Área temática
06: INFECÇÃO
Data de Publicação
29/04/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/ii-nordeste-transplantes/1451244-sobrevivencia-inesperada-a-sepse-bacteriana-pos-transplante-hepatico-em-paciente-sem-imunossupressao--relato-de-
ISBN
978-65-272-2355-9
Palavras-Chave
Transplante Hepático. Sepse. Imunossupressores. Klebsiella pneumoniae.
Resumo
INTRODUÇÃO: Infecções bacterianas são as principais causas de morbimortalidade em receptores de transplante hepático. O manejo torna-se mais complexo diante de bactérias multirresistentes (MDR) e falhas na adesão à terapia imunossupressora, os quais elevam o risco de choque séptico e falência múltipla de órgãos. OBJETIVO: Relatar caso de sepse bacteriana grave por bactéria multirresistente em paciente submetida a transplante hepático sem uso de imunossupressão. RELATO DE CASO: Mulher, 41 anos, com histórico de diabetes, hipertensão e ex-tabagismo, passou por transplante de fígado há nove meses devido à cirrose criptogênica descompensada. Interrompeu a imunossupressão por intolerância aos medicamentos. Foi admitida apresentando febre, confusão mental, hipotensão, hiperglicemia, oligúria e dor abdominal. Sua condição evoluiu para choque séptico com acidose metabólica severa, lactato elevado: 6,8 mmol/L, insuficiência renal aguda, distúrbios coagulativos e disfunção cardíaca. Tomografia sugeriu colangite acompanhada de microabscesso no enxerto hepático. Preciso de ventilação mecânica, administração de noradrenalina, diálise contínua e antibioticoterapia ampla. Culturas evidenciaram Klebsiella pneumoniae KPC multirresistente de origem biliar. Após cuidados intensivos e reintrodução cuidadosa da imunossupressão, ela apresentou melhora hemodinâmica, renal e respiratória. Foi extubada após 14 dias e recebeu alta hospitalar com o enxerto funcionando normalmente, representando uma recuperação inesperada. CONCLUSÃO: A reação inflamatória contra o enxerto, decorrente da intolerância aos medicamentos imunossupressores, somados a uma infecção por MDR comprometem o sistema imune rapidamente, fazendo-se necessário um acompanhamento intensivo do paciente para tentar reverter o quadro.
Título do Evento
II Nordeste Transplantes
Cidade do Evento
João Pessoa
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso Nordeste Transplantes
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

LIMA, Islanna dos Santos et al.. SOBREVIVÊNCIA INESPERADA À SEPSE BACTERIANA PÓS-TRANSPLANTE HEPÁTICO EM PACIENTE SEM IMUNOSSUPRESSÃO: RELATO DE CASO.. In: Anais do Congresso Nordeste Transplantes. Anais...João Pessoa(PB) Centro de Convenções de João Pessoa, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/ii-nordeste-transplantes/1451244-SOBREVIVENCIA-INESPERADA-A-SEPSE-BACTERIANA-POS-TRANSPLANTE-HEPATICO-EM-PACIENTE-SEM-IMUNOSSUPRESSAO--RELATO-DE-. Acesso em: 16/07/2026

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