VARIAÇÃO TEMPORAL DA DOAÇÃO PEDIÁTRICA DE ÓRGÃOS NO NORDESTE BRASILEIRO 2019-2024

Publicado em 29/04/2026 - ISBN: 978-65-272-2355-9

Título do Trabalho
VARIAÇÃO TEMPORAL DA DOAÇÃO PEDIÁTRICA DE ÓRGÃOS NO NORDESTE BRASILEIRO 2019-2024
Autores
  • Iasmim LIndolfo Gonçalves
  • Fernanda Gondim Gomes de Vasconcelos
  • Raissa Nóbrega Cordeiro
  • Jamilly Hayane De Souza Oliveira
  • Geyson Maik Tiburtino de Carvalho
  • Gabriel Moreira
  • Calos Emanoel Da Silva Gomes
  • Cássio Virgílio Cavalcante de Oliveira
Modalidade
Resumo
Área temática
10: DOAÇÃO DE ÓRGÃOS E TECIDOS
Data de Publicação
29/04/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/ii-nordeste-transplantes/1451212-variacao-temporal-da-doacao-pediatrica-de-orgaos-no-nordeste-brasileiro-2019-2024
ISBN
978-65-272-2355-9
Palavras-Chave
Pediatria. Grupos Etários. Doadores de Tecidos. Epidemiologia.
Resumo
INTRODUÇÃO: A doação de órgãos pediátricos no Nordeste apresenta obstáculos multifatoriais. Evidenciando a necessidade de analisar o comportamento das notificações ao longo dos anos. OBJETIVO: Analisar a variação temporal de doadores pediátricos (0-17 anos) no Nordeste brasileiro, identificando disparidades regionais e de faixa etária. METODOLOGIA: Estudo epidemiológico com dados do Registro Brasileiro de Transplantes dos anos de 2019 a 2024. Analisou-se a frequência de doadores pediátricos por estado e faixa etária. RESULTADOS: Entre 2019 e 2024, a doação pediátrica no Nordeste apresentou instabilidade. De 63 doadores em 2019, houve queda de 33,3% em 2020 (42), atingindo o piso em 2022 (38). Em 2023 ocorreu uma recuperação (61), em contrapartida em 2024 (43) reforçou a fragilidade do sistema. A análise por faixa etária revela uma desproporcionalidade onde no grupo de 11 a 17 anos houve 186 doadores (64,5%), enquanto a faixa neonatal e infantil (= 5 anos) somou 64 casos (22,2%). Esta disparidade evidencia uma lacuna e sugere dificuldades na doação em neonatos e na primeira infância. Do ponto de vista geográfico, Ceará (106 doações) e Pernambuco (74 doações) foram os principais polos, sendo responsáveis por 62,5% de todas as doações efetivadas na região. Já Piauí e Maranhão apresentaram vazios assistenciais, com o Piauí registrando zero doações em quatro dos seis anos analisados. CONCLUSÃO: A variação temporal revela uma dependência de polos e uma estagnação do quantitativo de doadores. A discrepância entre as faixas etárias confirma que o gargalo não é apenas a falta de doadores, mas a subnotificação. É urgente a estruturação das Organizações de Procura de Órgãos para elevar as taxas de doação e atender à real demanda da doação pediátrica.
Título do Evento
II Nordeste Transplantes
Cidade do Evento
João Pessoa
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso Nordeste Transplantes
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

GONÇALVES, Iasmim LIndolfo et al.. VARIAÇÃO TEMPORAL DA DOAÇÃO PEDIÁTRICA DE ÓRGÃOS NO NORDESTE BRASILEIRO 2019-2024.. In: Anais do Congresso Nordeste Transplantes. Anais...João Pessoa(PB) Centro de Convenções de João Pessoa, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/ii-nordeste-transplantes/1451212-VARIACAO-TEMPORAL-DA-DOACAO-PEDIATRICA-DE-ORGAOS-NO-NORDESTE-BRASILEIRO-2019-2024. Acesso em: 16/07/2026

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