INFECÇÕES BACTERIANAS MULTIRRESISTENTES EM RECEPTORES DE TRANSPLANTE HEPÁTICO: IMPACTO NA MORTALIDADE

Publicado em 29/04/2026 - ISBN: 978-65-272-2355-9

Título do Trabalho
INFECÇÕES BACTERIANAS MULTIRRESISTENTES EM RECEPTORES DE TRANSPLANTE HEPÁTICO: IMPACTO NA MORTALIDADE
Autores
  • Maria Eduarda Coura Borges Behling
  • Emilly Vitória Soares Mendonça
  • Sofia Fernandes Coriolano Araujo
  • Juliana Arôxa Pereira Barbosa
Modalidade
Resumo
Área temática
06: INFECÇÃO
Data de Publicação
29/04/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/ii-nordeste-transplantes/1451029-infeccoes-bacterianas-multirresistentes-em-receptores-de-transplante-hepatico--impacto-na-mortalidade
ISBN
978-65-272-2355-9
Palavras-Chave
Infecções Bacterianas, Resistência a Múltiplos Medicamentos, Transplante de Fígado, Mortalidade.
Resumo
INTRODUÇÃO: Multirresistência (MDR) é a não suscetibilidade a pelo menos um fármaco em 3 ou mais classes de antibióticos, sendo fator de morbimortalidade em pacientes infectados após transplante hepático (TH). OBJETIVO: Analisar o impacto das infecções por bactérias MDR na mortalidade de receptores de TH. METODOLOGIA: Revisão integrativa da literatura nas bases Google Acadêmico, SciELO e PubMed, em português, inglês e espanhol, de 2021 a 2025, utilizando os descritores “bactérias multirresistentes”, “transplante hepático” e “mortalidade”. RESULTADOS: As infecções bacterianas MDR pós-TH acometem sobretudo trato urinário, corrente sanguínea, foco intra-abdominal/biliar, pulmões e sítio cirúrgico. Predominam bacilos Gram-negativos MDR, incluindo enterobactérias produtoras de beta-lactamases de espectro estendido, enterobactérias resistentes aos carbapenêmicos (Escherichia coli e Klebsiella pneumoniae) e não fermentadores resistentes a carbapenêmicos, embora Enterococcus faecium tenha sido isolado com frequência em alguns centros. O início infeccioso pode ser precoce (mediana de 11 dias). Dentre os fatores de risco, destacam-se colonização pré-transplante por MDR, antibiótico prévio, hospitalização recente e prolongada (90 dias pré-TH, especialmente em UTI), maior gravidade clínica do receptor (MELD elevado) e infecção derivada do doador. A presença de MDR relaciona-se à menor sobrevida e maior mortalidade, podendo atuar como preditor independente (até 8,11 vezes) e com risco até 5 vezes maior que infecções não MDR. CONCLUSÃO: Infecções bacterianas MDR pós-TH são frequentes e associadas a prognóstico desfavorável. Vigilância de colonização, avaliação de risco pré-TH e antibioticoterapia orientada por perfil local e risco individual são essenciais para reduzir a mortalidade.
Título do Evento
II Nordeste Transplantes
Cidade do Evento
João Pessoa
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso Nordeste Transplantes
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

BEHLING, Maria Eduarda Coura Borges et al.. INFECÇÕES BACTERIANAS MULTIRRESISTENTES EM RECEPTORES DE TRANSPLANTE HEPÁTICO: IMPACTO NA MORTALIDADE.. In: Anais do Congresso Nordeste Transplantes. Anais...João Pessoa(PB) Centro de Convenções de João Pessoa, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/ii-nordeste-transplantes/1451029-INFECCOES-BACTERIANAS-MULTIRRESISTENTES-EM-RECEPTORES-DE-TRANSPLANTE-HEPATICO--IMPACTO-NA-MORTALIDADE. Acesso em: 16/07/2026

Trabalho

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