PREVENÇÃO DA MORTALIDADE MATERNA E NEONATAL: O PAPEL ESSENCIAL DA ENFERMAGEM

Publicado em 01/10/2025 - ISBN: 978-65-272-1716-9

Título do Trabalho
PREVENÇÃO DA MORTALIDADE MATERNA E NEONATAL: O PAPEL ESSENCIAL DA ENFERMAGEM
Autores
  • Gabriele Benchimol Moreira
  • Carla Martins Brabo
  • SILVIA CRISTINA SANTOS DA SILVA
Modalidade
Resumo Expandido
Área temática
Enfermagem Obstétrica e Neonatal fazendo a diferença no cenário nacional e amazônico, experiências exitosas na assistência ao parto, nascimento.
Data de Publicação
01/10/2025
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/ii-congresso-regional-enfermagem-obstetrica-neonatal/1085598-prevencao-da-mortalidade-materna-e-neonatal--o-papel-essencial-da-enfermagem
ISBN
978-65-272-1716-9
Palavras-Chave
Mortalidade materna, Mortalidade neonatal, Cuidados de enfermagem.
Resumo
O nascimento de um bebê deve ser um momento de alegria, mas para muitas famílias ele se transforma em uma tragédia. Todos os dias, mulheres perdem a vida devido a complicações na gestação, no parto ou no pós-parto, e bebês não chegam nem a vivenciar momentos essenciais como o contato pele a pele. São histórias interrompidas precocemente, muitas vezes por falta de acesso a um atendimento adequado e humanizado, que é resultado muitas vezes da falta de capacitação da equipe de enfermagem e também da falta ao acesso aos bens de serviços essenciais (Fernades; Silva, 2023). Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS, 2022), cerca de 287 mil mulheres morreram em 2020 por complicações associadas à gestação e ao parto, sendo que 95% desses casos ocorreram em países de baixa e média renda. Além disso, cerca de 2,4 milhões de recém-nascidos vão a óbito anualmente, a maioria nas primeiras 24 horas de vida, período em que os cuidados são determinantes para a sua sobrevivência. Esses números não são apenas estatísticos, são vidas que poderiam ter sido salvas com intervenções simples e eficazes, como os cuidados essenciais de enfermagem (OMS, 2022). A classe de enfermagem desempenha um papel essencial nos desfechos dessas histórias. Os enfermeiros são muitas vezes os primeiros, e, em alguns casos, os únicos profissionais a oferecerem assistência às gestantes e aos recém-nascidos. Desde o pré-natal até os primeiros minutos e horas de vida do bebê, os cuidados de enfermagem prestados podem ser a diferença entre a vida e a morte. O acompanhamento contínuo, como a observação dos sinais de risco, a humanização do parto e os cuidados neonatais imediatos são atitudes que salvam vidas todos os dias, principalmente nesse momento tão delicado (Silva; Souza, 2023). Esta pesquisa tem como objetivo analisar como a enfermagem pode contribuir para a redução da mortalidade materno infantil, especialmente em populações de vulnerabilidade, como as ribeirinhas da Amazônia. Para isso, busca-se identificar as principais estratégias adotadas pela enfermagem na prevenção de complicações gestacionais, na promoção da saúde materno infantil e na oferta de um atendimento mais seguro e humanizado (Lima; Slauta, 2022). A pesquisa também pretende destacar a importância do pré-natal qualificado e da assistência durante o parto, evidenciando o impacto dessas ações na redução dos índices de mortalidade (Medeiros; Costa, 2022). OBJETIVO: O presente estudo tem como objetivo analisar como a enfermagem contribui para a redução da mortalidade materna e neonatal, destacando estratégias que promovam um atendimento qualificado, seguro e humanizado. Além disso, busca-se evidenciar a importância da assistência pré-natal, do acompanhamento contínuo da gestante e dos cuidados neonatais imediatos para a redução desses índices de mortalidade. MÉTODO: Este estudo foi feito por meio de uma revisão integrativa da literatura, abordagem que se torna essencial para a compreensão e análise do conhecimento disponível sobre a atuação da enfermagem na redução da mortalidade materna e neonatal. Esse método permite reunir diferentes evidências científicas, avaliar sua relevância e, assim, construir um panorama sólido e atualizado sobre a temática escolhida. A escolha de apenas cinco artigos se justifica pela necessidade de uma análise detalhada e comparativa, evitando a inclusão excessiva de publicações que poderiam comprometer a objetividade do estudo. Esse número foi suficiente para sustentar a pesquisa com embasamento sólido, mantendo um equilíbrio entre diversidade de fontes e profundidade na discussão. As estratégias de busca na pesquisa foram realizadas nas bases de dados mais reconhecidas na área da saúde, como SciELO (Scientific Electronic Library Online), Google Acadêmico e OMS, garantindo que as informações utilizadas fossem de fontes confiáveis. Para filtrar os resultados e selecionar apenas os estudos mais relevantes, foram utilizados os descritores: mortalidade materna, mortalidade neonatal, cuidados de enfermagem e prevenção, seguindo os padrões do DeCS (Descritores em Ciências da Saúde). Foram selecionados dois artigos da SciELO, dois do Google acadêmico e um da OMS, para complementar a análise. Foram selecionados cinco artigos, considerando os publicados entre 2020 e 2025, garantindo que as informações analisadas estivessem organizadas e de acordo com as práticas mais recentes da área. Como critério de inclusão, foram selecionados estudos disponíveis em português e que abordassem diretamente a atuação da enfermagem na redução da mortalidade materna e neonatal. Foram incluídos artigos que atendessem aos seguintes critérios: Estudos que analisassem intervenções de enfermagem na assistência materno infantil; Pesquisas baseadas em evidências científicas e práticas comprovadas; Artigos revisados por instituições acadêmicas. Para critério de exclusão, foram dispensados artigos que não abordavam especificamente a prática da enfermagem, com metodologia questionável ou que não apresentavam resultados claros. Após a seleção dos artigos, foram realizadas a leitura crítica, focando no perfil das gestantes e neonatos atendidos nas pesquisas analisadas, observadas as principais estratégias adotadas pela enfermagem na redução da mortalidade materna e neonatal e o impacto das intervenções na qualidade do atendimento. A análise dos dados seguiu uma abordagem qualitativa, comparando os achados das diferentes pesquisas e identificando padrões que pudessem contribuir para uma melhor compreensão do papel da enfermagem nesse contexto. RESULTADOS: Os estudos analisados evidenciaram que a enfermagem desempenha um papel essencial na assistência materno infantil e que suas intervenções são determinantes para a redução da mortalidade. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS, 2022, p. 12), “a assistência qualificada durante a gestação e o parto é um dos principais fatores que contribuem para a redução da mortalidade materno infantil”. Além disso, é essencial que políticas públicas sejam ampliadas para garantir que gestantes em situação de vulnerabilidade, como as ribeirinhas e aquelas que vivem em regiões remotas, tenham acesso a um atendimento de qualidade. De acordo com Silva e Souza (2023, p. 3), “o difícil acesso aos serviços de saúde nas áreas remotas compromete a qualidade do pré-natal, aumentando os riscos para mães e bebês”. Estes achados indicam que a enfermagem exerce um papel fundamental na prevenção da mortalidade materno infantil, sendo suas principais estratégias: educação em saúde, acompanhamento pré-natal contínuo e humanização do parto. Segundo a OMS (2022, p. 25), “a adoção de práticas humanizadas durante o parto pode reduzir em até 25% a mortalidade neonatal em bebês prematuros, além de melhorar a experiência materna”. Além disso, Fernandes e Silva (2023) destacam que “o fortalecimento do pré-natal com acompanhamento de enfermagem qualificada contribui para a redução das complicações obstétricas e neonatais”. De acordo com Fernandes e Silva (2023), gestantes que receberam acompanhamento contínuo da enfermagem tiveram um risco 30% menor de complicações obstétricas, levando em consideração também as políticas públicas que, quando utilizadas adequadamente em prol desse público, ampliam o acesso aos serviços de enfermagem obstétrica, impactando positivamente na redução dos índices de mortalidade materno-infantil. Lima e Slauta (2022, p. 4) ressaltam que: “O fortalecimento das políticas públicas voltadas à atenção primária, com ênfase na atuação do enfermeiro obstetra, tem mostrado resultados positivos na redução dos índices de mortalidade materna, especialmente em populações vulneráveis”. Aliado ao acompanhamento contínuo da enfermagem, destaca-se o papel do enfermeiro na educação em saúde, pois é um serviço essencial a essas mulheres que precisam ser orientadas sobre alimentação, sinais de alerta e a importância do parto assistido, sempre de forma clara e considerando sua realidade. Segundo Silva e Souza (2023, p. 5), “a educação em saúde promovida pela enfermagem é fundamental para o empoderamento das gestantes, permitindo que elas reconheçam precocemente sinais de risco e adotem práticas seguras para a gestação e o parto”. O pré-natal é um momento importante para a gestante, no qual ela recebe acompanhamento, orientações e suporte para a chegada do bebê. Durante esse período, a mulher tem a oportunidade de esclarecer dúvidas, monitorar sua saúde e se preparar para o parto. Como destacam Medeiros e Costa (2022, p. 5): “A presença de enfermeiros capacitados nas unidades básicas de saúde tem impacto direto na redução da mortalidade materna, pois possibilita um acompanhamento mais próximo e eficaz das gestantes, prevenindo complicações evitáveis”. Dessa forma, garantir o acesso a um pré-natal de qualidade, com assistência contínua da enfermagem e apoio das políticas públicas, é essencial para reduzir riscos e assegurar um parto seguro e humanizado. IMPLICAÇÕES PARA A ENFERMAGEM OBSTÉTRICA: A enfermagem tem um impacto significativo na redução da mortalidade materna e neonatal, especialmente por meio de estratégias preventivas, como a assistência pré-natal qualificada, o acompanhamento contínuo da gestante, a humanização do parto e a capacitação profissional. O fortalecimento do atendimento materno infantil, principalmente em regiões de difícil acesso, requer investimentos em políticas públicas que ampliem a presença da enfermagem nas comunidades mais vulneráveis. O uso de tecnologias, como a tele enfermagem, pode ser um diferencial para levar assistência qualificada a gestantes que enfrentam barreiras geográficas. Portanto, é fundamental que gestores de saúde e instituições acadêmicas invistam na formação e no aprimoramento contínuo dos enfermeiros, garantindo que esses profissionais estejam preparados para oferecer um atendimento seguro e eficaz. A valorização da enfermagem como peça-chave no cuidado materno infantil pode contribuir para a redução significativa dos índices de mortalidade materna e neonatal, garantindo que cada gestação seja vivida com segurança e dignidade.
Título do Evento
II Congresso Regional de Enfermagem Obstétrica e Neonatal
Cidade do Evento
Belém
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso Regional de Enfermagem Obstétrica e Neonatal
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

MOREIRA, Gabriele Benchimol; BRABO, Carla Martins; SILVA, SILVIA CRISTINA SANTOS DA. PREVENÇÃO DA MORTALIDADE MATERNA E NEONATAL: O PAPEL ESSENCIAL DA ENFERMAGEM.. In: Anais do Congresso Regional de Enfermagem Obstétrica e Neonatal. Anais...Belém(PA) UFPA, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/ii-congresso-regional-enfermagem-obstetrica-neonatal/1085598-PREVENCAO-DA-MORTALIDADE-MATERNA-E-NEONATAL--O-PAPEL-ESSENCIAL-DA-ENFERMAGEM. Acesso em: 06/06/2026

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