TRILHAS UNIVERSITÁRIAS: CAMINHOS COLETIVOS PELA SAÚDE MENTAL DOS ESTUDANTES

Publicado em 17/07/2025 - ISBN: 978-65-272-1576-9

Título do Trabalho
TRILHAS UNIVERSITÁRIAS: CAMINHOS COLETIVOS PELA SAÚDE MENTAL DOS ESTUDANTES
Autores
  • Carolina Corbeceiri dos Reis
  • Felipe Tavares
  • Ellen Dias de Oliveira
  • Letícia de Souza Andrade Maciel
  • Emily Galante de Sousa
  • Rayssa Eduarda Souza
  • Raquel de Loiola Costa
  • Michele Ribeiro Sgambato
  • Érika Fernandes Tritany
  • Karla Santa Cruz Coelho
  • Isabella Kingston
Modalidade
Projeto de Pesquisa ou Extensão
Área temática
Humanidades
Data de Publicação
17/07/2025
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/ii-congresso-integrado-humanidades-pesquisa-ensino-medico/1105849-trilhas-universitarias--caminhos-coletivos-pela-saude-mental-dos-estudantes
ISBN
978-65-272-1576-9
Palavras-Chave
Saúde Mental; Estudantes; Educação Médica; Natureza; Coletividade.
Resumo
Introdução: A saúde mental dos estudantes de medicina é uma preocupação global: 30% apresentam sintomas de depressão e 55% relatam ansiedade, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS, 2022). No Brasil, um estudo de Pacheco et al. (2017) evidenciou que a pressão acadêmica e a competitividade exacerbam esses índices. Nesse contexto, o projeto Trilhas UFRJ, criado em 2024 pelo estudante Luiz Felipe e outros cinco amigos, a comunidade de trilhas, atualmente com mais de mil participantes, propõe intervenções não medicamentosas, utilizando caminhadas em ambientes naturais do Rio de Janeiro para promover bem-estar e conexão entre discentes, além de organizar mutirões de limpeza, excursões culturais e ações sociais, tudo feito por e para estudantes, gratuitamente e coletivamente. Inicialmente restrito à UFRJ, o projeto expandiu-se para outras universidades, tornando-se um espaço de resistência coletiva à medicalização do sofrimento psíquico. Objetivos: Descrever a experiência no projeto Trilhas UFRJ; analisar seu impacto na saúde mental de participantes; e discutir a importância de iniciativas estudantis na re-humanização da formação médica. Métodos: Relato de experiência baseado na participação discente entre fevereiro/2024 e março/2024, utilizando observação participante em 3 trilhas; ademais, realizou-se uma revisão narrativa da literatura sobre saúde mental em medicina e benefícios do contato com a natureza (Bratman et al., 2015), além de dados da Associação Brasileira de Educação Médica (ABEM, 2023). Resultados/Discussão: O projeto organiza trilhas semanais em locais como Parque da Pedra Branca e Floresta da Tijuca, reunindo estudantes de diversas instituições e cursos, majoritariamente discentes da UFRJ. Três eixos destacaram-se na análise do trabalho, sendo a correlação entre saúde mental e natureza o primeiro deles. Nesse sentido, os participantes relataram redução de sintomas de ansiedade e estresse após as atividades, corroborando estudos que associam ambientes naturais à diminuição de cortisol (Bratman et al., 2015). Outrossim, em uma segunda perspectiva, a desconexão temporária da rotina acadêmica permitiu reflexões sobre autocuidado, muitas vezes negligenciado durante a graduação. Nesse contexto, é imprescindível abordar, também, o papel da coletividade como resistência, visto que a expansão para outras universidades ampliou trocas de experiências sobre desafios comuns, como síndrome de burnout e solidão. Como destacado por Freire (1996), espaços dialógicos fortalecem a criticidade e a ação coletiva frente a estruturas opressivas. Assim, a iniciativa conta, até mesmo, com apoio institucional, com a criação de uma disciplina curricular para validar as trilhas como carga horária de extensão, fazendo com que o grupo, materializado como referência para estudantes que não encontram acolhimento nos serviços tradicionais de saúde mental das universidades, fortaleça-se ainda mais. Conclusões: O Trilhas UFRJ demonstra que ações coletivas, baseadas em humanidades médicas e contato com a natureza, são estratégias viáveis para mitigar o sofrimento psíquico na graduação. A experiência reforçou a necessidade de repensar modelos de formação que naturalizam a exaustão como “ritual de passagem” (Dyrbye et al., 2014). Recomenda-se que instituições de ensino apoiem iniciativas similares, integrando-as a políticas de saúde mental e currículos, para romper ciclos de individualismo e promover cuidado integral.
Título do Evento
II Congresso Integrado Humanidades, Pesquisa e Ensino Médico
Cidade do Evento
Rio de Janeiro
Título dos Anais do Evento
Anais do II Congresso Integrado Humanidades, Pesquisa e Ensino Médico
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

REIS, Carolina Corbeceiri dos et al.. TRILHAS UNIVERSITÁRIAS: CAMINHOS COLETIVOS PELA SAÚDE MENTAL DOS ESTUDANTES.. In: Anais do II Congresso Integrado Humanidades, Pesquisa e Ensino Médico. Anais...Rio de Janeiro(RJ) Idomed Vista Carioca, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/ii-congresso-integrado-humanidades-pesquisa-ensino-medico/1105849-TRILHAS-UNIVERSITARIAS--CAMINHOS-COLETIVOS-PELA-SAUDE-MENTAL-DOS-ESTUDANTES. Acesso em: 02/06/2026

Trabalho

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