DESAFIOS DIAGNÓSTICOS E TERAPÊUTICOS DA COLECISTITE FALCIFORME EM PACIENTE PEDIÁTRICO: UM RELATO DE CASO

Publicado em 06/08/2025 - ISBN: 978-65-272-1519-6

DOI
10.29327/1645149.1145900  
Título do Trabalho
DESAFIOS DIAGNÓSTICOS E TERAPÊUTICOS DA COLECISTITE FALCIFORME EM PACIENTE PEDIÁTRICO: UM RELATO DE CASO
Autores
  • Amanda Gomes Borges
  • Ana Clara Nogueira Cezar
  • Dhara Louise Campos De Assis
  • ANDRÉ LUIZ DE OLIVEIRA
Modalidade
Relato de Caso
Área temática
CIRURGIA E ORTOPEDIA - Prevenção, acompanhamento e reabilitação de pacientes críticos
Data de Publicação
06/08/2025
País da Publicação
Brazil | Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/ii-congresso-clinico-cirurgico-do-triangulo-mineiro/1145900-desafios-diagnosticos-e-terapeuticos-da-colecistite-falciforme-em-paciente-pediatrico--um-relato-de-caso
ISBN
978-65-272-1519-6
Palavras-Chave
Anemia Falciforme, Colestase, Colecistite
Resumo
A Anemia Falciforme (AF) é uma doença hereditária caracterizada pela presença do gene da hemoglobina S (HbS) em homozigose. Essa condição leva à hemólise e a eventos vaso-oclusivos devido à polimerização das hemácias. A AF manifesta-se clinicamente em diversos sistemas, com o acometimento hepático ocorrendo em cerca de 10% dos casos. Este relato de caso tem como objetivo discutir o diagnóstico e o manejo de complicações abdominais agudas em crianças com AF, com foco em colestase e colecistite. Além disso, aborda critérios laboratoriais, uso da ultrassonografia, antibioticoterapia, controle da dor e estabilização clínica, e a indicação de colecistectomia. Este estudo observacional foi elaborado de acordo com as diretrizes do protocolo CARE (Case Report Guidelines). O relato de caso baseou-se na observação clínica de uma paciente admitida pelo serviço de Pediatria do Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU). Os dados foram coletados por meio da análise do prontuário clínico e de entrevistas com a paciente, incluindo informações sociodemográficas, evolução clínica, exames complementares e condutas terapêuticas. Paciente do sexo feminino, 8 anos, com Anemia Falciforme (AF). Apresentava alimentação regular, sem esplenomegalia conhecida, com hemoglobina basal de 11,4 g/dL e histórico de internações por crises álgicas. Paciente apresentou quadro de diarreia, vômitos e febre de 38,4 °C, evoluindo com dor lombar e no flanco esquerdo. Após três dias, foi transferida ao serviço de saúde pediátrico de seu município, com hemoglobina reduzida para 8 g/dL. Durante a internação, recebeu Ceftriaxone por quatro dias, com melhora clínica. Após cerca de uma semana, o quadro evoluiu com vômitos, dor no hipocôndrio direito, distensão abdominal, icterícia e febre de 38,8 °C, sendo encaminhada no dia seguinte ao Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU) para investigação. Na admissão, apresentava-se em regular estado geral, com icterícia (++/4) e abdome em tábua com dor difusa, embora afebril e hemodinamicamente estável. A ultrassonografia revelou espessamento da vesícula biliar e líquido pericolecístico. Os exames laboratoriais indicaram anemia com hemoglobina de 8,3 g/dL, plaquetose, linfocitose e elevação de: Enzimas canaliculares (Fosfatase Alcalina: 510 U/L e Gama-Glutamil Transferase: 393 U/L), Transaminases (Aspartato Aminotransferase: 150 U/L e Alanina Aminotransferase: 323 U/L), Proteína C reativa: 9,78 mg/dL e Amilase de 115 U/L. A Bilirrubina Total também estava elevada: 4,26 mg/dL, com predomínio da fração direta: 2,99 mg/dL, sugerindo colestase. Foi iniciado tratamento com ampicilina-sulbactam e metronidazol, associado à analgesia. Considerou-se colestase secundária à colecistite falciforme, descartando colestase intra-hepática aguda, hepatites virais, autoimunes e coledocolitíase. Sem dilatação das vias biliares intra ou extra-hepáticas, indicou-se colecistectomia após estabilização clínica. Este relato de caso aborda o desafio diagnóstico e terapêutico de uma paciente pediátrica com AF, que apresentou um quadro complexo de colestase e colecistite. A investigação minuciosa foi crucial para o diagnóstico preciso. O tratamento implementado, com antibioticoterapia e analgesia, visou estabilizar a paciente, culminando na indicação de colecistectomia. Este caso reforça a importância de considerar as complicações abdominais agudas em pacientes com AF a fim de otimizar os desfechos.
Título do Evento
II Congresso Clínico Cirúrgico do Triângulo Mineiro
Cidade do Evento
Uberlândia
Título dos Anais do Evento
Congresso Clínico Cirúrgico do Triângulo Mineiro Anais
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital
DOI

Como citar

BORGES, Amanda Gomes et al.. DESAFIOS DIAGNÓSTICOS E TERAPÊUTICOS DA COLECISTITE FALCIFORME EM PACIENTE PEDIÁTRICO: UM RELATO DE CASO.. In: Congresso Clínico Cirúrgico do Triângulo Mineiro Anais. Anais...Uberlândia(MG) UFU, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/ii-congresso-clinico-cirurgico-do-triangulo-mineiro/1145900-DESAFIOS-DIAGNOSTICOS-E-TERAPEUTICOS-DA-COLECISTITE-FALCIFORME-EM-PACIENTE-PEDIATRICO--UM-RELATO-DE-CASO. Acesso em: 04/04/2026

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