LESÃO DE MOREL-LAVALLÉE: DESAFIO DIAGNÓSTICO E TERAPÊUTICO EM PACIENTES VÍTIMAS DE TRAUMA

Publicado em 06/08/2025 - ISBN: 978-65-272-1519-6

Título do Trabalho
LESÃO DE MOREL-LAVALLÉE: DESAFIO DIAGNÓSTICO E TERAPÊUTICO EM PACIENTES VÍTIMAS DE TRAUMA
Autores
  • Isadora Ferreira de Camargos Rosa
  • eloara gomes de paula
  • Guilherme Freire Silva Rosa
  • Isabela Souza Prometi
  • Yasmin Santos Tavares
  • GABRIELA FERREIRA DE CAMARGOS ROSA
Modalidade
Relato de Caso
Área temática
CIRURGIA E ORTOPEDIA - Emergências Ortopédicas
Data de Publicação
06/08/2025
País da Publicação
Brazil | Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/ii-congresso-clinico-cirurgico-do-triangulo-mineiro/1145812-lesao-de-morel-lavallee--desafio-diagnostico-e-terapeutico-em-pacientes-vitimas-de-trauma
ISBN
978-65-272-1519-6
Palavras-Chave
Atendimento ao Trauma de Trânsito, Hematomas
Resumo
INTRODUÇÃO: A lesão de Morel-Lavallée foi descrita no século XIX sendo caracterizada pela separação entre o subcutâneo e a fáscia muscular, com acúmulo de líquido entre os planos e formação de coleções (Singh, 2018). É pouco frequente e subdiagnosticada, com incidência em torno de 8% (Singh, 2018; Yang, 2023), ocorre majoritariamente em traumas de alta energia, sobretudo nos membros inferiores (trocanter, pelve, coxa e joelhos), quando uma força tangencial é aplicada ao tecido (Bonilla-Yonn, 2013). O diagnóstico pode ser confirmado através de exame de imagem, sendo a ressonância a modalidade de escolha (Bonilla-Yonn, 2013). A lesão pode ser classificada pelo tamanho, tempo de evolução e pelo conteúdo da coleção o que irá determinar o tratamento a ser instituído. As possibilidades de tratamento incluem: bandagem compressiva, aspiração ou incisão e evacuação, com ou sem injeção de agentes esclerosantes. No caso de lesões agudas extensas, o desbridamento aberto é o tratamento de primeira linha para remover a coleção, o meio de colonização e tecido desvitalizado a fim de evitar as principais complicações que são necrose cutânea e infecções secundárias. OBJETIVOS: Descrever de caso clínico com lesão de Morel-Levallée com ênfase na importância da alta suspeição e na intervenção precoce. MÉTODO: Trata-se de um relato de caso baseado em informações obtidas por meio de revisão de prontuário. RELATO DO CASO: Paciente do sexo feminino, 19 anos, vítima de colisão moto-ônibus atendida pelo SIATE (Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma de Emergência) e encaminhada Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU). Na admissão, realizada avaliação primária conforme protocolo Advanced Trauma Life Support (ATLS) em que se constatou presença de lesão corto contusa próximo ao joelho esquerdo sem sangramento ativo e tornozelo esquerdo com dor a palpação dos maléolos bilateralmente e equimose medial. Demais sistemas avaliados sem alterações. Paciente submetida a sutura do ferimento e exames de imagem que evidenciaram fratura em calcâneo esquerdo, sendo internada para programação cirúrgica. No quarto dia de internação hospitalar evoluiu com quadro de taquicardia (FC 160 bpm), hipotensão (PAM 60 mmHg), dessaturação (SpO2 92%) e palidez cutânea acentuada associada com dor intensa e edema muito importante em membro inferior esquerdo com presença de equimose em face medial da coxa estendendo até o períneo e presença de flictemas hemorrágicas em coxa. Na revisão laboratorial apresentou queda significativa de hemoglobina (13,3 g/dL para 7,5 g/dL), sem exteriorização de sangramentos. Foi encaminhada ao centro cirúrgico sob cuidados da equipe da ortopedia e procedida fasciotomia de membro inferior esquerdo com drenagem de volumoso hematoma associado com hematomas intramusculares difusos. Paciente foi transferida a Unidade de Terapia Intensiva e evoluiu com múltiplas complicações, incluindo processos infecciosos recorrentes, choque misto (hemorrágico e distributivo) associado a falência orgânica múltipla refratária às medidas instituídas, sendo constatado óbito após 44 dias de internação. CONCLUSÕES: A lesão de Morel-Lavallée representa um desafio diagnóstico e terapêutico, o caso relatado ilustra uma apresentação clínica típica, com evolução grave e desfavorável a despeito das medidas instituídas. Portanto, reforça a importância da alta suspeição e vigilância para esse tipo de lesão, a fim de diagnóstico e intervenções precoces.
Título do Evento
II Congresso Clínico Cirúrgico do Triângulo Mineiro
Cidade do Evento
Uberlândia
Título dos Anais do Evento
Congresso Clínico Cirúrgico do Triângulo Mineiro Anais
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

ROSA, Isadora Ferreira de Camargos et al.. LESÃO DE MOREL-LAVALLÉE: DESAFIO DIAGNÓSTICO E TERAPÊUTICO EM PACIENTES VÍTIMAS DE TRAUMA.. In: Congresso Clínico Cirúrgico do Triângulo Mineiro Anais. Anais...Uberlândia(MG) UFU, 2025. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/ii-congresso-clinico-cirurgico-do-triangulo-mineiro/1145812-LESAO-DE-MOREL-LAVALLEE--DESAFIO-DIAGNOSTICO-E-TERAPEUTICO-EM-PACIENTES-VITIMAS-DE-TRAUMA. Acesso em: 07/05/2026

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