MANEJO E EFEITOS ADVERSOS DA QUIMIOTERAPIA NO OSTEOSSARCOMA CANINO

Publicado em 15/04/2026 - ISBN: 978-65-272-2327-6

Título do Trabalho
MANEJO E EFEITOS ADVERSOS DA QUIMIOTERAPIA NO OSTEOSSARCOMA CANINO
Autores
  • Larissa Carneiro Neves
Modalidade
Resumo
Área temática
Oncologia Clínica e Terapias Sistêmicas
Data de Publicação
15/04/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/ii-congresso-brasileiro-oncologia-veterinária/1449813-manejo-e-efeitos-adversos-da-quimioterapia-no-osteossarcoma-canino
ISBN
978-65-272-2327-6
Palavras-Chave
Acompanhamento Clínico; Monitoramento; Neoplasia; Oncologia Veterinária; Tratamento.
Resumo
O osteossarcoma é o tumor ósseo maligno mais comum em cães, caracterizado por alta agressividade local e elevado potencial metastático, ocorrendo principalmente em cães de grande e gigante porte, como Rottweiler, São Bernardo, Labrador e Golden Retriever, com maior incidência em animais com idade entre 7 e 9 anos. O tratamento padrão envolve cirurgia (amputação ou ressecção) associada à quimioterapia adjuvante, com o objetivo de prolongar a sobrevida e reduzir o risco de metástases. Entre os agentes quimioterápicos mais utilizados estão doxorrubicina, cisplatina, carboplatina e, em alguns protocolos, metronomicoterapia. No entanto, a quimioterapia pode causar efeitos adversos que impactam o bem-estar do paciente e a continuidade do tratamento. Esta revisão bibliográfica apresenta os principais efeitos colaterais observados em cães com osteossarcoma submetidos à quimioterapia, destacando toxicidade hematológica (neutropenia, trombocitopenia e anemia), gastrointestinal (vômitos, diarreia, anorexia e mucosite), nefrotoxicidade (principalmente associada a cisplatina), cardiotoxicidade (associada à doxorrubicina), e reações cutâneas e de mucosas. É importante salientar que a intensidade e a ocorrência desses efeitos dependem do protocolo, dose, intervalo entre ciclos, condição clínica prévia e predisposição individual. O manejo quimioterápico envolve avaliação prévia detalhada, incluindo exames laboratoriais (hemograma completo, bioquímico renal e hepático), radiografias torácicas e avaliação clínica geral para estratificação de risco. Durante o tratamento, é essencial monitorar hematopoese e funções orgânicas, com realização de hemogramas antes de cada ciclo e ajuste de dose conforme toxicidade observada. Estratégias de suporte incluem uso de antieméticos, antidiarreicos, fluidoterapia e suporte nutricional, além de protocolos de desmame e controle de mucosite. Ademais, o acompanhamento clínico e a comunicação eficaz com o proprietário são fundamentais para identificar precocemente complicações e garantir adesão ao protocolo. Logo, conclui-se que, apesar dos efeitos adversos, a quimioterapia adjuvante no osteossarcoma canino pode ser bem tolerada e eficaz quando realizada com monitorização rigorosa e abordagem individualizada, reforçando a importância de estratégias de manejo que minimizem toxicidade e promovam qualidade de vida.
Título do Evento
I CONGRESSO BRASILEIRO DE ONCOLOGIA VETERINÁRIA
Título dos Anais do Evento
Congresso Brasileiro de Oncologia Veterinária
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

NEVES, Larissa Carneiro. MANEJO E EFEITOS ADVERSOS DA QUIMIOTERAPIA NO OSTEOSSARCOMA CANINO.. In: Congresso Brasileiro de Oncologia Veterinária. Anais...São José dos Campos(SP) Online, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/ii-congresso-brasileiro-oncologia-veterinária/1449813-MANEJO-E-EFEITOS-ADVERSOS-DA-QUIMIOTERAPIA-NO-OSTEOSSARCOMA-CANINO. Acesso em: 12/05/2026

Trabalho

Even3 Publicacoes