ADORNO CONTRA NIETZSCHE? DE QUE MODO ADORNO FOI UM BOM LEITOR DE NIETZSCHE

Publicado em 09/05/2022 - ISBN: 978-65-5941-656-1

Título do Trabalho
ADORNO CONTRA NIETZSCHE? DE QUE MODO ADORNO FOI UM BOM LEITOR DE NIETZSCHE
Autores
  • Wesley de Jesus Barbosa
Modalidade
Resumo Acadêmico
Área temática
Ética, Filosofia Política e Filosofia da Religião
Data de Publicação
09/05/2022
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/iepgfilunb/454876-adorno-contra-nietzsche-de-que-modo-adorno-foi-um-bom-leitor-de-nietzsche
ISBN
978-65-5941-656-1
Palavras-Chave
Crítica, esclarecimento, valor, dialética.
Resumo
A presente exposição busca aproximar Adorno de Nietzsche, não como a exaltar ressentimentos e picuinhas, mas como a dialogar aspectos da crítica de ambos a uma cultura igualitária formadora de uma humanidade decaída e violenta, além de dócil e pouco crítica. Como leitor de Nietzsche, Adorno acertou ao indicar os processos de nivelamento social promovidas pelas sociedades econômicas contemporâneas. Assim como sua racionalização instrumental que culminou na barbárie(1939-1945). Exporemos uma crítica que busque diminuir os esteriótipos dos autores aproximando mais, o social, de Nietzsche, e o sujeito individual, de Adorno. No fim, tentaremos demonstrar como o conceito de solidariedade em Adorno não resolve melhor a questão ética, que a avaliação como valor para a construção de valores, sendo a proposição imoralista de Nietzsche, muito mais um recurso provocativo, que uma assertiva de caráter fundamental. Ora, o pensamento subordinado ao ressentimento cria posições tão rígidas com os seus discípulos fiéis e apaixonados com suas cegueiras dogmáticas, que autores de uma riqueza extraordinária são afastados um do outro, em nome de uma militância estéril, pois silencia-se na própria dinâmica de seu discurso sobre a verdade. “A rebelião escrava na moral começa quando o próprio ressentimento se torna criador e gera valores” (NIETZSCHE, 1998, p.28.) Um grupo, de um lado, acaba por atribuir a Nietzsche um certo individualismo, quase uma subsunção do sujeito a ditadura do eu na sua vontade irrefreável, sem sociedade ou debate; outros, reativos à acusação posta, lembram de um Adorno dissertando sobre uma práxis social no interior de sua biblioteca na Califórnia, enquanto seus contemporâneos e conterrâneos encontravam-se no front, lutando, com quaisquer armas que tivessem, contra as forças sombrias que dominavam a Europa, sapientes de que morrer na guerra era o mais honroso a ser feito pela História da Humanidade. Acreditamos que quaisquer uma dessas posições empobrece os autores, fragiliza o debate filosófico e não contribui para a História da Filosofia. Há muitos encontros nesses dois autores, e em diversos aspectos também desencontros, o certo é que nenhuma das duas posições é suficiente para abarcar o mínimo da complexidade de ambos. Pretendemos neste artigo, primeiramente, indicar como a crítica dos autores a uma determinada concepção filosófica moderna é de algum modo semelhante e certeira. Num segundo momento exporemos os pontos divergentes no que concerne a superação moral da crítica, Nietzsche com a hipótese da supressão moral, Adorno com o conceito de solidariedade elevada a uma categoria transcendental. ADORNO, Theodor; HORKHEIMER , Max. Dialética do Esclarecimento. Rio de Janeiro: Zahar, 2014. ADORNO, Theodor. Dialética Negativa. Rio de Janeiro: Zahar, 2013. MENKE, Christoph. Genealogia e crítica: duas formas de questionamento ético da moral. Cadernos de Filosofia Alemã, São Paulo, v. 25, n. 1, 2020, pp.191-212. NIETZSCHE, Friedrich. Crepúsculo dos Ídolos ou Como se Filosofa com o Martelo. São Paulo: Companhia das Letras, 2006. NIETZSCHE, Friedrich. Sobre a verdade e a mentira no sentido extra moral. São Paulo: Hedra, 2007. VIESENTEINER, Jorge Luiz. Considerações Sobre Juízos Práticos Perfeccionistas em Nietzsche. Dissertatio, Pelotas, vol. 51, 2020 p. 31-72.
Título do Evento
I ENCONTRO NACIONAL DE PÓS-GRADUAÇÃO EM FILOSOFIA DA UNB
Título dos Anais do Evento
Anais do Encontro Nacional de Pós-graduação em Filosofia da UnB
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

BARBOSA, Wesley de Jesus. ADORNO CONTRA NIETZSCHE? DE QUE MODO ADORNO FOI UM BOM LEITOR DE NIETZSCHE.. In: . Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/IEPGFilUnB/454876-ADORNO-CONTRA-NIETZSCHE-DE-QUE-MODO-ADORNO-FOI-UM-BOM-LEITOR-DE-NIETZSCHE. Acesso em: 07/06/2026

Even3 Publicacoes