QUE CIÊNCIA ESCOLHO HABITAR? REFLEXÕES INICIAIS PARA UMA PESQUISA SOBRE PROMOÇÃO DA SAÚDE, CORPO, TERRITÓRIO E TRABALHO, NO CAMPO DA EDUCAÇÃO FÍSICA

Publicado em 27/07/2026 - ISBN: 978-65-272-2650-5

Título do Trabalho
QUE CIÊNCIA ESCOLHO HABITAR? REFLEXÕES INICIAIS PARA UMA PESQUISA SOBRE PROMOÇÃO DA SAÚDE, CORPO, TERRITÓRIO E TRABALHO, NO CAMPO DA EDUCAÇÃO FÍSICA
Autores
  • Ana Lúcia Castilho da Mota
  • Bruna Gabriela Marques
  • Renata Ferraz de Toledo
Modalidade
COMUNICAÇÃO ORAL
Área temática
Fundamentos epistemológicos da Educação Física
Data de Publicação
27/07/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/i-congresso-estadual-do-cbce-v-seminario-de-praticas-pedagogicas-de-educacao-fisica-escolar-vi-encontro-de-praticas-pedagogicas-e-inclusivas-717701/1567906-que-ciencia-escolho-habitar-reflexoes-iniciais-para-uma-pesquisa-sobre-promocao-da-saude-corpo-territorio-e-t
ISBN
978-65-272-2650-5
Palavras-Chave
decolonialidade de saberes; feminismo comunitário; feminismo decolonial; interseccionalidade; universidade promotora da saúde
Resumo
Na construção de um projeto de pesquisa, que busca compreender a interface saúde-corpo-território-trabalho, a partir de experiências de vida de mulheres trabalhadoras da universidade e de comunidades quilombolas, bem como analisar contribuições deste estudo para o campo da Educação Física e para o Movimento Universidades Promotoras da Saúde, surgem questionamentos que revelam modos de ser e habitar o mundo – “A partir de qual perspectiva de ciência quero pesquisar?” Entre leituras, orientações e reflexões iniciais do Doutorado em Educação Física em curso, compreendi que essa escolha não envolve apenas questões teórico-metodológicas. Ela também revela um posicionamento ético, político-filosófico, de como me situo no mundo, de onde falo e com quem pretendo coproduzir conhecimentos. Por muito tempo fomos ensinadas que a Ciência era neutra, universal e objetiva e, em certos contextos, ainda somos. Entretanto, experiências na universidade revelam que saberes de grupos distintos coexistem, todavia, marcados por relações assimétricas. Na lógica eurocêntrica, conhecimentos produzidos fora de centros de poder costumam ser deslegitimados, vistos como “locais”, enquanto saberes desses centros são considerados “universais”, neutros e válidos para todos, silenciando outras epistemologias e modos de conhecer, naturalizando-se essa ideia – a chamada “colonialidade do saber”. A promoção da saúde busca ampliar este espaço de escuta e de produção social ao compreendê-la para além da dimensão biológica, incorporando fatores socioculturais, político-econômicos e situações que limitam ou possibilitam escolhas e modos de viver. Implica também considerar a interseccionalidade e dialogar com pessoas, suas histórias e atravessamentos. Ao refletir sobre promoção da saúde na universidade em interface com a Educação Física, inquieta-me saber se a perspectiva biomédica, centrada na doença e na responsabilização individual, desconsiderando singularidades biológicas e dimensões socioculturais, ainda prevalece nas ações institucionais, no imaginário das mulheres, e como se expressa nas compreensões de corpo e cuidado. Pesquisar sobre promoção da saúde exige reconhecer experiências plurais e desiguais, assumindo uma perspectiva de ciência político-epistemológica comprometida com múltiplos modos de pesquisar, ser, saber e viver, buscando entrelaçar saberes comunitários, populares, feministas, quilombolas e decoloniais, em contraponto à racionalidade colonial, branca, europeia, masculina e heteronormativa. Assim, pretende-se deslocar o olhar do centro, tensionar perspectivas hegemônicas na interface promoção da saúde e Educação Física, compreendendo a universidade como espaço onde saberes são disputados e, muitas vezes, silenciados. Não para negar a “ciência clássica”, ao contrário, buscando nutrir o debate e ampliar o que se sabe, reconhecendo múltiplos saberes e modos de produzir conhecimento, de aprender, de (re)existir.
Título do Evento
EDUCAÇÃO FÍSICA LIBERTADORA EM TEMPOS DE POLÍTICAS EDUCATIVAS AUTORITÁRIAS E ANTIDEMOCRÁTICAS
Cidade do Evento
São Paulo
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso Estadual de São Paulo do CBCE, Seminário de Práticas Pedagógicas de Educação Física Escolar e Encontro de Práticas Pedagógicas Inclusivas e Esportivas: Educação Física libertadora em tempos de políticas educativas autoritárias e antidemocráticas
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

MOTA, Ana Lúcia Castilho da; MARQUES, Bruna Gabriela; TOLEDO, Renata Ferraz de. QUE CIÊNCIA ESCOLHO HABITAR? REFLEXÕES INICIAIS PARA UMA PESQUISA SOBRE PROMOÇÃO DA SAÚDE, CORPO, TERRITÓRIO E TRABALHO, NO CAMPO DA EDUCAÇÃO FÍSICA.. In: Anais do Congresso Estadual de São Paulo do CBCE, Seminário de Práticas Pedagógicas de Educação Física Escolar e Encontro de Práticas Pedagógicas Inclusivas e Esportivas: Educação Física libertadora em tempos de políticas educativas autoritárias e antidemocráticas. Anais...Sao Paulo(SP) USJT - CBCE SP, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/i-congresso-estadual-do-cbce-v-seminario-de-praticas-pedagogicas-de-educacao-fisica-escolar-vi-encontro-de-praticas-pedagogicas-e-inclusivas-717701/1567906-QUE-CIENCIA-ESCOLHO-HABITAR-REFLEXOES-INICIAIS-PARA-UMA-PESQUISA-SOBRE-PROMOCAO-DA-SAUDE-CORPO-TERRITORIO-E-T. Acesso em: 01/11/2026

Trabalho

Even3 Publicacoes