Título do Trabalho
MEU CORPO É ANCESTRAL: NARRATIVAS DE EXPERIÊNCIAS EXISTENCIAIS VIVIDAS DE DONA BETE - EXTRATIVISTA DA AMAZÔNIA AMAPAENSE
Autores
  • Auriane do Socorro Costa Pinto Cardoso
  • SAMANDA NOBRE DO CARMO SABOIA
  • Mesaque Silva Correia
  • Bruna Gabriela Marques
Modalidade
COMUNICAÇÃO ORAL
Área temática
Corpo, cultura e Educação Física
Data de Publicação
27/07/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/i-congresso-estadual-do-cbce-v-seminario-de-praticas-pedagogicas-de-educacao-fisica-escolar-vi-encontro-de-praticas-pedagogicas-e-inclusivas-717701/1567222-meu-corpo-e-ancestral--narrativas-de-experiencias-existenciais-vividas-de-dona-bete-extrativista-da-amazonia-a
ISBN
978-65-272-2650-5
Palavras-Chave
Corpo-território; ancestralidade; mulheres extrativistas; feminismo popular; Amazônia amapaense.
Resumo
Este estudo analisa narrativas de experiências existenciais produzidas na relação entre corpo, ancestralidade e território, a partir da trajetória de Dona Bete, mulher extrativista da Comunidade São Francisco do Iratapuru, no Amapá. Trata-se de uma pesquisa qualitativa de abordagem (auto)biográfica, que utilizou narrativas de si como produção de dados, analisados por meio da análise reflexiva da fala. A investigação buscou compreender de que maneira as narrativas orais de Dona Bete evidenciam o corpo como território de saber, ancestralidade e resistência, destacando práticas educativas, transmissão intergeracional de conhecimentos e feminismo popular no extrativismo amazônico. Narrar as próprias experiências no cotidiano da vida comunitária constitui importante ferramenta de pesquisa e formação, sobretudo para ampliar conhecimentos acerca de grupos sociais historicamente invisibilizados. Nesse sentido, a narrativa não se limita a uma trajetória individual, mas mobiliza memórias coletivas, experiências compartilhadas e saberes construídos na relação com o território amazônico. As conversas produzidas com Dona Bete abordaram temas relacionados à formação cultural, organização comunitária, papel das mulheres, brincadeiras vivenciadas na infância, educação das meninas e experiências no extrativismo. Os resultados revelam que os saberes produzidos emergem do cotidiano da floresta, dos castanhais, rios, barracões e batelões, em práticas marcadas pelo trabalho com a castanha, pela maternidade, pela fé, pela oralidade e pela resistência comunitária. Suas narrativas demonstram que o corpo da mulher extrativista constitui espaço de memória, transmissão de saberes e formação coletiva. A trajetória de Dona Bete evidencia dimensões sociais, culturais e políticas de re(existência), revelando o protagonismo feminino na sustentação do território, das práticas educativas e da organização comunitária, especialmente por meio da participação em associações e cooperativas, expressando um feminismo popular enraizado no território. Ao afirmar “Meu corpo é território! Meu corpo é ancestral!”, Dona Bete representa experiências compartilhadas por muitas mulheres amazônicas, cujas identidades, pertencimentos e resistências se constroem na coletividade e na relação com a floresta. Conclui-se que ouvir essas narrativas valoriza os saberes produzidos na vida comunitária e reconhece práticas educativas e formas de resistência feminista no contexto rural amazônico.
Título do Evento
EDUCAÇÃO FÍSICA LIBERTADORA EM TEMPOS DE POLÍTICAS EDUCATIVAS AUTORITÁRIAS E ANTIDEMOCRÁTICAS
Cidade do Evento
São Paulo
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso Estadual de São Paulo do CBCE, Seminário de Práticas Pedagógicas de Educação Física Escolar e Encontro de Práticas Pedagógicas Inclusivas e Esportivas: Educação Física libertadora em tempos de políticas educativas autoritárias e antidemocráticas
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

CARDOSO, Auriane do Socorro Costa Pinto et al.. MEU CORPO É ANCESTRAL: NARRATIVAS DE EXPERIÊNCIAS EXISTENCIAIS VIVIDAS DE DONA BETE - EXTRATIVISTA DA AMAZÔNIA AMAPAENSE.. In: Anais do Congresso Estadual de São Paulo do CBCE, Seminário de Práticas Pedagógicas de Educação Física Escolar e Encontro de Práticas Pedagógicas Inclusivas e Esportivas: Educação Física libertadora em tempos de políticas educativas autoritárias e antidemocráticas. Anais...Sao Paulo(SP) USJT - CBCE SP, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/i-congresso-estadual-do-cbce-v-seminario-de-praticas-pedagogicas-de-educacao-fisica-escolar-vi-encontro-de-praticas-pedagogicas-e-inclusivas-717701/1567222-MEU-CORPO-E-ANCESTRAL--NARRATIVAS-DE-EXPERIENCIAS-EXISTENCIAIS-VIVIDAS-DE-DONA-BETE-EXTRATIVISTA-DA-AMAZONIA-A. Acesso em: 01/11/2026

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