Título do Trabalho
DANÇAS TRADICIONAIS AMAZÔNICAS: O MARABAIXO E O BATUQUE COMO ESTRATÉGIA DE EDUCAÇÃO POPULAR EM SAÚDE PARA MULHERES VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA
Autores
  • Auriane do Socorro Costa Pinto Cardoso
  • SAMANDA NOBRE DO CARMO SABOIA
  • Mesaque Silva Correia
  • Bruna Gabriela Marques
Modalidade
COMUNICAÇÃO ORAL
Área temática
Corpo, cultura e Educação Física
Data de Publicação
27/07/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/i-congresso-estadual-do-cbce-v-seminario-de-praticas-pedagogicas-de-educacao-fisica-escolar-vi-encontro-de-praticas-pedagogicas-e-inclusivas-717701/1567059-dancas-tradicionais-amazonicas--o-marabaixo-e-o-batuque-como-estrategia-de-educacao-popular-em-saude-para-mulher
ISBN
978-65-272-2650-5
Palavras-Chave
Mulheres vitimais de violência; Danças amazônicas; Promoção da saúde; Educação popular em saúde
Resumo
O objetivo deste texto é analisar as significações produzidas por mulheres vítimas de violências no processo de uma experiência dançante orientada pelos princípios da Educação Popular em Saúde. Em termos metodológicos, a pesquisa é caracterizada como qualitativa do tipo pesquisa-ação. Participaram do estudo 10 (dez) mulheres vítimas de violência atendidas pelo Centro de Referência de Atendimento à Mulher – CRAM-AP, que aceitaram participar da experiência dançante voluntariamente mediante assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido-TCLE. As danças amazônicas (Marabaixo e Batuque), bem como o corpo, foram utilizadas como técnicas de produção de dados. A experiência dançante foi organizada em 5 (cinco) encontros e os encontros foram sistematizados à luz do itinerário do Círculo de Cultura freiriano. No primeiro encontro, exploramos o corpo dançante das participantes, do qual conhecemos mais sobre elas e suas experiências com a violência. Nesse primeiro encontro, escolhemos coletivamente o Marabaixo e o Batuque como danças orientadoras da experiência. No segundo encontro, vivenciamos a dança do Marabaixo em nossos corpos; no desenvolvimento da experiência, o corpo se fez gente. Foi um momento de partilha da criação solidária do saber sobre a dança e tematização da dor, a dor que, para essas mulheres, é sempre uma ferida aberta. No terceiro encontro, vivenciamos a dança do Batuque em nossos corpos; no desenvolvimento da experiência, o corpo se fez território. Foi um momento em que, ao som da batida do tambor, o corpo se fez espírito, terra, luta, justiça, resistência. Foi o momento da problematização da vida em interface com a violência de maneira crítica. No último encontro, nossos corpos se reencontraram com as duas danças e com seus horizontes culturais, e libertários. Foi um momento de esperançar com a justiça e com a cura da dor. Por intermédio da experiência dançante, foi possível compreender que a dança do Marabaixo e do Batuque, como danças insurgentes, trazem para os corpos dessas mulheres a força, a bravura e a vontade de vencer. Concluímos que, no contexto da educação popular em saúde, as danças populares de resistência apresentam-se como uma potente estratégia de saúde, que ajuda na promoção da saúde física, emocional e social. Entretanto, para que haja intervenção positiva no processo dança-violência de forma a promover a saúde, faz-se necessários atentar-se para alguns elementos, as mulheres, a violência, os objetivos mediatos e imediatos, a reciprocidade no ato de dançar, a criação da dança e a partilha das emoções e sensações.
Título do Evento
EDUCAÇÃO FÍSICA LIBERTADORA EM TEMPOS DE POLÍTICAS EDUCATIVAS AUTORITÁRIAS E ANTIDEMOCRÁTICAS
Cidade do Evento
São Paulo
Título dos Anais do Evento
Anais do Congresso Estadual de São Paulo do CBCE, Seminário de Práticas Pedagógicas de Educação Física Escolar e Encontro de Práticas Pedagógicas Inclusivas e Esportivas: Educação Física libertadora em tempos de políticas educativas autoritárias e antidemocráticas
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

CARDOSO, Auriane do Socorro Costa Pinto et al.. DANÇAS TRADICIONAIS AMAZÔNICAS: O MARABAIXO E O BATUQUE COMO ESTRATÉGIA DE EDUCAÇÃO POPULAR EM SAÚDE PARA MULHERES VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA.. In: Anais do Congresso Estadual de São Paulo do CBCE, Seminário de Práticas Pedagógicas de Educação Física Escolar e Encontro de Práticas Pedagógicas Inclusivas e Esportivas: Educação Física libertadora em tempos de políticas educativas autoritárias e antidemocráticas. Anais...Sao Paulo(SP) USJT - CBCE SP, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/i-congresso-estadual-do-cbce-v-seminario-de-praticas-pedagogicas-de-educacao-fisica-escolar-vi-encontro-de-praticas-pedagogicas-e-inclusivas-717701/1567059-DANCAS-TRADICIONAIS-AMAZONICAS--O-MARABAIXO-E-O-BATUQUE-COMO-ESTRATEGIA-DE-EDUCACAO-POPULAR-EM-SAUDE-PARA-MULHER. Acesso em: 01/11/2026

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