VIOLÊNCIA SEXUAL NO PRÉ-NATAL E PARTO: A INVISIBILIDADE DO ABUSO COMETIDO POR PROFISSIONAIS DE SAÚDE

Publicado em 21/07/2026 - ISBN: 978-65-272-2604-8

Título do Trabalho
VIOLÊNCIA SEXUAL NO PRÉ-NATAL E PARTO: A INVISIBILIDADE DO ABUSO COMETIDO POR PROFISSIONAIS DE SAÚDE
Autores
  • Liriel De castro evangelista
  • Maria Fernanda Rodrigues Brandão
  • Iasmine Silva da Rocha
  • Adriano da Costa Belarmino
Modalidade
Resumo Simples
Área temática
TRABALHO E CUIDADO ÉTICO EM ENFERMAGEM: é um processo relacional que integra conhecimento técnico-científico, sensibilidade humana e responsabilidade moral para promover o bem-estar da pessoa, família e comunidade em todas as fases da vida. Envolve reconhecer a singularidade do sujeito, respeitando sua autonomia, dignidade, cultura e valores, assegurando um cuidado seguro, justo e livre de danos. Implica atitudes de empatia, escuta qualificada, comunicação transparente e tomada de decisões fundamentadas em princípios bioéticos e no código de ética profissional. O cuidado ético também pressupõe confidencialidade, defesa dos direitos do paciente e atuação crítica frente a situações de vulnerabilidade ou injustiça. Além disso, demanda reflexividade contínua, compromisso com a equidade e responsabilidade social, garantindo que o exercício da enfermagem contribua para práticas humanizadas e sustentáveis no âmbito da saúde.
Data de Publicação
21/07/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/i-congresso-de-enfermagem-do-uninta-itapipoca-icoenf-698097/1573990-violencia-sexual-no-pre-natal-e-parto--a-invisibilidade-do-abuso-cometido-por-profissionais-de-saude
ISBN
978-65-272-2604-8
Palavras-Chave
1. Violência Obstétrica 2. Abuso Sexual 3. Ética Profissional
Resumo
Eixo temático: Saúde da Mulher e Obstetrícia Introdução: “A violência obstétrica é um problema de saúde pública que, embora vigente nas relações e dinâmicas que envolvem a gestação, parto e maternidade, possui demarcação conceitual frágil dentro dos consensos no meio acadêmico” (RODRIGUES, 2022, p. 19). Nesse sentido, os danos decorrentes podem ser físicos, psicológicos e sexuais, abalando a gestante, o recém-nascido e familiares. No Brasil, o tema ganhou relevância após a condenação de um ex-anestesista por estupro durante o parto (COFEN, 2025). Tal caso expõe a urgência de medidas rígidas ante falhas na integridade ética hospitalar que ferem a dignidade feminina. Objetivo: Analisar a ocorrência e as consequências do abuso sexual contra gestantes por profissionais de saúde, destacando a ética e a fiscalização institucional para um atendimento seguro. Método: Revisão de literatura narrativa baseada no levantamento de produções científicas e documentos oficiais. A busca ocorreu em bibliotecas virtuais, selecionando artigos e notas técnicas de órgãos como o Conselho Federal de Enfermagem (COFEN). Os critérios focaram na atualidade e relevância frente ao abuso sexual no parto e suas implicações ético-jurídicas. Resultados: Os achados mostram que o abuso sexual no contexto obstétrico é viabilizado pela assimetria de poder e vulnerabilidade física. A análise do caso do anestesista (COFEN, 2025) demonstra que a falta de vigilância permite que crimes sexuais sejam camuflados como atos técnicos. Iniciativas como o Projeto de Lei nº 34/2026 de São Paulo buscam tipificar o abuso como violência obstétrica, garantindo o consentimento esclarecido e o acompanhante. Contudo, dados da pesquisa "Nascer no Brasil" reforçam a disparidade nacional: enquanto São Paulo avança em diretrizes, a prevalência de abusos no SUS em outras regiões ainda é alarmante, revelando uma proteção jurídica não uniforme. Conclusão: O abuso sexual por profissionais de saúde exige resposta jurídica federal. Embora o PL nº 34/2026 seja um avanço estadual, sua limitação acentua desigualdades na assistência. É necessário um marco legal nacional que unifique direitos, como a formação acadêmica obrigatória sobre o tema e o direito ao plano de parto. Somente através de lei federal e fiscalização será possível assegurar a dignidade hospitalar. Referências BRASIL. Conselho Federal de Enfermagem. Justiça condena ex-anestesista a 30 anos de prisão por estupro de vulnerável. Brasília, DF: COFEN, 2025. Disponível em: http://www.cofen.gov.br. Acesso em: 3 mai. 2026. RODRIGUES, Ana Beatriz de Oliveira. Violência obstétrica: uma análise sobre a produção de sentidos e as práticas de resistência. 2022. 238 f. Tese (Doutorado em Enfermagem) – Faculdade de Farmácia, Odontologia e Enfermagem, Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, 2022. SÃO PAULO (Estado). Assembleia Legislativa. Projeto de Lei nº 34, de 2026. Cria mecanismos e estabelece diretrizes para prevenir e coibir a violência obstétrica no Estado de São Paulo. São Paulo: ALESP, 2026. Disponível em: https://www.al.sp.gov.br. Acesso em: 7 mai. 2026.
Título do Evento
I CONGRESSO DE ENFERMAGEM DO UNINTA ITAPIPOCA - ICOENF
Cidade do Evento
Itapipoca
Título dos Anais do Evento
Anais do I Congresso de Enfermagem do UNINTA, Campus Itapipoca
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

EVANGELISTA, Liriel De castro et al.. VIOLÊNCIA SEXUAL NO PRÉ-NATAL E PARTO: A INVISIBILIDADE DO ABUSO COMETIDO POR PROFISSIONAIS DE SAÚDE.. In: Anais do I Congresso de Enfermagem do UNINTA, Campus Itapipoca. Anais...Itapipoca(CE) UNINTA, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/i-congresso-de-enfermagem-do-uninta-itapipoca-icoenf-698097/1573990-VIOLENCIA-SEXUAL-NO-PRE-NATAL-E-PARTO--A-INVISIBILIDADE-DO-ABUSO-COMETIDO-POR-PROFISSIONAIS-DE-SAUDE. Acesso em: 06/11/2026

Trabalho

Even3 Publicacoes