DEPENDÊNCIA DIGITAL: PROBLEMAS ENFRENTADOS POR PAIS DE ADOLESCENTES E SUAS REPERCUSSÕES PARA A SAÚDE MENTAL

Publicado em 21/07/2026 - ISBN: 978-65-272-2604-8

Título do Trabalho
DEPENDÊNCIA DIGITAL: PROBLEMAS ENFRENTADOS POR PAIS DE ADOLESCENTES E SUAS REPERCUSSÕES PARA A SAÚDE MENTAL
Autores
  • José Erigleison Rodrigues Magalhães
  • Israel Coutinho Sampaio Lima
Modalidade
Resumo Expandido
Área temática
TRABALHO E CUIDADO ÉTICO EM ENFERMAGEM: é um processo relacional que integra conhecimento técnico-científico, sensibilidade humana e responsabilidade moral para promover o bem-estar da pessoa, família e comunidade em todas as fases da vida. Envolve reconhecer a singularidade do sujeito, respeitando sua autonomia, dignidade, cultura e valores, assegurando um cuidado seguro, justo e livre de danos. Implica atitudes de empatia, escuta qualificada, comunicação transparente e tomada de decisões fundamentadas em princípios bioéticos e no código de ética profissional. O cuidado ético também pressupõe confidencialidade, defesa dos direitos do paciente e atuação crítica frente a situações de vulnerabilidade ou injustiça. Além disso, demanda reflexividade contínua, compromisso com a equidade e responsabilidade social, garantindo que o exercício da enfermagem contribua para práticas humanizadas e sustentáveis no âmbito da saúde.
Data de Publicação
21/07/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/i-congresso-de-enfermagem-do-uninta-itapipoca-icoenf-698097/1572594-dependencia-digital--problemas-enfrentados-por-pais-de-adolescentes-e-suas-repercussoes-para-a-saude-mental
ISBN
978-65-272-2604-8
Palavras-Chave
Dependência digital; adolescentes; saúde mental.
Resumo
INTRODUÇÃO A instituição familiar configura-se como o núcleo primário de socialização, sendo fundamental na transmissão de normas éticas, no desenvolvimento de competências interpessoais e na estruturação do sistema de valores do indivíduo. Historicamente, as dinâmicas intrafamiliares têm experimentado transformações significativas, impulsionadas por mutações socioculturais e pelo advento de novas tecnologias. Nesse sentido, torna-se imperativo investigar como tais variáveis medeiam a interação entre progenitores e descendentes (Bacigalupe, Parker, 2016). Na contemporaneidade, a onipresença das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs), que incluem dispositivos móveis, redes sociais e conectividade contínua, reconfigurou as rotinas domésticas. Segundo Bacigalupe e Parker (2016), essa integração tecnológica apresenta uma natureza ambivalente: ao mesmo tempo que potencializa novas formas de conexão, pode comprometer a qualidade do tempo compartilhado presencialmente. Durante o estágio do desenvolvimento correspondente à adolescência, a tensão entre a busca por autonomia e a supervisão parental torna-se mais acentuada. Nesse cenário, a tecnologia atua como um vetor de dupla face. De um lado, facilita a manutenção de vínculos por meio da comunicação assíncrona; de outro, o uso imoderado de dispositivos pode acarretar o declínio da interação face a face, promovendo o distanciamento afetivo entre os membros da família. A manutenção da coesão familiar depende, fundamentalmente, do equilíbrio no uso das ferramentas digitais para fomentar o diálogo e o respeito mútuo. Diante desse panorama, o presente estudo objetiva analisar o fenômeno da dependência digital em adolescentes e sua correlação com a qualidade do convívio familiar, considerando as implicações diretas para a saúde mental deste grupo (Eisenstein & Estefenon, 2006). OBJETIVO Analisar os impactos da dependência digital em adolescentes, com foco nos desafios enfrentados pelos pais e suas repercussões na saúde mental familiar, além de sugerir estratégias de promoção da saúde para minimizar efeitos prejudiciais. MÉTODO Trata-se de uma revisão de literatura do tipo narrativa que segundo Ogassavara, et al, (2025) a revisão de literatura do tipo narrativa é um método de estudo que consiste em descrever, analisar e discutir o conhecimento já publicado sobre um determinado tema, sem seguir um protocolo rígido e sistemático de busca e seleção de artigos. O estudo também se configura pela abordagem descritiva e exploratória. A pesquisa descritiva busca retratar detalhadamente características e fenômenos sem interferência, enquanto a exploratória visa aprofundar o conhecimento sobre um tema ainda pouco estudado, tornando-o mais claro e auxiliando na formulação de hipóteses. O estudo em seu caráter investigativo buscou dados já publicados nos bancos online da: Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Scientific Electronic Library Online (SciELO) e Google Académico. A escolha da literatura partiu da relação com o problema de pesquisa investigado, que procura responder a seguinte questão: Quais são os impactos da dependência digital em adolescentes e de que forma esse fenômeno afeta a saúde mental, bem como a dinâmica familiar, especialmente na relação com os pais? Por se tratar de estudo bibliográfico, a pesquisa não requer parecer ético legal, pois os dados já foram publicados em bases públicas. RESULTADOS E DISCUSSÃO A revisão da literatura indica que o uso problemático de tecnologias digitais entre adolescentes é resultado de hábitos construídos no cotidiano, influenciados pela facilidade de acesso a dispositivos e plataformas online. Entre os principais fatores associados estão o tempo excessivo em telas, a necessidade de aprovação social no ambiente virtual e a dificuldade dos responsáveis em acompanhar e regular esse uso. Muitas vezes, a ausência de limites claros ou de orientação adequada contribui para a intensificação desse comportamento (Brasil, 2022; Souza, Melo, 2019; Oliveira, Silva, 2021). As consequências desse cenário afetam tanto os adolescentes quanto seus pais. Nos jovens, são frequentes alterações de humor, isolamento, prejuízos no desempenho escolar, problemas de sono e sinais de sofrimento psíquico, como ansiedade. Já os pais tendem a experimentar desgaste emocional, sentimento de incapacidade e aumento de conflitos familiares. Essa dinâmica cria um ciclo em que o distanciamento cresce, dificultando ainda mais o diálogo e a convivência saudável (Brasil, 2022; Souza, Melo, 2019; Oliveira, Silva, 2021). Diante disso, os estudos apontam que as melhores estratégias envolvem ações conjuntas no ambiente familiar. Estabelecer regras para o uso de dispositivos, incentivar atividades fora do meio digital e fortalecer a comunicação entre pais e filhos são medidas eficazes. Além disso, iniciativas educativas e, quando necessário, acompanhamento profissional pode contribuir para o enfrentamento do problema. Assim, compreende-se que a dependência digital é um fenômeno multifatorial, que exige atenção integrada para promover o equilíbrio e o bem-estar familiar (Brasil, 2022; Souza, Melo, 2019; Oliveira, Silva, 2021). CONSIDERAÇÕES FINAIS Discutir a dependência digital em adolescentes envolve compreender o uso intenso e contínuo das tecnologias como parte do cotidiano dessa geração. A literatura aponta que esse comportamento está relacionado ao tempo excessivo de tela, à busca por reconhecimento nas redes sociais e às dificuldades dos pais em orientar e impor limites. Quando esse uso se torna descontrolado, ele afeta não apenas o adolescente, mas também o equilíbrio e a convivência familiar. Os responsáveis, nesse cenário, costumam enfrentar desgaste emocional, insegurança e conflitos frequentes com os filhos, o que pode enfraquecer os vínculos familiares. Já os adolescentes podem apresentar mudanças de comportamento, como irritação, isolamento social, queda no desempenho escolar e sinais de sofrimento psicológico, formando um ciclo de tensão dentro de casa. Diante disso, a literatura reforça que o enfrentamento do problema exige diálogo, regras claras e participação ativa da família, além do incentivo a atividades fora do ambiente digital. Em alguns casos, o apoio profissional também pode ser necessário. Trata-se de uma questão que exige equilíbrio no uso da tecnologia e atenção à saúde mental no contexto familiar. REFERÊNCIAS Bacigalupe, Gonzalo; Parker, Kimberly. Conexões transnacionais através de tecnologias emergentes. Nova perspect. sist., São Paulo , v. 25, n. 56, p. 94-107, dez. 2016. Disponível em <http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-78412016000300008&lng=pt&nrm=iso>. acessos em 06 maio 2026. Brasil. Ministério da Saúde. Saúde mental e uso excessivo de tecnologias digitais. Brasília: Ministério da Saúde, 2022. Eisenstein, E.; Estefenon, S. Computador: Ponto social ou abuso virtual? Adolesc. Saúde, 3(3), 57–60. 2026. Ogassavara, R. S. et al. Revisão de literatura narrativa: conceitos e aplicações na pesquisa em saúde. Ensino e Pesquisa, União da Vitória, v. 23, n. 1, p. 45-62, 2025. Disponível em: periodicos.unespar.edu.br. Acesso em: 29 abr. 2025. Oliveira, Maria Aparecida; Silva, João Pedro. Dependência digital na adolescência: desafios para a família contemporânea. Cadernos de Saúde Mental, v. 8, n. 1, p. 15–27, 2021. Souza, Luciana Aparecida; Melo, Ricardo Santos. Uso excessivo de internet e suas implicações na saúde mental de adolescentes. Revista Brasileira de Psicologia e Educação, v. 19, n. 2, p. 101–112, 2019.
Título do Evento
I CONGRESSO DE ENFERMAGEM DO UNINTA ITAPIPOCA - ICOENF
Cidade do Evento
Itapipoca
Título dos Anais do Evento
Anais do I Congresso de Enfermagem do UNINTA, Campus Itapipoca
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

MAGALHÃES, José Erigleison Rodrigues; LIMA, Israel Coutinho Sampaio. DEPENDÊNCIA DIGITAL: PROBLEMAS ENFRENTADOS POR PAIS DE ADOLESCENTES E SUAS REPERCUSSÕES PARA A SAÚDE MENTAL.. In: Anais do I Congresso de Enfermagem do UNINTA, Campus Itapipoca. Anais...Itapipoca(CE) UNINTA, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/i-congresso-de-enfermagem-do-uninta-itapipoca-icoenf-698097/1572594-DEPENDENCIA-DIGITAL--PROBLEMAS-ENFRENTADOS-POR-PAIS-DE-ADOLESCENTES-E-SUAS-REPERCUSSOES-PARA-A-SAUDE-MENTAL. Acesso em: 06/11/2026

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