CUIDADOS DE ENFERMAGEM NA PREVENÇÃO DA INFECÇÃO DE SÍTIO CIRÚRGICO

Publicado em 21/07/2026 - ISBN: 978-65-272-2604-8

Título do Trabalho
CUIDADOS DE ENFERMAGEM NA PREVENÇÃO DA INFECÇÃO DE SÍTIO CIRÚRGICO
Autores
  • Gerdan Oliveira Neves
  • Giselle Rocha Braga
Modalidade
Resumo Expandido
Área temática
TEMAS LIVRES: A submissão de temas livres abrange uma ampla diversidade de abordagens, incluindo estudos clínicos, relatos de experiência, revisões de literatura e pesquisas experimentais, contemplando diferentes áreas da enfermagem, como atenção básica, urgência e emergência, saúde coletiva, gestão em saúde, enfermagem hospitalar, saúde mental, entre outras. Além de estudos envolvendo relatórios técnicos, culturais e de extensão universitária.
Data de Publicação
21/07/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/i-congresso-de-enfermagem-do-uninta-itapipoca-icoenf-698097/1572166-cuidados-de-enfermagem-na-prevencao-da-infeccao-de--sitio-cirurgico
ISBN
978-65-272-2604-8
Palavras-Chave
Infecção de sítio cirúrgico; Enfermagem perioperatória; Segurança do paciente; Controle de infecção; Cuidados de enfermagem.
Resumo
INTRODUÇÃO A Infecção de Sítio Cirúrgico (ISC) configura-se como uma das principais complicações relacionadas à assistência à saúde, estando associada ao aumento da morbimortalidade, prolongamento do tempo de internação e elevação dos custos hospitalares. Mesmo diante dos avanços científicos e tecnológicos na área da saúde, as ISC ainda representam um importante desafio para os serviços hospitalares, especialmente no contexto perioperatório. Estima-se que grande parte dessas infecções possa ser evitada mediante a adoção adequada de medidas preventivas baseadas em evidências científicas. A Infecção de Sítio Cirúrgico apresenta elevada relevância epidemiológica no cenário mundial, sendo considerada uma das principais Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS). Dados da Organização Mundial da Saúde apontam que milhões de pacientes são acometidos anualmente por infecções associadas ao cuidado em saúde, especialmente em países de média e baixa renda, onde as ISC representam importante causa de morbimortalidade e aumento dos custos hospitalares. No Brasil, a ISC permanece entre as infecções hospitalares mais notificadas, impactando diretamente o tempo de internação, a necessidade de reintervenções cirúrgicas e os índices de mortalidade. Entretanto, após a implementação de protocolos de cirurgia segura, bundles assistenciais e práticas padronizadas de prevenção, observou-se redução significativa das taxas de infecção e melhoria dos indicadores de qualidade assistencial, reforçando a importância das estratégias de segurança do paciente no contexto perioperatório. Nesse cenário, a enfermagem desempenha papel essencial na implementação de estratégias voltadas à segurança do paciente cirúrgico, atuando desde o preparo pré-operatório até o acompanhamento pós-operatório. Entre as principais medidas preventivas destacam-se a higienização das mãos, o preparo adequado da pele, o controle glicêmico, a manutenção da normotermia e a aplicação de protocolos assistenciais. A prevenção da Infecção de Sítio Cirúrgico também está diretamente relacionada à padronização das práticas assistenciais e ao cumprimento rigoroso dos protocolos de cirurgia segura recomendados por organismos nacionais e internacionais. Nesse contexto, medidas como a utilização do checklist cirúrgico, o manejo adequado do ambiente operatório, o controle do tráfego de pessoas em sala cirúrgica e a abertura correta dos materiais estéreis no momento oportuno contribuem significativamente para a redução da contaminação e manutenção da assepsia. Além disso, a atuação integrada da equipe multiprofissional favorece a identificação precoce de riscos e fortalece a cultura de segurança do paciente no período perioperatório. A relevância deste estudo está relacionada à necessidade de fortalecer práticas seguras e ampliar a compreensão acerca da atuação do enfermeiro na prevenção da ISC, contribuindo para a melhoria da qualidade assistencial e redução de complicações cirúrgicas. OBJETIVO Analisar os cuidados perioperatórios de enfermagem voltados à prevenção da infecção de sítio cirúrgico, com base na literatura científica, a partir do conhecimento dos enfermeiros sobre as medidas preventivas e os fatores que interferem na implementação das boas práticas. METODOLOGIA Trata-se de uma revisão bibliográfica, de abordagem qualitativa e caráter descritivo, realizada por meio de levantamento de produções científicas nas bases de dados Scientific Electronic Library Online (SciELO), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e PubMed. Foram utilizados os descritores “infecção de sítio cirúrgico”, “enfermagem perioperatória”, “segurança do paciente” e “controle de infecção”, combinados pelos operadores booleanos AND e OR. Como critérios de inclusão, selecionaram-se artigos publicados entre os anos de 2020 e 2025, disponíveis na íntegra, nos idiomas português e inglês, relacionados à atuação do enfermeiro na prevenção da ISC e aos cuidados perioperatórios. Foram excluídos estudos duplicados, incompletos, dissertações, teses, editoriais e publicações que não respondiam ao objetivo da pesquisa. Após leitura dos títulos, resumos e análise completa dos artigos, foram selecionados 10 estudos científicos para compor a revisão. RESULTADOS E DISCUSSÃO Os estudos analisados demonstraram que a prevenção da infecção de sítio cirúrgico depende diretamente da adesão dos profissionais às práticas assistenciais recomendadas. Entre as principais medidas preventivas identificadas estão a higienização adequada das mãos, o preparo correto da pele, a antibioticoprofilaxia no tempo adequado, o controle glicêmico e a manutenção da normotermia. A hipotermia perioperatória mostrou-se associada à redução da perfusão tecidual e comprometimento da resposta imunológica, favorecendo o desenvolvimento de infecções. Da mesma forma, a hiperglicemia perioperatória esteve relacionada ao aumento das complicações infecciosas e maior tempo de internação hospitalar. A higienização das mãos permanece como uma das medidas mais eficazes na prevenção das infecções relacionadas à assistência à saúde. Entretanto, diversos estudos apontaram falhas na adesão aos protocolos institucionais, principalmente durante os períodos intra e pós-operatório. A baixa adesão às medidas preventivas foi associada à sobrecarga de trabalho, limitações estruturais e falhas na comunicação entre os membros da equipe multiprofissional. Ainda, contudo, os principais desafios para adoção das boas práticas para prevenção da infecção de sítio cirúrgico são a sobrecarga de trabalho da equipe de enfermagem, o dimensionamento inadequado de profissionais, limitações de recursos materiais e falhas na educação permanente. A alta demanda assistencial e a pressão relacionada ao tempo cirúrgico frequentemente comprometem a execução rigorosa dos protocolos de segurança. Além disso, dificuldades na comunicação entre os membros da equipe multiprofissional e a resistência à padronização das práticas assistenciais podem fragilizar a cultura de segurança do paciente e favorecer a ocorrência de eventos adversos no período perioperatório. Os resultados também evidenciaram a importância da atuação do enfermeiro na organização do cuidado perioperatório, onde esse profissional atua na supervisão da equipe, implementação de protocolos de segurança, monitoramento de sinais clínicos e educação em saúde do paciente. A orientação adequada no pós-operatório mostrou impacto positivo na prevenção de complicações e no fortalecimento do autocuidado. Portanto, a qualidade da assistência perioperatória está diretamente relacionada à organização do processo de trabalho da enfermagem, mediante protocolos institucionais e instrumentos de checklist que impactam positivamente na redução de eventos adversos e na melhoria da comunicação entre os profissionais da equipe cirúrgica. Sobretudo, a educação em saúde realizada pelo enfermeiro contribui para maior adesão do paciente às orientações, favorecendo a identificação precoce de sinais infecciosos e reduzindo complicações após a alta hospitalar. CONSIDERAÇÕES FINAIS A infecção de sítio cirúrgico permanece como importante problema de saúde pública, exigindo atuação contínua da equipe multiprofissional, especialmente da enfermagem. O estudo evidenciou que os enfermeiros possuem conhecimento acerca das principais estratégias preventivas, porém ainda existem dificuldades relacionadas à implementação efetiva dessas medidas no ambiente hospitalar. A atuação do enfermeiro mostrou-se fundamental na organização do cuidado perioperatório, na supervisão da equipe e na promoção da segurança do paciente. Medidas como higienização das mãos, controle glicêmico, manutenção da normotermia e preparo adequado da pele são essenciais para a redução das ISC e melhoria dos desfechos clínicos. Conclui-se que o fortalecimento da educação permanente, da padronização dos protocolos assistenciais e da cultura de segurança institucional é indispensável para qualificar a assistência e reduzir complicações cirúrgicas.
Título do Evento
I CONGRESSO DE ENFERMAGEM DO UNINTA ITAPIPOCA - ICOENF
Cidade do Evento
Itapipoca
Título dos Anais do Evento
Anais do I Congresso de Enfermagem do UNINTA, Campus Itapipoca
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

NEVES, Gerdan Oliveira; BRAGA, Giselle Rocha. CUIDADOS DE ENFERMAGEM NA PREVENÇÃO DA INFECÇÃO DE SÍTIO CIRÚRGICO.. In: Anais do I Congresso de Enfermagem do UNINTA, Campus Itapipoca. Anais...Itapipoca(CE) UNINTA, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/i-congresso-de-enfermagem-do-uninta-itapipoca-icoenf-698097/1572166-CUIDADOS-DE-ENFERMAGEM-NA-PREVENCAO-DA-INFECCAO-DE--SITIO-CIRURGICO. Acesso em: 06/11/2026

Trabalho

Even3 Publicacoes