FATORES DE RISCO PARA DOENÇAS CARDIOVASCULARES EM COMUNIDADES CARENTES

Publicado em 21/07/2026 - ISBN: 978-65-272-2604-8

Título do Trabalho
FATORES DE RISCO PARA DOENÇAS CARDIOVASCULARES EM COMUNIDADES CARENTES
Autores
  • Anthony Willyan Porto Rodrigues
  • Vitória Bruna dos Santos pires
  • Rennêr Vasconcelos Ribeiro Lima
  • FRancisca Dieygila Pereira Vaz
  • João Vitor Martins de Albuquerque
  • Kailane Kelly Teixeira Pires
  • Israel Coutinho Sampaio Lima
Modalidade
Resumo Expandido
Área temática
TEMAS LIVRES: A submissão de temas livres abrange uma ampla diversidade de abordagens, incluindo estudos clínicos, relatos de experiência, revisões de literatura e pesquisas experimentais, contemplando diferentes áreas da enfermagem, como atenção básica, urgência e emergência, saúde coletiva, gestão em saúde, enfermagem hospitalar, saúde mental, entre outras. Além de estudos envolvendo relatórios técnicos, culturais e de extensão universitária.
Data de Publicação
21/07/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/i-congresso-de-enfermagem-do-uninta-itapipoca-icoenf-698097/1571325-fatores-de-risco-para-doencas-cardiovasculares-em-comunidades-carentes
ISBN
978-65-272-2604-8
Palavras-Chave
Enfermagem; Doenças Cardiovasculares; Promoção da Saúde.
Resumo
INTRODUÇÃO As doenças cardiovasculares (DCV) representam a principal causa de mortes no Brasil e no mundo, sendo responsáveis por cerca de 17,9 milhões de óbitos anuais, o equivalente a 31% das mortes globais, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS, 2016). No Brasil, essas doenças também apresentam elevada taxa de mortalidade, sendo responsáveis por grande parte das internações e dos óbitos relacionados às doenças crônicas não transmissíveis. Em comunidades carentes as doenças cardiovasculares são ainda mais marcantes. Visto que, as condições de vulnerabilidade e precariedade à informação aumentam a ocorrência dessas doenças, como o infarto agudo do miocárdio (IAM), hipertensão arterial e acidente vascular encefálico (AVE), já que, por falta de cuidado e até negligência as comunidades vulneráveis experimentam contextos de vida que acarretam fatores de risco para essas doenças, como o mau hábito alimentar, que podem desenvolver diabetes e obesidade. Ademais, sedentarismo e tabagismo são fatores agravantes para o acometimento dessas condições. A Enfermagem desempenha papel fundamental na prevenção dessas doenças, seja de forma ativa com procedimentos clínicos ou em educação e saúde. O enfermeiro atua principalmente na ação primária da saúde, promovendo ações de conscientização e educação, através de escolas, palestras e até aconselhamento pessoal, para que as comunidades entendam como devem se precaver, gerando cidadãos críticos, autônomos e conscientes sobre as formas de cuidado e prevenção com a própria saúde. Assim, este estudo é guiado pela seguinte questão norteadora: quais são os principais fatores de risco e as formas de prevenção e cuidados de enfermagem diante das doenças cardiovasculares? OBJETIVO Identificar os fatores de risco de doenças cardiológicas em comunidades carentes e o cuidado de enfermagem associado à prevenção dessas doenças. MÉTODO Pesquisa de caráter teórico, com método qualitativo e de natureza descritivo, realizado mediante revisão bibliográfica. A busca dos dados que alicerçam essa pesquisa, foi feita com base em estudos científicos sólidos, como Scientific Electronic Library (SciELO). Foram incluídos artigos completos pertinentes ao tema, além de dados epidemiológicos e estatísticas que auxiliam na contextualização da pesquisa. A análise dos materiais foi feita de forma geral, e em seguida aprofundada. Todos os documentos coletados foram examinados de forma descritiva e interpretativa, após análise criteriosa foram descartados os documentos que não respondiam a pergunta norteadora ou não eram aplicáveis à discussão do presente resumo. Posteriormente, foram organizados de forma lógica, permitindo afirmar relações entre os fatores de risco e as práticas preventivas da enfermagem, aplicadas na população em geral e principalmente as comunidades em situação de vulnerabilidade social, econômica e de informação. Dessa forma, a metodologia escolhida contribuiu para alcançar os objetivos e responder a questão norteadora proposta. RESULTADOS E DISCUSSÃO Comunidades carentes são aquelas que apresentam falhas na oferta de bens e serviços públicos a que todos deveriam ter acesso, além de menor desenvolvimento socioeconômico, menor renda e dificuldades de acesso à saúde, medicamentos e tecnologias (FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ, 2021). A pressão arterial sistêmica é uma doença crônica que é caracterizada pelos níveis elevados e persistentes da pressão sanguínea nas artérias. Essa elevação ocorre quando o coração precisa fazer mais força para bombear o sangue pelo o corpo. A hipertensão por muitas vezes apresenta, uma evolução silenciosa com sintomas evidentes, aumentando os riscos de doenças cardiovasculares, acidente vascular cerebral e dentre outras complicações graves. O desenvolvimento da hipertensão arterial está relacionado a diversos fatores, como predisposição genética, envelhecimento, obesidade, sedentarismo, alimentação rica em sal e gorduras, consumo excessivo de álcool, tabagismo e estresse. Nas comunidades carentes, a ocorrência da hipertensão tende a ser maior devido às dificuldades socioeconômicas enfrentadas colesterol (Pesaro, Serrano Junior, Nicolau, 2004). Os principais agravantes são alimentação inadequada , falta de acesso aos serviços de saúde, baixa escolaridade, situações de constantes estresses causados por problemas financeiros e sociais . A dificuldade de ter acesso a consultas médicas e medicamentos também é um dos grandes agravantes que comprometem o controle da doença. A enfermagem possui um papel muito importante no cuidado e na prevenção da hipertensão arterial sistêmica, pois as ações da enfermagem envolvem a promoção da saúde, prevenção de doenças, acompanhamento do tratamento e orientação para a população colesterol (Pesaro, Serrano Junior, Nicolau, 2004). O acolhimento, escuta ativa, criação de vínculos entre profissionais e pacientes é uma estratégia para uma melhor adesão para o tratamento e poder garantir uma qualidade de vida melhor para pessoas com hipertensão. O infarto agudo do miocárdio (IAM), também chamado popularmente apenas de infarto, é um acidente vascular isquêmico, em que há a obstrução das coronárias do coração, as artérias responsáveis por irrigar o músculo cardíaco e garantir a sístole e diástole, quando há o entupimento prolongado os cardiomiócitos morrem por falta de oxigênio, cessando o batimento e prejudicando o corpo por falta de circulação. Os sintomas e sinais de alerta de um IAM são bem característicos, eles incluem angina que pode irradiar para o braço esquerdo e mandíbula, diaforese, náusea, dispneia e síncope. O IAM possui vários fatores de risco e agravantes, eles combinam fatores pré-existentes e hábitos de vida, dentre eles inclui-se HAS, tabagismo, dislipidemia, diabetes, estresse e sedentarismo, situações comuns em comunidades vulneráveis. Os integrantes dessas comunidades por inocência ou negligência estão fortemente envolvidos com as situações descritas, são pessoas altamente estressadas por conta da situação socioeconômica dentre outros motivos, mas que na maioria das vezes os levam ao consumo de drogas e álcool, elevando a probabilidade de ter um IAM, além disso, por também já ser parte do dia a dia a dieta desses indivíduos em grande maioria é rica em gordura, o que eleva os níveis de LDL no sangue, aumentando a quantidade de placas de gordura nas artérias, gerando um ambiente propício a um infarto. Esses contextos de vida acabam influenciando na situação também dos idosos, pela debilidade do tempo essa população já se encaixa nas pessoas de risco e as formas de se cuidar influenciam tanto positivo quanto negativamente. A enfermagem diante dessas situações possuem atribuições que devem ser realizadas, principalmente no que se refere a educação em saúde (Silva, 2020). O enfermeiro tem o papel de ensinar, orientar, facilitar e direcionar as pessoas acerca das situações de risco, e o perigo que os maus hábitos de vida tem. Elaborando palestras, aconselhamento pessoal e até ações de promoção à saúde, para que as pessoas entendam os perigos dessas ações, e saibam a melhor forma de viver e mudar esses hábitos. Além disso, o enfermeiro é importante no cuidado com os idosos, grande parcela vive uma situação de negligência no cuidado, e é papel do enfermeiro ensinar, aconselhar e também monitorar sinais clínicos de pressão, glicemia e colesterol (Pesaro, Serrano Junior, Nicolau, 2004). Ainda, segundo a Organização Mundial da Saúde, o Acidente Vascular Encefálico (AVE) é uma emergência médica que ocorre quando o fluxo sanguíneo para o cérebro é interrompido, seja por obstrução ou sangramento, levando à morte de células cerebrais e a graves complicações. O supracitado ocorre principalmente pela combinação dos fatores já apresentados, como hipertensão, tabagismo e sedentarismo que em comunidades carentes são mais comuns de acontecer pois, devido a pouca adesão a uma vida saudável, seja por desvalorização ou por outros motivos. A enfermagem, nesse contexto, se faz necessária para a conscientização e acompanhamento, físico e mental, das comunidades mais vulneráveis (Silva, 2020). CONCLUSÃO Os estudos analisados evidenciaram que as doenças cardiovasculares afetam de forma mais intensa as comunidades carentes, em razão das dificuldades econômicas, do baixo nível de escolaridade e da limitação no acesso aos serviços de saúde. Hábitos como má alimentação, inatividade física, tabagismo, estresse e consumo excessivo de bebidas alcoólicas favorecem o surgimento de hipertensão arterial, infarto agudo do miocárdio e acidente vascular encefálico. Diante disso, a enfermagem exerce importante atuação na prevenção dessas enfermidades. Dessa forma, percebe-se que a redução das doenças cardiovasculares em populações vulneráveis depende da implementação permanente de medidas preventivas, do fortalecimento das ações e programas de saúde pública e da ampliação da participação dos profissionais da saúde, principalmente da enfermagem, com o objetivo de promover melhores condições de vida e diminuir as taxas de adoecimento e mortalidade relacionadas a essas enfermidades. REFERÊNCIAS PESARO, A. E. P.; SERRANO JUNIOR, C. V.; NICOLAU, J. C. Infarto agudo do miocárdio: síndrome coronariana aguda com supradesnível do segmento ST. Revista da Associação Médica Brasileira, São Paulo, v. 50, n. 2, p. 214-220, 2004. SILVA, A. C. et al. Doenças cardiovasculares e questões socioeconômicas. Revista UMC, Mogi das Cruzes, v. 5, n. 3, 2020. FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ (Fiocruz). Condições socioeconômicas que afetam a mortalidade por doenças cardíacas. DSS Brasil, Rio de Janeiro, 2021.
Título do Evento
I CONGRESSO DE ENFERMAGEM DO UNINTA ITAPIPOCA - ICOENF
Cidade do Evento
Itapipoca
Título dos Anais do Evento
Anais do I Congresso de Enfermagem do UNINTA, Campus Itapipoca
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

RODRIGUES, Anthony Willyan Porto et al.. FATORES DE RISCO PARA DOENÇAS CARDIOVASCULARES EM COMUNIDADES CARENTES.. In: Anais do I Congresso de Enfermagem do UNINTA, Campus Itapipoca. Anais...Itapipoca(CE) UNINTA, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/i-congresso-de-enfermagem-do-uninta-itapipoca-icoenf-698097/1571325-FATORES-DE-RISCO-PARA-DOENCAS-CARDIOVASCULARES-EM-COMUNIDADES-CARENTES. Acesso em: 01/11/2026

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