FORMAÇÃO MISSIONÁRIA DOS SEMINARISTAS - O PAPEL DO FORMADOR

Publicado em 05/02/2019 - ISBN: 978-85-5722-185-7

Título do Trabalho
FORMAÇÃO MISSIONÁRIA DOS SEMINARISTAS - O PAPEL DO FORMADOR
Autores
  • Everton Aparecido da Silva
Modalidade
PRORROGADO ENVIO DE RESUMOS ATÉ DIA 09/10
Área temática
Temas de Teologia Pastoral
Data de Publicação
05/02/2019
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/humanitaspucprteo/120708-formacao-missionaria-dos-seminaristas---o-papel-do-formador
ISBN
978-85-5722-185-7
Palavras-Chave
Formação, Missão, Seminarista, Formador
Resumo
O recado parece bastante claro: para poder evangelizar é preciso, antes de mais nada, se deslocar, sair, partir, ir às periferias. A primeira exigência da missão, como diz a própria etimologia, é o envio. Esta é a essência da missionariedade. Para não cairmos na armadilha de nos fechar em nós mesmos, devemos formar-nos como discípulos missionários sem fronteiras, dispostos a ir ‘à outra margem’, àquela onde Cristo ainda não é reconhecido como Deus e Senhor, e a Igreja não está presente” (DAp 376). Para que isso aconteça de maneira significativa são precisos estímulos e articulações. João Paulo II, na Mensagem para o Dia Mundial das Missões de 1990, disse: “A educação dos futuros sacerdotes no espírito missionário deve ser tal que o sacerdote se sinta e atue, ali onde se encontre, como um pároco do mundo, ao serviço de toda a Igreja missionária. Ele é o animador nato e o primeiro responsável do despertar da consciência missionária dos fiéis”. “O envio missionário era e é uma questão vital. A missão foi primeiramente prática. A Igreja nasceu e viveu a missão antes de saber o que era missão. A experiência de vida, do ‘estar com Jesus’, era seu anúncio e testemunho” (PANAZZOLO, 2006, p. 16). Portanto, a Igreja é chamada a estar “em saída” como o seu Senhor que “sabe ir à frente, sabe tomar iniciativa sem medo, ir ao encontro, procurar os afastados e chegar às encruzilhadas dos caminhos para convidar os excluídos” (EG 24). Neste contexto, a dimensão missionária do presbiterado é fortemente sublinhada pelos documentos do Magistério. O Concílio Vaticano II trata do argumento sobretudo na Lumen Gentium e no Presbyterorum Ordinis. Falando das funções dos presbíteros, começa por dizer que estes, enquanto participantes do mesmo sacerdócio dos bispos, têm como eles, quais seus colaboradores, “como primeira tarefa anunciar o Evangelho de Deus a todos” (PO 4). O mandato de anunciar o Evangelho a toda criatura vale, portanto, também para eles. Essa vocação da Igreja assumida por seus discípulos missionários deve ser em especial pelos presbíteros, que são lideranças fundamentais na missão. Entretanto, os bispos em Aparecida constatam que “falta espírito missionário em membros do clero, inclusive em sua formação” (DAp 100e). Por isso a urgência de uma formação que coloque a missão no coração dos presbíteros. Esta mentalidade missionária supõe, obviamente, uma formação autenticamente missionária dos presbíteros, sobretudo no período dos estudos superiores filosófico-teológicos. A tal formação refere-se expressamente o Ad Gentes, exortando os professores a evidenciar, especialmente no aprofundamento das disciplinas dogmáticas, bíblicas, morais e históricas, “os motivos missionários nelas contidos, para que assim se forme nos futuros sacerdotes a consciência missionária” (AG 39). As Diretrizes para a Formação dos Presbíteros da Igreja no Brasil (Doc. 93 da CNBB) ao falar sobre o fundamento da formação pastoral-missionária recordam que “a Igreja acolhe o dom da vocação vinda do Senhor, discerne o chamado à luz do Espírito Santo e forma os discípulos missionários, a fim de enviá-los à urgente e inadiável missão de evangelizar (Jo 20,21; DAp 194)” (Doc. 93, 299). A formação pastoral-missionária deve ser o princípio unificador de todo o processo formativo (estudos e práticas pastorais) que qualifica o presbítero para o seu ministério “sempre impregnado pela ação do Espírito de Deus” (cf. Doc. 93, 300). Daí a necessidade de uma sólida mística missionária que se expressa numa espiritualidade para entrar no caminho da “conversão”. Isso implica passar de “uma pastoral de mera conservação para uma pastoral decididamente missionária (DAp 370)” (cf. Doc. 98, 301.2). No entanto, as luzes e as sombras dessa travessia da família humana (cf. GS 2) se apresentam como sinais dos tempos que nos convidam à escuta e ao discernimento sobre o que “o Espírito diz às Igrejas” (Ap 2,29). Os cenários da atualidade nos provocam repensar a missão em sua totalidade, para que seja sustentada por uma apropriada reflexão teológica, uma conversão interior, uma clareza de horizontes e uma ousada ação evangelizadora. A missão é o “princípio unificador de todo o processo formativo” (Doc. 93, 300). Os seminaristas são chamados a ser protagonistas da missão, devem contar com apoio dos bispos e formadores, estando disponíveis de forma madura e responsável. Os formadores devem dar atenção e incentivo. A Conferência de Aparecida recorda que “o Povo de Deus sente a necessidade de presbíteros missionários: movidos pela caridade pastoral que os leve a cuidar do rebanho a eles confiado e a procurar os mais afastados pregando a Palavra de Deus, sempre em profunda comunhão com seu Bispo, com os presbíteros, diáconos, religiosos, religiosas e leigos...” (DAp 199). O Seminário deve formar padres que independentemente de onde se encontram devem estar abertos à dimensão universal da Igreja. O Seminário é desafiado permanentemente a encontrar formas de ensinar os futuros padres a falarem a linguagem do mundo contemporâneo. O padre tem de ir ao encontro, estar próximo, com coragem e sem repugnância, o que torna as atitudes e a maneira de ser do padre algo mais exigente. Os centros de formação ao sacerdócio hão de converter-se em “casa e escola” de discipulado e missionariedade, na qual a espiritualidade que se promove corresponda à identidade da própria vocação, seja diocesana ou religiosa e, ao mesmo tempo, conduza os formandos a um encontro permanente com Cristo vivo (cf. DAp 319). A Conferência de Aparecida conclama também a uma renovação missionária a partir do interior da Igreja a começar pelos presbíteros que devem ser formados “como discípulos missionários sem fronteiras dispostos a irem à outra margem, àquela onde Cristo ainda não é reconhecido como Deus e Senhor, e a Igreja não está presente” (DAp 376). Para tanto, sente-se que ainda falta um projeto de pastoral missionário consistente, que fortaleça o exercício da pastoral dentro dos Seminários, como sinal do que pede esta urgente necessidade da Igreja do Brasil: uma Igreja “em saída”. Acreditamos que é dentro dos Seminários e institutos de formação, espalhados em todo o país, que estão sendo preparados missionários presbíteros. Por isso, investir nesta formação missionária.
Título do Evento
Congresso Humanitas | Teologia
Cidade do Evento
Curitiba
Título dos Anais do Evento
I Congresso Humanitas: I Congresso Internacional do PPGT e XIII Congresso de Teologia PUCPR
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SILVA, Everton Aparecido da. FORMAÇÃO MISSIONÁRIA DOS SEMINARISTAS - O PAPEL DO FORMADOR.. In: I Congresso Humanitas: I Congresso Internacional do PPGT e XIII Congresso de Teologia PUCPR. Anais...Curitiba(PR) PUCPR, 2019. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/humanitaspucprteo/120708-FORMACAO-MISSIONARIA-DOS-SEMINARISTAS---O-PAPEL-DO-FORMADOR. Acesso em: 05/04/2026

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