BIOINFORMÁTICA ESTRUTURAL NO ESTUDO DA INTERAÇÃO ENTRE CARDIOLIPINA E ANTICORPO ANTICARDIOLIPINA PARA APLICAÇÃO EM UM TESTE POINT-OF-CARE

Publicado em 15/09/2025 - ISBN: 978-65-272-1444-1

Título do Trabalho
BIOINFORMÁTICA ESTRUTURAL NO ESTUDO DA INTERAÇÃO ENTRE CARDIOLIPINA E ANTICORPO ANTICARDIOLIPINA PARA APLICAÇÃO EM UM TESTE POINT-OF-CARE
Autores
  • Bruna Ferri Serafini
  • Duane da Silva Moraes
  • Juliana Scherer
  • Susana Maria Kakuta
  • Priscila Schmidt Lora
  • Mariana Rost Meireles
Modalidade
Resumo - Práticas Inovadoras
Área temática
Inovação e Tecnologia
Data de Publicação
15/09/2025
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/hm2024-trabalhos-cientificos/956427-bioinformatica-estrutural-no-estudo-da-interacao-entre-cardiolipina-e-anticorpo-anticardiolipina-para-aplicacao-e
ISBN
978-65-272-1444-1
Palavras-Chave
CARDIOLIPINAS; ANTICORPOS Anticardiolipina; BIOLOGIA Computacional; SÍFILIS; TESTE Point-of-Care
Resumo
INTRODUÇÃO: Sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pela bactéria Treponema pallidum, que pode ser transmitida por vias hematogênica e congênita. A sífilis congênita é a segunda principal causa de natimortos no mundo, além de resultar em prematuridade, baixo peso ao nascer, morte neonatal e infecções em recém-nascidos (1). A detecção pode ser feita pelo teste Venereal Disease Research Laboratory, que utiliza cardiolipina como antígeno (Ag) para identificar anticorpos anticardiolipina (Ab) gerados pela infecção. Esse teste não apenas detecta a IST, mas também semi-quantifica os Ab, sendo utilizado no monitoramento do tratamento da sífilis (2). A descentralização desse teste é essencial para superar barreiras geográficas e técnicas associadas aos laboratórios de análises clínicas, especialmente na jornada da gestante, onde o acompanhamento rigoroso do tratamento é crucial para evitar a transmissão ao feto. Uma tecnologia point-of-care (POC) poderia otimizar esse processo; porém seu desenvolvimento exige a imobilização do bioreceptor de interesse, que direcionará a detecção apenas do analito alvo. Nesse contexto, compreender as moléculas envolvidas no teste, suas propriedades físico-químicas (PF-Q) e interações é fundamental, e a bioinformática estrutural (BE) se destaca como uma ferramenta para otimizar experimentos e reduzir custos, simulando interações em softwares computacionais. OBJETIVO: Entender a interação entre cardiolipina e Ab, e suas propriedades que influenciam no desenvolvimento de um POC para a sífilis, através da BE. MÉTODO: A estrutura do Ab de cadeia pesada (CP) e leve (CL) foi obtida por uma busca na base de dados UNIPROT. A sequência de aminoácidos resultante dessa busca foi utilizada como entrada na ferramenta BlastP do NCBI, comparando-a com as estruturas disponíveis no Protein Data Bank. As estruturas foram avaliadas quanto à identidade e cobertura da sequência. As cadeias do Ab foram modeladas no software Phyre-2, utilizando os templates 7K8O e 7KKH. A estrutura da cardiolipina foi obtida no PubChem e sua energia foi minimizada no software Avogadro. A estabilidade do complexo Ab-Ag foi avaliada por docking molecular utilizando o HDOCK, e as interações foram validadas com o LigPlus. Além disso, as PF-Q foram analisadas em termos de área de exposição ao solvente (aSES) e área de acessibilidade ao solvente (aSAS) na interface Chimera. RESULTADOS: Na CL do Ab, a aSAS variou de 0 a 59,59, enquanto a aSES variou de 0 a 33,71. Para a CP, a aSAS variou de 0 a 61,76 e a aSES de 0 a 29,57. A aSAS é uma medida da superfície da proteína exposta ao solvente, sendo que, neste estudo, as regiões mais acessíveis foram as alças hipervariáveis, responsáveis pela interação com o Ag. Um docking score abaixo de -200 indica uma ligação forte Ab-Ag. O docking score foi de -217,95 para a CP e -223,92 para a CL, indicando uma alta estabilidade na formação do complexo e confirmando uma ligação de alto desempenho. Observou-se que o Ab de CL apresenta maior afinidade pela cardiolipina em comparação com o de CP, destacando a relevância da composição do fragmento Fab. A CP interage com o Ag através de 12 aminoácidos e a CL através de 13 aminoácidos, formando 2 e 4 pontos de hidrogênio, respectivamente. CONCLUSÃO: Conclui-se que, a utilização de simulações por BE possibilitam o entendimento das regiões específicas de interação entre o bioreceptor e o analito alvo no desenvolvimento de um POC. As sequências de aminoácidos da CP e CL que interagem com a cardiolipina não poderão estar imobilizados no POC, mas sim mantidos disponíveis para se ligar ao analito e garantir o acoplamento. Assim, os aminoácidos que não participam da interação Ab-Ag são escolhidos para criar uma ligação no POC.
Título do Evento
Health Meeting – Business & Innovation - Trabalhos Científicos
Cidade do Evento
Porto Alegre
Título dos Anais do Evento
Anais do Health Meeting Business & Innovation
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SERAFINI, Bruna Ferri et al.. BIOINFORMÁTICA ESTRUTURAL NO ESTUDO DA INTERAÇÃO ENTRE CARDIOLIPINA E ANTICORPO ANTICARDIOLIPINA PARA APLICAÇÃO EM UM TESTE POINT-OF-CARE.. In: Anais do Health Meeting Business & Innovation. Anais...Porto Alegre(RS) PUCRS, 2024. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/hm2024-trabalhos-cientificos/956427-BIOINFORMATICA-ESTRUTURAL-NO-ESTUDO-DA-INTERACAO-ENTRE-CARDIOLIPINA-E-ANTICORPO-ANTICARDIOLIPINA-PARA-APLICACAO-E. Acesso em: 06/03/2026

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