MORTALIDADE POR HEPATITES VIRAIS NO BRASIL: O CRESCENTE DESAFIO EPIDEMIOLÓGICO NA TERCEIRA IDADE

Publicado em 30/06/2026 - ISBN: 978-65-272-2544-7

Título do Trabalho
MORTALIDADE POR HEPATITES VIRAIS NO BRASIL: O CRESCENTE DESAFIO EPIDEMIOLÓGICO NA TERCEIRA IDADE
Autores
  • Jadna Matos Ribeiro
  • CARLOS ANDRADE SAMPAIO NETO
  • Gabrielle Santos Fortuna
  • Raul Gabriel Lyrio Costa
  • sofia ferreira carvalho oliveira
  • Andressa Barreto Matos Maia
  • Maria Eduarda Sidral Luz Santana de Carvalho
Modalidade
Pôster
Área temática
Hepatologia
Data de Publicação
30/06/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/gastrobahia26/1469960-mortalidade-por-hepatites-virais-no-brasil--o-crescente-desafio-epidemiologico-na-terceira-idade
ISBN
978-65-272-2544-7
Palavras-Chave
Hepatites aguda e crônica; idosos; perfil epidemiológico
Resumo
Introdução: ?As hepatites virais apresentam uma complexidade clínica significativa, manifestando-se tanto na forma aguda, quanto na forma crônica, quando a persistência da infecção eleva o risco de danos severos, como cirrose e carcinoma. O controle da doença exige investigação epidemiológica rigorosa e notificação compulsória. Objetivo: Analisar quantitativamente os óbitos por hepatites virais na Bahia entre 2015 e 2024. Método: Estudo observacional, retrospectivo e descritivo, realizado a partir de dados secundários obtidos no SIM-DATASUS. Foram analisados os óbitos registrados entre 2015 e 2024 na Bahia, nas categorias do CID-10 relacionadas a hepatites virais, que incluem B15, B16, B17, B18 e B19. As variáveis analisadas foram ano do óbito e faixa etária. Resultados: Entre 2015 e 2024, foram registrados 922 óbitos por hepatites virais na Bahia, concentrados em faixas etárias avançadas, entre 60 e 69 anos (29,9%) e 50 e 59 anos (24,3%). Indivíduos com 50 anos ou mais corresponderam a cerca de 70% dos óbitos, evidenciando associação com o envelhecimento. Crianças e adolescentes apresentaram baixa ocorrência de óbitos. Observou-se aumento da mortalidade a partir da terceira década de vida, com pico entre 50 e 69 anos. A tendência temporal mostrou relativa estabilidade, com variações entre 78 e 102 óbitos anuais, redução entre 2020 e 2023 e discreto aumento em 2024. O padrão observado é compatível com a evolução das hepatites crônicas, com maior impacto em adultos e idosos. Conclusão: Os achados demonstram que a mortalidade por hepatites virais na Bahia, entre 2015 e 2024, está associada ao avanço da idade, concentrando-se em indivíduos com 50 anos ou mais. Esse padrão reflete a evolução lenta e assintomática das hepatites crônicas B e C, que podem culminar em cirrose e carcinoma hepatocelular, principais causas de óbito. A menor mortalidade em crianças e adolescentes relaciona-se ao predomínio de formas agudas autolimitadas, às melhorias sanitárias e à vacinação contra hepatite B. Observa-se estabilidade temporal dos óbitos, com discreta redução recente, possivelmente associada aos avanços diagnósticos e terapêuticos. Evidencia-se, portanto, a relação entre mortalidade, cronicidade da infecção e envelhecimento, reforçando a importância do diagnóstico precoce, ampliação do tratamento e monitoramento contínuo, sobretudo nas faixas etárias mais avançadas.
Título do Evento
5o. Congresso Baiano de Gastroenterologia
Cidade do Evento
Salvador
Título dos Anais do Evento
Anais do 5o. Congresso Baiano de Gastroenterologia / 2026
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

RIBEIRO, Jadna Matos et al.. MORTALIDADE POR HEPATITES VIRAIS NO BRASIL: O CRESCENTE DESAFIO EPIDEMIOLÓGICO NA TERCEIRA IDADE.. In: Anais do 5o. Congresso Baiano de Gastroenterologia / 2026. Anais...Salvador(BA) Centro de Convenções do Hotel Mercure-Salvador, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/gastrobahia26/1469960-MORTALIDADE-POR-HEPATITES-VIRAIS-NO-BRASIL--O-CRESCENTE-DESAFIO-EPIDEMIOLOGICO-NA-TERCEIRA-IDADE. Acesso em: 15/08/2026

Trabalho

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