INFLUÊNCIA DOS FATORES SOCIOECONÔMICOS NA PERCEPÇÃO, MANEJO E PREVALÊNCIA DE SINTOMAS INTESTINAIS EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES

Publicado em 30/06/2026 - ISBN: 978-65-272-2544-7

Título do Trabalho
INFLUÊNCIA DOS FATORES SOCIOECONÔMICOS NA PERCEPÇÃO, MANEJO E PREVALÊNCIA DE SINTOMAS INTESTINAIS EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES
Autores
  • Letícia rollemberg seixas
  • Glícia abreu
Modalidade
Pôster
Área temática
Gastroenterologia
Data de Publicação
30/06/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/gastrobahia26/1469942-influencia-dos-fatores-socioeconomicos-na-percepcao-manejo-e-prevalencia-de-sintomas-intestinais-em-criancas-e-
ISBN
978-65-272-2544-7
Palavras-Chave
Constipação Intestinal, Fatores Socioeconômicos, Determinantes Sociais da Saúde, Pais, Percepção, Criança, Adolescente.
Resumo
Introdução: Determinantes socioeconômicos podem influenciar o reconhecimento e o manejo de sintomas intestinais na infância e adolescência. A constipação funcional é frequente em pediatria, com diagnóstico clínico pelos Critérios de Roma IV, mas pode ser subestimada diante de barreiras de letramento em saúde, acesso a serviços e normalização cultural de padrões evacuatórios. Objetivo: Avaliar a associação entre fatores socioeconômicos e a percepção parental de sintomas intestinais, comparando-a aos critérios de Roma IV e à Escala de Fezes de Bristol. Métodos: Estudo observacional, transversal, realizado em parques e praças de Salvador (BA), com crianças/adolescentes de 4–17 anos e responsáveis. Aplicaram-se questionários de autorresposta: Roma IV (4–18 anos), Bristol e instrumento estruturado sobre percepção e busca por atendimento, além de dados sociodemográficos (escolaridade, raça/cor, moradia e acesso à saúde). Avaliou-se concordância (Kappa) e associações (qui-quadrado/Fisher; p<0,05). Resultados: Em 401 participantes, constipação por Roma IV foi 16,2% e 20,0% preencheram apenas um critério. Pelo Bristol, 27,7% tinham fezes ressecadas (tipos 1–2). Houve associação entre Roma IV e Bristol (p=0,004), com maior proporção de padrão “constipado” no Bristol entre constipados por Roma IV. A constipação associou-se à menor escolaridade do responsável (p=0,006), sem relação com uso do SUS ou número de banheiros. A percepção parental de “alteração intestinal” associou-se à constipação por Roma IV (p<0,001), com concordância moderada (Kappa=0,409), e ao Bristol (p<0,001), com concordância baixa (Kappa=0,228). Crianças constipadas buscaram mais atendimento médico e relataram maior impacto na rotina familiar e constrangimento (p<0,001); a incontinência fecal semanal foi o critério analisado no Roma IV mais relacionado ao constrangimento. Conclusão: A constipação funcional foi frequente e associou-se à menor escolaridade do responsável, independentemente do tipo de serviço de saúde. A concordância apenas moderada com a percepção parental e o impacto funcional reforçam a importância do reconhecimento precoce.
Título do Evento
5o. Congresso Baiano de Gastroenterologia
Cidade do Evento
Salvador
Título dos Anais do Evento
Anais do 5o. Congresso Baiano de Gastroenterologia / 2026
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SEIXAS, Letícia rollemberg; ABREU, Glícia. INFLUÊNCIA DOS FATORES SOCIOECONÔMICOS NA PERCEPÇÃO, MANEJO E PREVALÊNCIA DE SINTOMAS INTESTINAIS EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES.. In: Anais do 5o. Congresso Baiano de Gastroenterologia / 2026. Anais...Salvador(BA) Centro de Convenções do Hotel Mercure-Salvador, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/gastrobahia26/1469942-INFLUENCIA-DOS-FATORES-SOCIOECONOMICOS-NA-PERCEPCAO-MANEJO-E-PREVALENCIA-DE-SINTOMAS-INTESTINAIS-EM-CRIANCAS-E-. Acesso em: 15/08/2026

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