ESQUISTOSSOMOSE NA BAHIA: PANORAMA DOS CASOS NOTIFICADOS (2015–2024).

Publicado em 30/06/2026 - ISBN: 978-65-272-2544-7

DOI
10.29327/9786527225447.1469164  
Título do Trabalho
ESQUISTOSSOMOSE NA BAHIA: PANORAMA DOS CASOS NOTIFICADOS (2015–2024).
Autores
  • CARLOS ANDRADE SAMPAIO NETO
  • Bruna Lima Ferreira
  • Rafael Abrantes Junqueira
  • Bianca Maia Novais
  • Maria Clara Lorenzo Lino
  • Luiz Fernando Quintanilha de Mesquita
Modalidade
Pôster
Área temática
Outros
Data de Publicação
30/06/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/gastrobahia26/1469164-esquistossomose-na-bahia--panorama-dos-casos-notificados-(20152024)
ISBN
978-65-272-2544-7
Palavras-Chave
Esquistossomose, Epidemiologia, Bahia.
Resumo
Introdução: A esquistossomose, causada por Schistosoma mansoni, permanece como importante problema de saúde pública na Bahia, estado endêmico e marcado por desigualdades socioambientais. A análise dos casos notificados entre 2015 e 2024 permite compreender o comportamento recente da doença e subsidiar ações de vigilância e controle. Objetivo: Analisar quantitativamente os casos confirmados notificados por esquistossomose na Bahia entre 2015 e 2024, detalhando a evolução, forma clínica e faixa etária. Método: Estudo observacional, retrospectivo e descritivo. Os dados foram obtidos em 20/02/2025 a partir do SINAN-DATASUS. As informações abrangeram Epidemiológicas e Morbidade sobre os casos confirmados notificados de esquistossomose, segundo o ano da notificação, entre 2015 e 2024, na Bahia. Resultados: Entre 2015 e 2024, foram notificados 3.732 casos confirmados de esquistossomose na Bahia. A tendência geral foi de queda, demonstrada pelo índice de Pearson (r = -0,60) e pela queda de 36,5% entre os quinquênios. Observou-se predomínio da forma clínica intestinal, responsável por 43,6% dos casos, entretanto, em parcela expressiva das notificações (42,6%) não houve registro da forma clínica. As formas hepato-esplênica (3,6%), hepato-intestinal (3,1%), aguda (3,4%) e outras apresentações clínicas (3,6%) apresentaram menor frequência. Quanto à faixa etária, os adultos concentraram a maioria dos casos (63,0%), destacando-se as faixas de 40 a 59 anos (32,9%) e de 20 a 39 anos (30,1%). Crianças e adolescentes corresponderam a 18,5% das notificações, enquanto os idosos representaram 18,5%. Em relação à evolução, 40,8% dos casos evoluíram para cura, porém 55,5% foram registrados como ignorado ou em branco; enquanto que os óbitos por esquistossomose corresponderam a 1,6% das notificações. Conclusão: Observou-se tendência de redução dos casos de esquistossomose na Bahia no período analisado, embora a doença ainda mantenha relevância epidemiológica, especialmente na população adulta. O predomínio da forma intestinal e a baixa letalidade mantêm o perfil clínico esperado. Entretanto, a elevada proporção de registros incompletos evidencia fragilidades na vigilância, reforçando a necessidade de qualificação das notificações e fortalecimento das ações de controle.
Título do Evento
5o. Congresso Baiano de Gastroenterologia
Cidade do Evento
Salvador
Título dos Anais do Evento
Anais do 5o. Congresso Baiano de Gastroenterologia / 2026
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital
DOI

Como citar

NETO, CARLOS ANDRADE SAMPAIO et al.. ESQUISTOSSOMOSE NA BAHIA: PANORAMA DOS CASOS NOTIFICADOS (2015–2024)... In: Anais do 5o. Congresso Baiano de Gastroenterologia / 2026. Anais...Salvador(BA) Centro de Convenções do Hotel Mercure-Salvador, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/gastrobahia26/1469164-ESQUISTOSSOMOSE-NA-BAHIA--PANORAMA-DOS-CASOS-NOTIFICADOS-(20152024). Acesso em: 15/08/2026

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