PERFIL SOROLÓGICO E EPIDEMIOLÓGICO DE PACIENTES COM MEGAESÔFAGO ACOMPANHADOS EM UM CENTRO DE REFERÊNCIA NA BAHIA

Publicado em 30/06/2026 - ISBN: 978-65-272-2544-7

Título do Trabalho
PERFIL SOROLÓGICO E EPIDEMIOLÓGICO DE PACIENTES COM MEGAESÔFAGO ACOMPANHADOS EM UM CENTRO DE REFERÊNCIA NA BAHIA
Autores
  • Lívia Dórea Dantas Fernandes
  • Karina Eduarda França Nascimento
  • João Felipe Oliveira Santos Prazeres
  • Júlio Cesar Silva
  • Jorgana Soares
  • Ronnei Santos
  • Roque Aras
  • Mitermayer Galvão dos Reis
Modalidade
Pôster
Área temática
Gastroenterologia
Data de Publicação
30/06/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/gastrobahia26/1465563-perfil-sorologico-e-epidemiologico-de-pacientes-com-megaesofago-acompanhados-em-um-centro-de-referencia-na-bahia
ISBN
978-65-272-2544-7
Palavras-Chave
megaesôfago, doença de Chagas, T cruzi
Resumo
A doença de Chagas (DC), causada pelo Trypanosoma cruzi (T.cruzi), continua sendo um importante desafio de saúde pública na América Latina, afetando mais de 70 milhões de pessoas. No Brasil, cerca de 300.000 indivíduos apresentam megaesôfago chagásico e/ou megacólon. A identificação da infecção por T.cruzi em indivíduos com manifestações digestivas é fundamental para instituir o tratamento adequado e melhorar as condições de vida. Este estudo teve como objetivo caracterizar indivíduos com megaesôfago, avaliar sua história de risco para transmissão vetorial por T.cruzi e determinar a soroprevalência de anticorpos anti-T.cruzi. Trata-se de um estudo transversal e descritivo realizado em um ambulatório de gastroenterologia de um hospital de referência na Bahia, com amostragem por conveniência. A coleta de dados incluiu um questionário pré-testado e a obtenção de amostra de sangue para análise imunológica. Entre 371 indivíduos diagnosticados com megaesôfago, a maioria era do sexo feminino (61,7%), de cor negra ou parda (89,8%) e possuía ensino fundamental incompleto (50,8%). Em relação ao histórico de exposição, 94,6% afirmaram reconhecer o inseto triatomíneo, 87,3% haviam vivido próximos a áreas de mata, 53,3% residiram em casas de barro e 50,4% relataram história familiar de DC, predominando em irmãos (64,7%). A soroprevalência de anticorpos anti-T.cruzi foi de 61,7%. As características socioeconômicas da população estudada sugerem condições de pobreza, reforçadas pela moradia em regiões de mata e por habitações precárias. A elevada prevalência de irmãos infectados aponta fortemente para transmissão vetorial associada à exposição a triatomíneos. Esses achados ressaltam a necessidade urgente de melhorias nas condições habitacionais, ampliação do acesso aos serviços de saúde e fortalecimento de políticas públicas para prevenir e reduzir a transmissão da DC. O enfrentamento desses determinantes pode reduzir de forma significativa o ônus epidemiológico e social da doença, melhorar os desfechos clínicos dos pacientes e contribuir para os esforços de controle da enfermidade. Financiado pela Fapesb (4567/2022)
Título do Evento
5o. Congresso Baiano de Gastroenterologia
Cidade do Evento
Salvador
Título dos Anais do Evento
Anais do 5o. Congresso Baiano de Gastroenterologia / 2026
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

FERNANDES, Lívia Dórea Dantas et al.. PERFIL SOROLÓGICO E EPIDEMIOLÓGICO DE PACIENTES COM MEGAESÔFAGO ACOMPANHADOS EM UM CENTRO DE REFERÊNCIA NA BAHIA.. In: Anais do 5o. Congresso Baiano de Gastroenterologia / 2026. Anais...Salvador(BA) Centro de Convenções do Hotel Mercure-Salvador, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/gastrobahia26/1465563-PERFIL-SOROLOGICO-E-EPIDEMIOLOGICO-DE-PACIENTES-COM-MEGAESOFAGO-ACOMPANHADOS-EM-UM-CENTRO-DE-REFERENCIA-NA-BAHIA. Acesso em: 11/08/2026

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