O IMPACTO DA NOVA NOMENCLATURA NA ABORDAGEM DA DOENÇA HEPÁTICA ESTEATÓTICA E O CENÁRIO DE SUBDIAGNÓSTICO NO BRASIL

Publicado em 30/06/2026 - ISBN: 978-65-272-2544-7

Título do Trabalho
O IMPACTO DA NOVA NOMENCLATURA NA ABORDAGEM DA DOENÇA HEPÁTICA ESTEATÓTICA E O CENÁRIO DE SUBDIAGNÓSTICO NO BRASIL
Autores
  • Gabriel Menezes Sousa
  • Mariana Seixas Lordêllo
Modalidade
Pôster
Área temática
Hepatologia
Data de Publicação
30/06/2026
País da Publicação
Brasil
Idioma da Publicação
pt-BR
Página do Trabalho
https://www.even3.com.br/anais/gastrobahia26/1462284-o-impacto-da-nova-nomenclatura-na-abordagem-da-doenca-hepatica-esteatotica-e-o-cenario-de-subdiagnostico-no-bras
ISBN
978-65-272-2544-7
Palavras-Chave
Hepatopatia Gordurosa, Síndrome Metabólica, Terminologia, Saúde Pública, Brasil.
Resumo
Introdução: A Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica (NAFLD) passou recentemente por uma revisão global de nomenclatura, sendo rebatizada como Doença Hepática Esteatótica Associada à Disfunção Metabólica (MASLD). Essa mudança de paradigma, consolidada por consensos internacionais e adotada pela Sociedade Brasileira de Hepatologia, visa remover o estigma do termo "não alcoólico" e estabelecer critérios diagnósticos positivos baseados na disfunção metabólica, e não mais na exclusão de outras causas. Objetivo: Analisar as implicações clínicas da transição da nomenclatura NAFLD para MASLD e estimar o impacto epidemiológico dessa reclassificação no cenário de saúde pública brasileiro. Método: Trata-se de uma revisão sistemática da literatura e análise de diretrizes publicadas entre 2023 e 2025 pelas principais sociedades médicas (AASLD, EASL, SBH e SBD). Foram avaliados os novos critérios diagnósticos que exigem a presença de esteatose hepática associada a pelo menos um fator de risco cardiometabólico (obesidade, diabetes tipo 2, hipertensão ou dislipidemia), bem como a introdução da categoria MetALD (sobreposição metabólica e alcoólica). Resultados: A prevalência estimada da MASLD no Brasil acompanha os índices globais, atingindo cerca de 30% da população adulta, com forte correlação com a obesidade e o diabetes. Estudos indicam que a nova definição aumenta a sensibilidade diagnóstica ao incluir pacientes que anteriormente ficavam em um "limbo" classificatório, como aqueles com consumo moderado de álcool (categoria MetALD). Dados nacionais apontam que, embora a maioria dos casos (cerca de 94%) seja diagnosticada em estágios iniciais de fibrose (F0-F2), a ausência de sintomas retarda a intervenção em fases reversíveis. A associação direta com a síndrome metabólica torna a MASLD a hepatopatia crônica mais prevalente da atualidade, superando as hepatites virais em número de casos estimados. Conclusão: A adoção da nomenclatura MASLD não é apenas semântica, mas uma necessidade clínica que permite o diagnóstico positivo em pacientes com fatores de risco metabólicos, facilitando a identificação precoce na Atenção Primária. Para a realidade da Bahia, onde a prevalência de comorbidades metabólicas é crescente, a implementação desses novos critérios é fundamental para rastrear a população de risco "oculta" antes da evolução para MASH (esteato-hepatite) e cirrose.
Título do Evento
5o. Congresso Baiano de Gastroenterologia
Cidade do Evento
Salvador
Título dos Anais do Evento
Anais do 5o. Congresso Baiano de Gastroenterologia / 2026
Nome da Editora
Even3
Meio de Divulgação
Meio Digital

Como citar

SOUSA, Gabriel Menezes; LORDÊLLO, Mariana Seixas. O IMPACTO DA NOVA NOMENCLATURA NA ABORDAGEM DA DOENÇA HEPÁTICA ESTEATÓTICA E O CENÁRIO DE SUBDIAGNÓSTICO NO BRASIL.. In: Anais do 5o. Congresso Baiano de Gastroenterologia / 2026. Anais...Salvador(BA) Centro de Convenções do Hotel Mercure-Salvador, 2026. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/gastrobahia26/1462284-O-IMPACTO-DA-NOVA-NOMENCLATURA-NA-ABORDAGEM-DA-DOENCA-HEPATICA-ESTEATOTICA-E-O-CENARIO-DE-SUBDIAGNOSTICO-NO-BRAS. Acesso em: 10/08/2026

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